quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quais os melhores dias e horários para o varejista postar no Facebook?



Segundo pesquisa realizada pela Buddy Media em novembro de 2011 existem dias, horários e formas mais adequadas de postagens no Facebook. O estudo dedicado à indústria do varejo ou "A Statistical Review For The Retail Industry" revela que o Facebook é a principal plataforma para as empresas desse setor se conectarem com consumidores.

Melhores horários

Segundo dados da pesquisa, muitas das empresas do varejo costumam a postar suas mensagens em horários em que os usuários estão tradicionalmente no trabalho, o que reflete a 89%, entre às 8h e às 19h.

O estudo aponta que durante os horários de folga os usuários do Facebook tendem a ter mais tempo de conexão para conferir as novidades das empresas. Assim, as informações mostram que os usuários estão 20% a mais conectados com os posts no período entre às 20h e 7h. Desta forma, para alcançar um aumento satisfatório aos acessos e comentários, as empresas de varejo devem postar enquanto os usuários estiverem conectados, ou seja, durante os horários de descanso.

Melhores dias da semana

Além disso, os dias da semana também interferem muito nas conexões dos usuários. Dados revelam que quarta-feira é o melhor dia para postagens de empresas deste setor, chegando a 8% acima da média. Já sexta-feira é o pior dia. O estudo também recomenda às empresas publicar conteúdos em fins de semana, principalmente aos domingos: além de ser um desafio, podem conquistar os compradores longe das concorrências do dia-a-dia.

A priori, os dados indicam que deve-se limitar os posts a dois ao dia. Muitos clientes preferem qualidade e não quantidade e os acessos ao Facebook diminuem à medida que as empresas aumentam as publicações durante o dia. Assim, as taxas de interação são 40% mais altas quando há menos de três posts por dia. Um ou dois posts de uma empresa recebem 32% a mais de acessos e 73% a mais de comentários em relação a comerciantes que postam com maior frequência. O estudo sugere que as empresas apenas postem mais de duas vez ao dia quando contiverem um produto exclusivo em oferta.

Outra dica é de não exceder quatro posts por semana, ou seja, o envolvimento dos usuários diminuem drasticamente em relação as mensagens das marcas de varejo postadas durante uma semana seguida. Postar de uma a quatro vezes na semana aumenta em 71% o envolvimento dos consumidores.

Tamanho do post

O tamanho do post também requer cuidados. Publicações de 1 a 80 caracteres recebem 66% mais acessos que textos maiores, enquanto mensagens concisas de até 40 caracteres têm desempenho ainda melhor (86%). Por outro lado, apenas 5% de todas as mensagens postadas por varejistas possuem esta característica.

Perguntas e diálogo com o consumidor

Iniciar um diálogo direto com os consumidores é indispensável para varejistas que atuam no Facebook. Esse tipo de pós-relação gera o dobro de cliques e comentários. Para isso deve-se usar “perguntas”. As empresas devem abordar questões e não apenas mensagens, perguntar diretamente e incentivar o cliente a responder, são estratégias que resultam em grandes benefícios.

A pesquisa ainda mostra que as postagens das empresas de varejo que estimulam seus consumidores a complementá-las, geram uma taxa de interatividade nove vezes maior que outros tipos de mensagens. Os dados defendem que esta estratégia é relevante para os varejistas, mesmo que apenas 1% deles utilizem mensagens do gênero.

Palavras-chave “$ Off e Cupons” são as mais eficazes em promoções

Além de postar mensagens que estimulem opiniões e o preenchimento de dados, ofereça brindes e cupons para aumentar o acesso de seus consumidores. Quando trata-se de negócios, muitos usuários procuram ofertas, no caso, as melhores do mercado de varejo. Conforme o estudo, as mensagens que indicam o maior número de acessos são as que apresentam “descontos em valores fixos ($ Off) e Cupons”. Quase sempre as empresas de varejo que incluem na mensagem a palavra-chave $ Off recebem uma taxa superior a 55% de acessos em seus sites de e-commerce, seguido por “Cupom”, que acrescem 39% acima da média de conexões.

Os dados desta pesquisa indicam que as ofertas em valores fixos geram duas vezes mais envolvimento dos consumidores que descontos em números percentuais (% Off). Mesmo descontos pequenos – com menos de US$ 10 – recebem 17% mais interações que promoções que não se utilizam de valores fixos. 

Mensagens simples

Mas não adianta tantas estratégias e descontos sem postagens de fácil acesso. As empresas de varejo podem postar conteúdos interessantes, relacionados a links, fotos e vídeos, mas muitos usuários preferem mensagens simples.

Baseando-se nos dois tipos mais eficazes do varejo: mensagens que contenham um único anexo, foto ou apenas palavras no status, aumentam cerca de 94% o número de acessos as postagens. Assim, evite posts mais complicados, como por exemplo, links em anexos ou fotos em miniaturas.


Clique aqui para download do estudo completo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Código de barras impedirá venda de produtos vencidos

Desenvolvido pela Associação Paulista de Supermercados, um novo modelo de código de barras, impossibilitará a venda de produtos vencidos, a previsão de utilização está previsto para 2013.

O novo código dependerá da instalação de um software na frente de caixa e nas balanças dos check-outs. Hoje, o controle é feito manualmente, resultando em muitos produtos vencidos nas prateleiras dos supermercados.

Conforme pesquisa realizada nos últimos 40 dias, 56,2% dos estabelecimentos recebem reclamações sobre mercadorias fora do prazo de validade. A falha ocorre em 35,6% dos alimentos perecíveis e em 24,7% dos produtos de mercearia. O novo tipo de código também vai facilitar o controle de vendas dos supermercados do País.

O sistema mostrará quantos itens foram vendidos de cada lote, permitindo que os estabelecimentos saibam o que está dentro da loja, mesmo que o consumidor tenha pegado o produto e colocado em outra prateleira.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Boletim Oportunidades & Negócios - Varejo - Mudanças no Perfil do Consumidor

O Brasil mudou muito nos últimos anos. E, na esteira dessas transformações socioeconômicas, culturais e demográficas, mudou também o perfil do consumidor brasileiro. Empresários das micro e pequenas empresas do comércio varejista precisam estar bem atentos a essas tendências, compreendendo as necessidades e demandas desses novos consumidores. O Boletim Oportunidades & Negócios – Varejo traz, na edição de Dezembro 2011, os impactos de cinco tendências de mercado: 1) o crescimento do poder de compra da classe C; 2) o perfil do consumidor GLS, com produtos voltados para seus gostos e necessidades; 3) a população de jovens consumistas; 4) uma maior participação da mulher no mercado de trabalho; e 5) população brasileira cada vez mais idosa.

Negócios que correm atrás da demanda descobrem o Brasil


Matéria do Jornal Brasil Econômico de hoje sobre Lojas Pop-ups tem a participação de Gustavo Carrer, consultor do Sebrae/SP.


Clique aqui para ler

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ex-modelo leva "loja de shopping" para a Rocinha

Por Marco Aurélio Canônico

Na principal via da Rocinha, a cerca de um quilômetro da entrada da favela, uma loja de roupas chama a atenção por seu letreiro, que indica uma inusitada conexão: New York (em inglês mesmo), Paris, Milão, Rocinha.

É uma jogada de marketing: a loja -Because, nome que os locais pronunciam de forma abrasileirada- não tem franquias internacionais; tem, no entanto, a ideia de levar ao morro um tipo de roupa mais parecido com o que se encontra nos shoppings do asfalto.

"Você anda aqui e todas as lojas têm o mesmo produto, que vem de feirinhas, confecções pequenas. Fui buscar coisas alternativas, a partir da entrada que eu tinha com a galera da moda", afirma a ex-modelo Pollyana Simões, 35, que abriu a loja em sociedade com um primo.

Inaugurada em outubro, um mês antes do processo de pacificação da Rocinha, ela funciona como uma ponta de estoque: vende coleções antigas (calças, bermudas, camisetas e moda praia em geral) de marcas conhecidas como a Sandpiper (a principal fornecedora).

SEM FUNK

A maior parte dos itens, organizados em um espaço de 80m², custa entre R$ 30 e R$ 60. Mais do que os preços, no entanto, Pollyana diz que é o estilo do local que chama a atenção dos consumidores.

"O cara entra numa loja que tem um outro tipo de ambiente, aqui é proibido tocar funk, a gente joga essência para ter um cheirinho", explica. "As pessoas entram e falam 'abriu loja de shopping aqui'."

Moradora de São Conrado (um dos bairros mais caros do Rio, onde está a Rocinha), a proprietária diz que sua clientela é, como a própria composição da favela (69 mil habitantes, segundo o IBGE), bastante eclética, mas identifica um perfil predominante em seu consumidores.

"Eu sinto que atendo a elite da Rocinha, uma galera que fala bem, se veste bem, que é extremamente educada. Você sente a diferença. Talvez seja pela aparência da loja, tem gente que passa e nem entra, porque acha que é muito cara."

CANTADAS

Antes da ocupação da favela, em 13 de novembro passado, a Because chegou a receber um público menos selecionado -traficantes armados passaram lá para conhecer e compraram produtos como bermudas e bonés. Segundo a ex-modelo -que também foi badalada promoter de festas na noite carioca-, a única diferença notável após a pacificação foi no número de cantadas. "Antes, você podia usar uma saia minúscula e ninguém mexia, era a lei do morro. Depois, passei a ouvir uns 'psiu', inclusive de policiais."

Questionada sobre os investimentos feito na loja, Pollyana não cita números, mas afirma já ter recuperado boa parte do que investiu. "Outubro foi um mês que bombou, conseguimos repor quase tudo o que gastamos para montar a loja. O resto é estoque, que você vai vendendo e pagando." Funcionando diariamente, das 9h às 21h, a Because da Rocinha emprega sete pessoas e, em dois meses de operação, já vende "quase o dobro" das demais filiais, que ficam em outras duas favelas cariocas, Terreirão (Recreio) e Rio das Pedras (Jacarepaguá), ambas na zona oeste.

"A Rocinha, pelo tamanho [69 mil habitantes, segundo o IBGE], tem movimento o dia inteiro, o que dá um giro muito grande", diz Pollyana. "Quando eu digo para os meus amigos que estou com uma loja aqui, eles batem palmas. Me dizem que eu vou explodir de ganhar dinheiro. As marcas estão subindo o morro, a tendência é essa."

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Como trabalhar com código de barras?

Por Patrícia Machado e Adriane Castilho

O código de barras funciona como o RG de um produto. Com ele, é possível acessar instantaneamente a descrição das suas características. Essa verificação imediata permite maior controle dos estoques pelo fornecedor e também pela ponta que recebe os produtos, seja no varejo ou na indústria. “O sistema de codificação elimina erros de contagem e permite um controle rigoroso”, diz o pro-fessor Luiz Carlos Di Serio, coordenador do curso de Competitividade e Inovação do Programa de Educação Continuada da Fundação Getulio Vargas (PEC-FGV). “Os códigos fornecem ao empreendedor importantes informações sobre a gestão do seu negócio. Ele checa, por exemplo, como está o nível de seu estoque e até o do comerciante, e quais são os produtos mais vendidos”, diz. O ganho de controle é mais evidente em empresas com portfólio variado e de produtos em série, padronizados.

A imagem do código de barras é uma representação gráfica de uma combinação numérica, o GTIN — Número Global do Item Comercial. Os números identificam o país de origem, o fornecedor e a descrição do produto. Com o GTIN, é possível acessar informações como peso, altura, largura, cor e até as datas de fabricação e de validade de cada item. O fornecedor é quem define as informações que deseja incluir na descrição. A sequência numérica completa é transformada na imagem de barras por meio de softwares específicos.

“Ter um produto codificado é essencial para quem quer comercializar com grandes empresas”, diz Flávia Costa, assessora da GS1 Brasil, associação responsável pelo licenciamento dos códigos de barra no país. “A sequência numérica permite um rápido cadastro das informações vinculadas a ela. Isso traz credibilidade ao fabricante”, afirma. O valor mínimo para empresas associadas adquirirem o GTIN é R$ 509 por ano. A GS1 atua em mais de cem países para disseminar a utilização do sistema e tem 55 mil empresas associadas no Brasil. Confira a seguir exemplos de empresas que adotaram o código de barras para atender clientes de grande porte na indústria e no varejo.



NA LATA
A fabricante de tintas A Tonal mudou para atender melhor a Grendene

A oportunidade de comercializar tintas para calçados destinadas a uma das maiores marcas de sandálias do país, a Grendene, transformou os processos da fábrica de tintas A Tonal. Sediada em Franca, no interior de São Paulo, a empresa reformulou há três anos o sistema de catalogação de seus produtos. As etiquetas simples, que mostravam a cor e a quantidade do produto, foram substituídas pelo código de barras. Para desenvolver o sistema numérico e o software de leitura dos dados, a fábrica de tintas investiu R$ 250 mil. “O código de barras foi uma exigência da própria Grendene. Na época, não pensávamos em adotar esse sistema. O novo processo evita erros na contagem dos produtos. Isso trouxe maior controle da produção e do estoque e deu agilidade no faturamento das peças”, diz Leonardo Maniglia, 47 anos, proprietário da A Tonal. A empresa destina 70% de sua produção para a fabricante de sandálias e fatura R$ 36 milhões por ano. Diariamente, 400 itens são enviados para uma das filiais da Grendene em Sobral, na região noroeste do Ceará. Em cada código de barras, a empresa especifica o número do lote, as datas de fabricação e de validade, a cor do produto e o volume de tinta envasado.

SUBINDO DEGRAUS
A Escadas Segurança conquistou clientes como C&C, Leroy Merlin e Telhanorte

O crescimento das vendas e a parceria firmada em 1999 com a varejista de material de construção Leroy Merlin levaram a Escadas Segurança a adotar o código de barras para seus produtos. A padronização permitiu que os 45 modelos de escadas — como a extensiva, a doméstica e a multiuso — fossem catalogados e descritos por meio de números. Os dados permitem ao varejista conhecer o tipo de madeira que foi usada na escada, qual o seu tamanho e o peso máximo suportado, por exemplo. “Clientes como C&C, Magazine Luiza, Leroy Merlin e Telhanorte exigiam o código para poder comprar os meus produtos. Uma grande empresa não consegue trabalhar sem um sistema de dados fácil, que permita gerenciar o perfil dos produtos e a quantidade de estoque”, afirma o proprietário, Adilson Checchia, 47 anos. A fabricante, que tem sede em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, produz mensalmente três mil escadas, 35% das quais destinadas a grandes varejistas. Com o crescimento das vendas para redes, a Escadas Segurança faturou R$ 1,8 milhão em 2010.

Fonte: GS&MD

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como trabalhar com diferentes canais de venda sem conflitos?

Por Patrícia Machado e Adriana Wilner

Criar canais de venda para conquistar o consumidor em qualquer tempo e espaço não é mais uma opção. “É uma obrigação”, diz Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Provar/Fia, Programa de Administração de Varejo ligado à Universidade de São Paulo. Mas, para evitar conflitos entre diferentes formas de venda, é preciso um planejamento bem amarrado. “Os canais não podem ser vistos como uma nova empresa ou como concorrentes”, afirma Ivan Corrêa, sócio diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza. Construir parcerias, determinar regiões de atuação, estabelecer comissões, cuidar dos critérios de preços e buscar novos perfis de clientes são meios de impedir o canibalismo entre os canais. Confira a seguir exemplos de como essas cinco estratégias foram desenhadas e implantadas com sucesso.

PARCERIA COM DISTRIBUIDORES

EMPRESA: Multilaser, fabricante de equipamentos de informática e eletrônicos, de São Paulo

O QUE FEZ: Para chegar mais perto do consumidor, Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, ambos com 32 anos, sócios da Multilaser, desenvolveram um canal que inclui a participação dos intermediários: as distribuidoras divulgam em seu site todos os os produtos Multilaser, mas não precisam trabalhar com o estoque, pois a fabricante se responsabiliza pela entrega das compras ao cliente final. No projeto piloto, inaugurado em novembro de 2010, participaram dez dos 60 parceiros da empresa de Ostrowiecki e Feder.

COMO EVITOU CONFLITOS: O canal de venda não permite a comercialização de produtos diretamente para o consumidor final, uma vez que a compra é feita por intermédio das distribuidoras parceiras. A ideia foi uma oportunidade para os sócios do negócio conhecerem o perfil do usuário dos seus produtos. “Hoje, conseguimos saber as preferências dos clientes da marca Multilaser e descobrimos que eles gastam mais sempre que há desconto”, afirma Ostrowiecki.

RESULTADOS: O canal de venda deu chance aos distribuidores parceiros de aumentar a oferta de itens de 200 para 1.200 — e, melhor, sem necessidade de manterem estoque. A iniciativa fez as vendas triplicarem. Em 2010, a Multilaser faturou R$ 362 milhões. O investimento no projeto foi de US$ 1 milhão. O custo logístico aumentou 10% e 20 funcionários foram contratados para separar os pedidos. Até o final do ano, a empresa espera conquistar mais 30 parceiros.


CLIENTES DIFERENCIADOS

EMPRESA: TePe, fabricante de produtos de higiene bucal, do Rio de Janeiro

O QUE FEZ: As sócias da TePe, Maria Helena Leite, 47 anos, e Christine da Fonseca, 38, resolveram, há três anos, criar uma loja virtual para atender apenas profissionais de saúde. “O canal faz com que os dentistas, que são formadores de opinião, conheçam melhor os produtos e indiquem os mesmos para os seus pacientes”, afirma Maria Helena. A TePe também distribui sua produção para 500 farmácias e por meio de oito revendedores.

COMO EVITOU CONFLITOS: Cada canal de venda é voltado para um cliente diferente. Os revendedores oferecem os produtos para clínicas de saúde bucal que ainda não trabalham com os materiais da empresa. A loja virtual é acessada apenas por profissionais de saúde que têm login e senha para efetuar suas compras. As farmácias, que representam 60% do faturamento, são responsáveis por atender o consumidor final. Todos os canais de venda trabalham com o mesmo preço.

RESULTADOS: O comércio eletrônico fez as vendas da TePe crescerem 15%. Para a rede de farmácias Droga Raia, que compra 2.500 peças da TePe mensalmente, a loja virtual trouxe mais clientes. “Com esse canal, dentistas conhecem melhor os produtos, e, por sua vez, os próprios pacientes”, diz Rodrigo Braga, analista de perfumaria da empresa.


COMISSÕES

EMPRESA: Le Postiche, rede de lojas de bolsas e malas de viagens, de São Paulo

O QUE FEZ: No final de 2008, a Le Postiche inaugurou o seu comércio eletrônico. O canal é o único a oferecer todos os produtos da empresa. “Por restrição de espaço físico, nossas lojas não conseguem comercializar todo o portfólio do negócio”, diz Fabiana Restaino, 38 anos, sócia do empreendimento.

COMO EVITOU CONFLITOS: A criação de comissões permitiu que as 70 lojas próprias e 139 licenciadas não perdessem lucro com o comércio on-line. Ao final de cada mês, a Le Postiche calcula o volume de vendas do canal internet por região do país e uma participação é dividida entre as lojas de cada território. Os preços das peças variam de acordo com o canal de venda e com a região.

RESULTADOS: O canal eletrônico representa 2% do faturamento da empresa e influencia 20% das vendas feitas em lojas físicas, já que muitos clientes querem experimentar a peça antes de efetuar a compra.


REGIÕES

EMPRESA: Four Style, marca de roupa de ginástica, do Rio de Janeiro

O QUE FEZ: “Vencer a concorrência e es¬tar sempre próximo ao cliente”. Esse foi o pensamento que levou André Luís Pereira, 44 anos, sócio da Four Style, a inaugurar mais de um canal de venda. Com um investimento de mais de R$ 180 mil nos últimos três anos, a empresa trabalha com franquias, representantes, con¬sultores comerciais e uma loja virtual. A marca de moda feminina carioca também conta com lojas próprias e comercializa suas peças em espaços multimarcas.

COMO EVITOU CONFLITOS: A Four Style determina uma área de atuação para cada canal de venda da empresa. Além disso, re¬presentantes, consultores comerciais e lojas multimarcas adquirem os produtos com cerca de 50% de desconto. “Esses canais tornam a Four Style conhecida no mercado e não há perda de venda, porque cada canal atua em uma região predeterminada”, afirma Ana Paula Nicolazzi, 37 anos, que trabalha como revendedora da empresa há oito meses.

RESULTADOS: A multicanalidade permitiu à Four Style vender seis mil peças por mês e crescer 30% de 2009 para 2010. Até julho deste ano, o desenvolvimento de canais deve gerar um crescimento de 50%.

ATENÇÃO AOS PREÇOS

EMPRESA: Eletrônica Santana, loja de produtos eletrônicos, de São Paulo

O QUE FEZ: Para combater a crise que a as¬solava em 2003, a Eletrônica Santana decidiu investir R$ 15 mil na criação de uma loja virtual. Posteriormente, com o sucesso da iniciativa, passou a trabalhar com distribuidores e venda corporativa. “Montamos um sistema que faz a instalação, a manutenção e a venda de tecnologia para empresas”, diz Rubens Branchini, diretor comercial do negócio.

COMO EVITOU CONFLITOS: A elaboração de uma tabela de preços foi fundamental para impedir o canibalismo entre os canais de venda. O valor das mercadorias é o mesmo. “A promoção existe apenas quando compramos peças em grande quantidade”, afirma Fernando Gubitoso, 42 anos, sócio da Gubisom, distribuidora da Eletrônica Santana.

RESULTADOS: O comércio eletrônico foi essencial para que o negócio atingisse clientes até então desconhecidos. “Desde 2004, co¬meçamos a crescer cerca de 80% ao ano, porque muitos consumidores em potencial não sabiam da nossa existência até então”, diz Branchini. O canal corporativo atende cerca de nove mil empresas e representa 60% do faturamento da empresa. A venda feita pelos mil distribuidores significa 7% do faturamento. O comércio virtual corresponde a 25% das vendas.

Fonte: GS&MD

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tíquete médio no pequeno varejo é de R$ 42

Estudo realizado pela GfK aponta as características do pequeno varejo e também os atributos que o consumidor mais valoriza ao definir as compras. Um dos resultados mostra que a proximidade é o principal motivador de compras nesse canal, apontado por 92% dos consumidores. A pesquisa considera como pequeno varejo as lojas com até quatro checkouts.

O público desse varejo de vizinhança também valoriza a presença de balcão refrigerado, hortifrútis, estacionamento e padaria. A partir desse dado, análise de GfK aponta que os pequenos varejistas precisam ampliar os investimentos em estacionamento e padaria, pois estão presentes em apenas 41% e 33% desses estabelecimentos, respectivamente.

A pesquisa revelou também que o tíquete médio gasto é de R$ 42 e a principal forma de pagamento ainda é em dinheiro, presente em 43% das transações, seguida pelo cartão de débito, com 34%. O faturamento médio anual desses estabelecimento varia de R$ 330 para mercados de 1 checkout a R$ 3,8 milhões para mercados de até 4 checkouts.

Para o pequeno varejista, um bom começo é conhecer o novo consumidor e atender às suas expectativas. O estudo ainda apontou que 85% dos estabelecimentos são familiares e 56% dos gestores não terminaram o ensino fundamental. Apesar de experientes, pois apresentam em média 15 anos de vivência no varejo, ainda precisam investir em capacitação, para aproveitar oportunidades futuras e manter o negócio competitivo neste mercado.

O pequeno varejo responde por mais de 40% do volume de vendas nos segmentos de alimentos, higiene, limpeza e perfumaria. Com o crescimento dos últimos dois anos, atualmente há mais de 50 mil estabelecimentos em todo o País e segue uma tendência de crescimento.

Fonte: Supermercado Moderno

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pesquisa traça perfil do consumidor em 2012

Mais conveniência, autenticidade e experiência são algumas das principais reivindicações do novo consumidor mundial. É o que mostra a pesquisa internacional Retail Trend 2012, realizada pelo The Future Laboratory, sobre as tendências do varejo global para o próximo ano. Apesar dessas questões não serem novas no mercado, ainda são poucas as empresas que seguem estes conceitos e estratégias para se aproximarem do público. De acordo com o estudo, os clientes estão cada vez mais exigentes e ligados às questões de responsabilidade social e sustentabilidade.

A pesquisa aponta que uma nova geração de consumidores determinará uma reinvenção do varejo por meio de conceitos como o “revivalismo” e o “Rubarnism”, apresentados pela Future Laboratory, além da curadoria. Estas características trarão produtos naturais e menos estímulos para as grandes cidades. Algumas empresas como Starbucks, Domino’s e Moleskine já apostam nesta reestruturação e investem na interatividade, transparência com o público e construção de uma herança da marca. Por aqui, nomes como Pão de Açúcar e O Boticário também realizam um trabalho alinhado às exigências dos consumidores.

As tendências para o próximo ano impulsionarão as marcas a mudarem de postura no mercado conforme o desejo dos clientes. “O consumidor está buscando uma vida com menos estresse e estímulos. Ele procura a super conveniência. As pessoas, por exemplo, não querem mais ir ao supermercado, mas à lojinha de bairro, sem pegar trânsito. Também buscam artigos com herança e mais relacionados às artes, com aparência de feitos à mão. Faz parte ainda dessa busca uma curadoria das marcas, sem tantas opções do mesmo produto”, explica Paulo Al-Assal, Diretor Geral da agência Voltage, representante do estudo no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diálogo com o Cliente
Atendimento de qualidade é um dos fatores mais desejados pelos consumidores em relação às empresas. Para satisfazer o consumidor, segundo o levantamento, é necessário construir formas diferenciadas de dialogar com o público e entender como a marca é percebida por ele. Uma das estratégias propostas para as empresas por Al-Assal é saber utilizar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) ao seu favor. Atualmente, o serviço se configura como um monólogo, no qual apenas o consumidor fala e as companhias não reagem de acordo com as expectativas.
Se o SAC recebe cerca de 30 mil ligações e realiza o cadastro destas pessoas, a empresa já conta com uma grande de base de perfis dos consumidores que são engajados com a marca e desejam contribuir. Por meio desse material podem ser feitas pesquisas mercadológicas, incentivar os consumidores a co-criarem com a empresa e a produzirem soluções relevantes”, destaca Al-Assal.

O acompanhamento nas redes sociais também se torna cada vez mais importante nesta nova disposição do varejo. Os clientes exigem um diálogo mais autêntico e ágil, principalmente os jovens da geração Y e Z que se identificam mais com os canais na internet do que com o serviço por telefone. Um caso clássico de transparência e co-criação foi a estratégia da Domino’s Pizza, nos Estados Unidos. Após ter registrado 6% de queda nas vendas, a rede decidiu reformular o cardápio com a ajuda dos clientes que reclamavam das mudanças na qualidade do produto. Durante meses, a empresa testou junto com os consumidores diversas inovações nas receitas até chegar ao cardápio atual.
Neste mês, a Domino’s americana também criou uma ação relacionando dois conceitos demandados pela nova geração de consumidores. Juntou interatividade e conveniência e produziu o game Pizza Hero para iPads. O jogo promove uma competição entres os usuários no quesito velocidade de preparo e é possível receber em casa a pizza criada virtualmente.

Experimentação da marca
Com mais informações e ferramentas online de pesquisa, os consumidores tornam-se extremamente exigentes e pesquisam muito antes de comprar, procurando saber de onde vem o produto adquirido e a história da empresa. Para gerar experiência do online no offline, algumas lojas na Europa montaram quiosques de busca virtual nas unidades para que o cliente pudesse fazer uma pesquisa sobre o produto no próprio espaço. A ideia é superar uma disposição dos internautas conhecida como ROPO (Research Online, Purchase Offline), pela qual as pessoas realizam buscas na web sobre o produto, mas acabam comprando nas lojas físicas.

Os varejistas europeus e americanos têm investido em exposições interativas e educacionais destinadas a aproximar o cliente do processo de produção. A Heineken já consegue proporcionar estes elementos com a “Heineken Experience”, o museu sobre a cervejaria e seus produtos, localizado em Amsterdã, na Holanda. Desde 2001, o local oferece uma excursão aos processos de fermentação da cerveja durante os anos. Caminho semelhante seguiu as cervejarias Therezópolis, Grupo Petrópolis e Ambev, com a Bohemia, ao criarem pontos turísticos de visitação às fabricas da empresa, com direito à degustação e visualização dos processos de produção, nas cidades da Região Serrana, no estado do Rio de Janeiro.

“O grande protagonista no varejo não é mais o produto, mas outras variáveis mais importantes, por exemplo, o relacionamento e a curadoria. As marcas têm que ensinar as pessoas e engajá-las. O Brasil ainda não está oferecendo a super conveniência, principalmente nas grandes cidades, como São Paulo, onde a falta de mobilidade é gigantesca”, afirma Al-Assal. O Boticário, no entanto, já conseguiu enxerga o valor da conveniência e, além do e-commerce, conta com mais três mil pontos de venda espalhados pelo país, entre lojas de bairros e grandes centros comerciais.

M-commerce e a super conveniência
Os meios virtuais de venda já não são novidades, mas se fortalecem a cada dia a partir de consumidores que buscam o conforto de acessar os serviços e produtos a qualquer hora e de qualquer lugar. Responsável por 50% de todas as transações no Japão, o mobile commerce ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro com o crescimento do número de usuários de smartphones.

As gerações Y e Z, principalmente, devem formalizar o canal nos próximos anos. Somente nos Estados Unidos, as compras com o celular devem atingir a marca de US$ 8,6 milhões em 2014, segundo a ABI Research. O mobile payment também deve crescer no país seguindo esta tendência, a Lojas Colombo, Submarino.com, Saraiva e Pão de Açúcar já aceitam pagamentos por meio de celulares com sistemas da operadora Oi e Vivo.
Com os mais de 230 milhões de telefones móveis no Brasil, segundo dados da Anatel do último mês, o mercado se torna otimista em relação ao modelo de compra. “O mobile será uma moeda no futuro. O consumidor brasileiro é desconfiado com as compras online, é da cultura da população. Mas este tipo de transação já é uma realidade no Japão e, no Brasil, temos grande potencial de torná-la também. Existe uma previsão de que US$ 115 bilhões serão gastos por meio do mobile commerce até 2015”, ressalta Al-Assal.

Rubarnism e sustentabilidade
A super conveniência também está relacionada a outros conceitos, como o modelo chamado “Rubarnism”, que procura trazer as coisas boas da vida no campo para a metrópole, como produtos orgânicos e artesanais, embalagens mais simples e menos opções de escolha para os pontos de venda. De acordo com o estudo, a prática já está sendo empregada na Europa. “Supermercados na Inglaterra e na França aplicam a super conveniência em três aspectos: no tamanho e formato da loja, na diminuição do mix de produtos e na aproximação do cliente, com mercados de bairro”, explica Al-Assal.

A tendência Rurbanism está relacionada à busca pela autenticidade, uma reação avessa à onipresença da vida digital. Esta revolução está impulsionando uma mudança da geração do “eu” para a do “nós”, pela qual os consumidores buscam consumir alimentos de produtores locais, ajudando também o seu meio social. Seguindo está tendência, algumas redes de supermercado aumentaram a oferta de alimentos orgânicos e produtos caseiros, como o Walmart e o Pão de Açúcar, favorecendo a sustentabilidade de pequenos produtores.

Desta forma, o consumidor não deseja apenas que as marcas compartilhem esses valores, mas também que ajudem a expressá-los. O público prefere aderir a campanhas que realizem de fato uma atividade de cunho social, como faturamento revertido para causas sociais e preocupação com o meio ambiente, segundo a pesquisa global. Este mês, a Coca-cola lançou a embalagem com 30% do PET feito a partir da cana de açúcar para a marca de água mineral Crystal, que mostra ao consumidor melhorias à natureza ao fazer com que o plástico possa ser amassado após o consumo, reduzindo em 35% o seu volume para facilitar o armazenamento do material reciclável.

Já o Pão de Açúcar tem trabalhado o revivalismo, inserido no conceito de trazer o campo para cidade, por meio da construção dos seus modelos de padaria dentro dos supermercados. Os espaços organizados nas lojas trazem características rurais e designs artesanais. “Todas as empresas têm que ficar ligadas nas tendências, mas cada uma terá que avaliar em quais se encaixam e como podem explorá-las. É preciso estudar o que o cliente da marca deseja”, destaca Paulo Al-Assal.

História e Curadoria: menos é mais
Não é possível mudar o perfil do negócio apenas para tentar acompanhar os novos valores de consumo, nem toda empresa conseguirá transmitir um caráter mais artesanal ou natural se lida, por exemplo, com tecnologia. Existem outros aspectos, no entanto, que podem ser incorporados por toda indústria, como a curadoria. Contrariando a lógica de super produção do mercado, os consumidores, segundo o estudo global, desejam menos opções nas gôndolas dos pontos de venda, desde que sejam bem selecionadas e estejam de acordo com suas necessidades e desejos.

Outra abordagem que serve para todos os setores e categorias é inserir a história da marca junto aos produtos. O conceito é muito bem utilizado no mercado de Luxo, com marcas centenárias, como Louis Vuitton e Channel, que agregam ao valor das suas coleções a herança histórica. Uma empresa jovem, no entanto, também pode criar uma narrativa para atrair os consumidores. Como fez a Moleskine, fundada em 1997. A marca se apropriou da história ao relacionar os seus cadernos a escritores e artistas, como Ernest Hemingway e Picasso, que usavam blocos semelhantes para anotações.

“Sabemos que o consumidor está cansado de tanto estímulos. Ele procura um Danoninho, por exemplo, e tem várias possibilidades diante de si. Por que não facilitar a vida dessa pessoa e fazer uma curadoria? Por que não diminuir o número de produtos expostos? Menos é mais. As pessoas estão cansadas do excesso de tanta informação e estímulos. A marca pode se segmentar, criar nichos de produtos, mas precisa diminuir as escolhas”, declara o Diretor Geral da Voltage.

Fonte: Exame.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Desafio das pequenas empresas em que os sócios são também parentes

Confira hoje a história de empreendedores que têm como sócios pessoas da família. Para que parentes possam ter sucesso em qualquer que seja o negócio, a administração tem que ser rígida. É imprescindível separar as finanças da empresa do dinheiro da família, aponta o Sebrae.

Assista AQUI a reportagem completa!



Fonte: Jornal da Band - 30/11/11