quarta-feira, 11 de maio de 2011
INSC - ÍNDICE NACIONAL DE SATISFAÇÃO DO CONSUMIDOR
O celular vai virar carteira

terça-feira, 10 de maio de 2011
A customização do atendimento no varejo
A mobilidade é a bola da vez no varejo! São tantas novidades noticiadas, que muitos profissionais que atuam no varejo chegam a esboçar uma certa resistência, afinal quem trabalha para quem: a tecnologia trabalha para o varejo ou o varejo trabalha para a tecnologia? Estamos vivendo um momento de muitas inovações no varejo, daí a resistência ao novo manifestada por muita gente grande.
Tudo caminha para colocar o cliente em primeiro lugar. E não é qualquer cliente, mas aquele específico, reconhecido pelo nome, CPF, pelo código do cartão fidelidade, pelo histórico de compras e pelo perfil definido pelo próprio cliente e seu comportamento de compras.
Já há aplicativos a serem baixados nos celulares que nos identificam ao chegarmos às lojas ou shoppings, sabem o que compramos nas últimas vezes e começam a sugerir produtos, segundo o nosso perfil, enquanto caminhamos pela loja. Um olho nas prateleiras, outro na tela de seu smartphone! Parece um tanto incômodo, mas pergunte para a moçada da geração Y – se sentirão em casa.
O varejo da nova era é aquele que não vende produtos, nem soluções de consumo, mas sim soluções de consumo com conhecimento incorporado. É a percepção de valor deixando o tangível e indo para o intangível.
A geração de soluções customizadas ao consumidor final passa por muita inovação e quebra dos paradigmas atuais. Inclui ainda o uso intensivo de tecnologias, tornando a loja um ambiente totalmente interativo para, finalmente, desenvolver conhecimento pela interação entre cliente e ponto de venda.
Portanto, inovação, tecnologias da informação e comunicação e aprendizagem pela interatividade: este é o modelo a ser explorado pelo varejo. As novas soluções de varejo deverão ser compostas por inteligência incorporada, conhecimento compartilhado, atendimento customizado e decisões cocriadas entre loja e cliente.
Um comprador não vai mais colocar um novo produto em linha se não obtiver anuência do cliente ou, ainda, ele deverá providenciar a introdução de produtos identificados pelos clientes de sua loja.
A customização do atendimento é um tripé formado pela mobilidade, pelas redes sociais e pelo varejo 3.0. A mobilidade da tecnologia, presente na palma da mão do consumidor, coloca-o diante do poder de comprar em qualquer lugar (onipresença), inclusive dentro da loja.
As redes sociais viabilizam a comunicação de muitos com muitos, quebrando aquela dinâmica do varejo que conhecemos de disparar uma única mensagem para milhares (massificação da comunicação).
Finalmente, o varejo 3.0 chega para transformar o varejo numa atividade – física ou virtual – capaz de transformar e valorizar o consumidor em um cidadão melhor, fazendo sua parte, evoluindo de um simples ponto de venda, onde o objetivo era apenas vender (1.0), passando pelo ponto de relacionamento (2.0), onde se pretendia satisfazer e reter consumidores pelo relacionamento (adaptado de Kotler, P. Marketing 3.0).
Pequeno leitor de código de barras facilita a vida de empresários
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Empresários usam a criatividade e inovam no setor de lembrancinhas
Padarias de PE faturam sem prejudicar o meio ambiente
A hiper customização das marcas de consumo

Escrito por Maurício de Almeida Prado
Lembra quando o café era dividido em dois tipos: o expresso e o coado? Quem já foi a uma loja da Starbucks e encontrou aquele ambiente acolhedor com uma enorme variedade de produtos, sabe que isso mudou muito. Hoje, na Starbucks ou na sua casa com o Nexpresso, há tanta variedade que é possível escolher um café que é quase seu, de tão específico.
Esta tendência está invadindo várias categorias de consumo de massa como refrigerantes, águas, cosméticos e até mesmo artigos de luxo como bolsas. Esta semana, li um artigo muito interessante no site de tendências de marketing Warc, que conta um pouco das iniciativas que comprovam esta tendência.
Segundo eles, marcas gigantes como Coca-Cola, Kraft, Louis Vuitton e Clinique estão engajadas em oferecer experiências mais customizadas aos seus consumidores (por enquanto aos consumidores americanos, mas em pouco tempo tudo isso estará por aqui).
A Coca-Cola criou uma máquina Freestyle que permite mixar 104 sabores de bebidas diferentes como Fanta, Sprite, Coca e suas variações. Com ela é possível uma inacreditável customização de seu refrigerante, podendo-se escolher, por exemplo, a Coca-Cola framboesa Diet sem cafeína. Tudo isso graças ao desenvolvimento de micro capsulas de cada sabor, que se misturam após a seleção pelo consumidor.
Segundo o presidente da empresa, Muhtar Kent, eles tem planos ambiciosos de crescimento para estas máquinas, que já estão disponíveis em mais de 400 locais de 20 diferentes regiões americanas e querem chegar a 80 regiões até o fim de 2011.
Já a Kraft lançou este ano uma nova linha de saborizadores de água com aromas como - morango melância e manga pêssego. O produto deve ser adicionado a um copo de água.
A empresa visa atingir o mercado de água "do filtro" americano. Ou seja, mesmo aquela água filtrada que tomamos em casa, agora poderá ter um sabor "com a nossa cara".
Até mesmo marcas de luxo, como a Louis Vuitton, estão entrando na onda da customização, oferecendo a possibilidade de gravação de monogramas, escolha de cor, e outras variações de suas bolsas em algumas de suas lojas.
Já a marca de cosméticos Clinique está disponibilizando IPADs em suas lojas com um aplicativo de diagnóstico. Baseado em respostas a algumas perguntas a marca imprime sugestões customizadas para as necessidades das consumidoras.
Aqueles quem souberem entender as necessidades de consumidores e marcas e investirem em tecnologia para customização de experiências de consumo vão encontrar um mercado muito maior do que o que temos hoje.
*Maurício de Almeida Prado é sócio-diretor executivo da agência de promoções e eventos Plano1.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A empresa se torna responsável pelo cliente que cativa
Escrito por *Roberto Meir
Vivemos em um período no qual a concorrência está cada vez mais acirrada e competidores aparecem dos mais diversos segmentos e localidades. Podemos constatar, também, que a grande maioria das empresas segue as ondas em bloco, bem como seus modismos. No Brasil, por exemplo, vivemos a loucura da corrida para entender e fisgar o consumidor emergente.
Por conta dos 40 milhões de novos consumidores que adentraram com força no mercado de consumo, as empresas alteraram seu modus operandi para inserir esse novo target em sua proposta de valor. De repente, as classes A e B foram relegadas ao segundo plano, apesar de seu relevante poder aquisitivo e de sua influência junto à opinião pública.
Onde estão as estratégias de marketing para reconhecer o maior responsável pela existência e perenidade de qualquer empresa? Onde estão os mimos ou programas que devem reconhecer, valorizar e enaltecer o melhor cliente?
O que há, atualmente, é uma onda de ações voltadas apenas à aquisição de novos consumidores com uma série de promoções para fisgá-los. O lado cômico dessas iniciativas reside na constatação de que essas promoções muitas vezes acabam irritando o consumidor da casa, que tem sido fiel à empresa durante muitos anos. Esses fatos são corriqueiros em diversos segmentos, como telefonia, TV por assinatura, cartões de crédito, editoras, internet, etc.
As empresas procuram dar descontos para atrair novos consumidores com propostas muito melhores do que para os atuais. A aquisição, muitas vezes, pode ser um processo simples, principalmente quando aliada a uma “celebridade”. O lado reverso ocorre quando a promoção termina, o artista sai de cena e o consumidor verifica que toda aquela promessa e aquele sonho não se materializam na prática.
A partir daí, as corporações colocam em ação o seu batalhão de especialistas em retenção para tentar segurar esse cliente. O consumidor, cada vez mais esperto, migra para outra empresa em busca de novas promoções. Fidelidade, ou melhor, lealdade que é bom, é um conceito em extinção.
A pergunta que passo aos leitores é: até quando vamos continuar privilegiando estratégias para aquisição de clientes, em vez de cultivar relacionamentos de longo prazo com os consumidores que todo mês pagam o salário dos colaboradores de cada empresa? A todos os incautos, uma dica: o consumidor moderno assumiu o poder de vez e essas práticas decanas perpetuadas por estratégias de marketing ultrapassadas não terão mais vez, com a facilidade de comunicação e a viralização de comentários que se disseminam a velocidade da luz nas redes sociais.
As empresas realmente inovadoras têm uma oportunidade histórica de reinventar seu modelo de negócios, focando na preservação, na manutenção e no encantamento de sua base de clientes e, assim o fazendo, esses mesmos clientes farão a recomendação para os futuros clientes, diminuindo os custos de aquisição e aumentando a lucratividade e performance financeira da corporação.
*Roberto Meir é especialista em relações de consumo e presidente da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (ABRAREC) e Publisher da Revista Consumidor Moderno.
*Artigo publicado originalmente na Meio e Mensagem.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Pedalando ao lado do consumidor
| Formatos de Loja |
| Escrito por Ticiana Werneck |
Em Londres, a loja online de artigos para ciclistas Rapha (http://www.rapha.cc/), acompanha as provas de ciclismo com um furgão que comporta uma pequena loja, galeria e cafeteria. É o Rapha Mobile Cycle Club, que possui toldo retrátil e cadeiras e mesas dobráveis.
Lá, enquanto descansa para um café ou isotônico, o competidor assiste as provas no telão e confere a linha de acessórios premium, da marca que exalta a cultura da magrela – como as revistas que editam, livros de fotografia, cds com trilhas sonoras, peças de decoração e toda uma infinidade de acessórios que permeiam esse nicho de mercado.
O veículo é também um ponto de encontro, e isso o diferencia de outras iniciativas de lojas “pop up”. É a concretização dos famosos chavões que a mídia repercute como “experiência de compra”, “superar expectativas”, ou “estar alinhado às necessidades do seu consumidor”. O Cycle Club é tudo isso e também uma forma física de reverberar a trajetória que mantém na web, com o ecommerce desde 2004.
Simon Mottram, fundador da Rapha Cycle Club, afirma que “fazemos de tudo para celebrar o esporte e conectar o consumidor ao ciclismo. Só prosperamos porque amamos esse esporte”. Mottram e sua equipe sabem bem o que estão fazendo, todos são ciclistas ativos e também usam suas magrelas para o trabalho todos os dias.
Agora, o Rapha Cycle Club está circulando por Maiorca, na Espanha, onde oferece massagens gratuitas aos visitantes. Em seguida, ruma para Tóquio onde acompanha um passeio noturno e abriga uma exposição de fotos e vídeos de provas de ciclismo. Ícones do esporte também passam por lá para cumprir uma agenda de palestras e bate-papo. Depois de passar por São Francisco, EUA, é hora de circular pela Europa e pedalar ao lado dos principais eventos como o Etape du Tour sportives, Paris-Roubaix Challenge, e o World Championship em Copenhague. |
A loja pop-up da Coca Cola
O centro de Telaviv, em Israel, foi o lugar escolhido para a inauguração da loja pop-up de produtos reciclados da Coca Cola. Afinal sempre é tempo de direcionar os holofotes a esse tema.
Os visitantes podem levar latas e garrafas vazias à loja e visualizar as diferentes formas de reuso. O espaço também tem como objetivo divulgar a campanha em vigor no país, “Give it Back”, que fala sobre os benefícios da reciclagem e da possibilidade de dar um novo destino – inusitado muitas vezes - a latas, garrafas e tampinhas.
São criações assim que estão em exposição na loja – veja o video abaixo. Lá também estão à venda camisetas, bonés, bolsas e outras peças e acessórios – inclusive móveis e decorações -, todos feitos com latas e garrafas recicladas do refrigerante.
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Confira o vídeo: