sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Comércio eletrônico espera faturar R$ 625 milhões

Por Beth Matias

São Paulo - Segundo dados do E-bit, empresa especializada em informações do setor de comércio eletrônico, o Dia dos Pais irá movimentar R$ 625 milhões, aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento da renda, principalmente dos jovens que estão no mercado de trabalho, é um dos fatores para o aumento das vendas. Além disso, os jovens procuram produtos com alto valor agregado como MP3 players, câmeras digitais, barbeadores, games etc.


A expectativa para o ano todo é que o e-commerce brasileiro movimente R$ 20 bilhões até o final de 2011, 30% a mais do que em relação a 2010.

Shoppings

Apesar da instabilidade econômica dos últimos dias e das restrições de crédito, o paulistano está saindo às compras para presentear no Dia dos Pais. Os shoppings centers da cidade estão lotados. De acordo com a Alshop, a venda nos shoppings do Brasil representa cerca de 16% do volume de vendas do mercado de varejo nacional.

A capital paulista tem mais de 70 shoppings centers. Um dos mais movimentados de São Paulo, o shopping Ibirapuera, que recebe todo o mês cerca de 2 milhões de visitantes, espera um crescimento de 11% nas vendas (comparados ao ano passado).

Eletrônicos, calçados, vestuário e até mesmo itens colecionáveis. De acordo com a assessoria do shopping, deverá haver um aumento de 8% no fluxo de clientes em suas 435 lojas.

No Shopping Eldorado, além do movimento habitual do Dia dos Pais, acontece a Mostra Piauí Sampa 2011, realizada pelo Sebrae com apoio do governo do Piauí e da prefeitura de Teresina. Centenas de pessoas visitam por dia o evento, que termina exatamente no próximo domingo.

“Estamos vendendo muito para as mães e filhas, que chegam aqui e não resistem também em comprar um presente para si mesma ou então presentear mais alguém”, diz a empresária Lenilce Chaves Bittencourt, que produz biojóias.

O shopping Eldorado prevê aumento de 15% nas vendas e 12% no movimento de público durante toda a semana. As previsões de aumento nas vendas variam de 2% a 3% (Fecomercio) até 12% (Câmara de Dirigentes Lojistas).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Loja Varejo Ideal - 3D

A Unilever, em parceria com a ABAD, trouxe uma novidade para o varejo durante a Feira ABAD 2011 em Recife. A Loja Varejo Ideal, em formato 3D, apresenta uma loja varejo de vizinhança com diversas dicas de layout, posicionamento, sortimento ideal e outros. Assista, no blog, a entrevista com Marcos Diniz, Diretor de Trade Market da Unilever.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Palestra do Projeto Imagens Urbanas (RJ)


Billabong apresenta primeira loja 100% RFID da América Latina

A Billabong, marca australiana que é uma das principais representantes dos esportes de ação e da cultura surf, inaugurou no Shopping Iguatemi Alphaville a primeira loja inteligente da América Latina, com tecnologia 100% RFID, que utiliza ondas eletromagnéticas para transmitir dados armazenados em um microchip localizado na etiquetas das peças. Os produtos contam com um chip e estarão conectados a TVs e iPads, proporcionando entretenimento e interatividade aos consumidores da loja, que terão acesso a detalhes sobre o produto escolhido, nos provadores, espelhos e expositores inteligentes ou no self checkout. A tecnologia também facilita os processos logísticos da empresa, já que os produtos podem ser rastreados desde seu estoque até a saída da loja.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Roupas infantis entregues porta a porta viram sucesso no Rio

A ideia surgiu da amizade de duas estilistas. Os modelos criados na confecção da dupla são colocadas em uma mala e enviadas para a casa dos clientes. Os clientes, por sua vez, têm dois dias para escolher o que vão comprar e fazer o pedido no site da loja. O sistema inovador caiu no gosto da clientela e os pedidos só aumentam.


Fonte: Jornal do SBT

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Seis regras essenciais para incrementar o e-commerce da PME

Por Silvio Tanabe*

Se as previsões da e-bit (empresa provedora de informações sobre o e-commerce no Brasil) se confirmarem, o comércio eletrônico deverá ter encerrado o primeiro semestre de 2011 com um faturamento de R$ 8,8 bilhões, o que representa mais do que todas as vendas somadas em 2008 (R$ 8,2 bilhões). Os números mostram a força e o crescimento do setor, que deve chegar aos R$ 20 bilhões até o fim do ano.

Com o mercado em expansão, é natural que as pequenas e médias empresas se sintam estimuladas a investir neste canal de vendas, na esperança de aproveitar o momento de explosão do e-commerce. No entanto, o comércio eletrônico não traz apenas oportunidades.

Recebo semanalmente várias solicitações de empresários dos mais diversos setores interessados em investir em soluções de e-commerce. Todos querem saber os detalhes sobre os recursos da plataforma, segurança, gestão dos estoques, sistema de pagamentos, atualização de produtos, preço e prazo de implementação. Ninguém pergunta sobre como promover a loja ou atrair consumidores. Poucos se mostram interessados quando eu faço esse questionamento, como se estivesse falando sobre um assunto sem relação nenhuma com o que precisam.

A preocupação com a promoção e a publicidade só aparece em um segundo momento, quando a loja já está no ar, mas sem o índice de visitações nem de compras esperado. É quando surgem também as dúvidas: o que estou fazendo de errado? Por que meu concorrente vende mais? Por que a loja dele aparece na frente da minha no Google? Mas até chegar a este ponto a empresa talvez já tenha perdido tempo e dinheiro que poderiam ter sido investidos na promoção e publicidade que a diferenciariam.

Conscientizar-se de que o “aparecer” é tão importante quanto o “estar” na internet é o maior desafio da PME para tornar sua operação de e-commerce relevante para os negócios. Afinal, de pouco adianta ter uma loja bem estruturada se o cliente não sabe que ela existe. Outro engano comum é considerar que basta investir em publicidade para aparecer e ter retorno. A loja pode até se tornar conhecida, mas será que isso é suficiente para persuadir o potencial cliente a comprar? Para começar a resolver estas questões e destacar sua operação de e-commerce no mercado, há seis pontos essenciais que precisam ser levados em consideração:

1. Aprenda como o seu cliente pensa: Atualmente as empresas medem resultados usando apenas dois indicadores: taxa de conversão e número de transações. É uma forma muito limitada de avaliação, pois é como se observasse apenas a ponta de um iceberg. Na verdade, o consumidor passa por várias etapas para realizar uma compra na internet. Ele pesquisa produtos, marcas e preços, escolhe e compara as condições oferecidas pelas lojas, busca opinião de outros clientes na própria loja ou nas redes sociais. E cada um desses procedimentos tem peso em sua decisão em relação à escolha do item e da loja que vai preferir.

2. Domine os fatores-chave de sucesso: Fator-chave de sucesso é o aspecto essencial para um negócio ser bem sucedido em sua área de atuação. No e-commerce, três fatores-chave são preço competitivo, prazo de entrega e comodidade para pagamento. Sem eles não há chance de concorrer no mercado, então invista para estar pelo menos no mesmo patamar que os seus concorrentes nestes indicadores. Aproveite todas as oportunidades de contato com o cliente para medir o seu grau de satisfação nestes três aspectos por meio de uma rápida enquete e aprimore seus fatores-chave de sucesso.

3. Crie um diferencial: Se a sua empresa se destacar em um ou mais fatores-chave de sucesso em relação aos concorrentes e ao mercado em geral, parabéns. Você obteve um diferencial e deve explorá-lo para se tornar uma referência e atrair consumidores para a sua loja. Oferece o preço mais baixo, a entrega mais rápida ou as melhores condições de pagamento do mercado? Não tenha vergonha de escancarar estes benefícios no site.

Mesmo não sendo o mais barato, o mais rápido ou o que aceita qualquer pagamento, sua empresa pode criar um diferencial. Pode ser a única no setor a ter maior variedade de uma determinada categoria, oferecer produtos exclusivos, fazer as promoções mais criativas. Avalie o mercado, perfil do seu público-alvo e a sua loja e descubra quais diferenciais você pode explorar.

4. Marque presença na internet: Até aqui você se dedicou a criar bons motivos para os consumidores visitarem e comprarem na sua loja. Agora precisamos divulgar que ela existe e a melhor forma de fazer isso é por meio da publicidade online. O primeiro passo é investir onde poderá se encontrado com mais facilidade: em buscadores como Google, Yahoo! e MSN Bing. Afinal, a primeira coisa que a maioria das pessoas faz quando precisa de algo na internet é acessar um desses sites. Estar nas primeiras colocações das pesquisas significa grandes chances de atrair clientes em potencial para o seu site.

Há duas formas de fazer isso. Na chamada otimização em sites de busca (SEO), a aplicação de uma série de técnicas fazem seu site ser visto como mais relevante em relação a outros e assim conseguir as melhores colocações na pesquisa de uma determinada palavra-chave. Na publicidade em sites de busca (SEM), você investe em links patrocinados (um tipo de classificados ao lado dos resultados da pesquisa) ou redes de conteúdo (seus anúncios aparecem junto com o conteúdo relacionado aos seus produtos em sites, blogs e portais parceiros do buscador. Há diversas formas de publicidade online, mas o SEM e o SEO são as mais indicadas para começar a promover a sua loja.

5. Relacione-se com seus clientes: Mesmo que esteja interessado em um produto, você já sai comprando na primeira abordagem do vendedor? É muito provável que não. Porém, no papel de vendedor da loja virtual, é isso que você espera de todo visitante que entra no seu site, não é mesmo? Até agora viemos preparando o terreno. A pessoa pesquisou pelo produto, encontrou o seu site, achou o diferencial interessante e resolver visitá-lo. Gostou das ofertas, dos produtos e das informações e... resolveu não comprar desta vez. O que você faz?

Se for um bom e atencioso vendedor, mesmo se depois de toda sua ajuda o cliente optou por não efetivar a compra, você deixou o seu cartão para ele se lembrar da loja. Podemos fazer o mesmo por meio da newsletter. No e-commerce, o e-mail de um cliente vale ouro. Tenha ou não feito a compra no momento, ao deixar o seu e-mail para receber a newsletter ele está autorizando você a estabelecer um relacionamento com a sua loja.

Por isso o e-mail marketing é considerado hoje como a principal ferramenta de relacionamento com os consumidores. Desde que, é claro, seja bem utilizad. Para gerar resultados efetivos, esqueças as listas e as mensagens genéricas que só geram spams para se dedicar a construir uma base de e-mails de pessoas realmente interessadas nas ofertas da sua loja. Use ferramentas de disparo de e-mails que forneçam relatórios pormenorizados. Monitore o que as pessoas se interessaram, faça uma segmentação e personalize suas mensagens de acordo com esses interesses.

É muito mais trabalhoso, mas os resultados compensam. No Brasil, há casos de empresas que aumentaram a taxa de cliques por e-mail aberto (indicador de interesse pelas ofertas) de 0,2% para 19%. Tenha consciência de que e-mail marketing é uma forma de relacionamento e não venda direta. Invista em uma base de dados e em tecnologias que possibilitem transformar esse relacionamento em vendas, e não em spams.

6. Aprenda com os líderes de mercado: Acompanhe sistematicamente os grandes portais de e-commerce tanto no Brasil quanto no exterior. Assine as newsletters, siga-as nas redes sociais, visite e navegue nos sites semanalmente em busca de novidades. Estas empresas investem pesadamente no aprimoramento da usabilidade, em novos recursos e formas de relacionamento e, se você souber avaliar, podem ser uma excelente fonte de aprendizado para a sua própria loja.

* Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb, autor do blog Clínica Marketing Digital e um dos autores do e-book Caia na Rede – 12 Maneiras de Planejar e Fazer Sucesso nas Redes Sociais. silvio.sp@magoweb.com.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Muda o perfil do e-consumidor

O público da classe C vem ganhando cada vez mais espaço no e-commerce brasileiro. De acordo com dados levantados pela e-bit, empresa especializada em informações do setor, 61% dos novos entrantes no primeiro semestre de 2011 possuem renda familiar igual ou menor a R$ 3 mil. Nos últimos anos, a entrada desse público no comércio eletrônico aumentou de forma significativa, comprovando que o consumidor das classes menos abastadas está conectado e fazendo suas compras via web.

Para se ter uma ideia do avanço, em 2009, 44,6% do total de e-consumidores do mercado pertenciam, na melhor das hipóteses, à classe C. No primeiro semestre de 2011, esse mesmo número subiu para 46,5%, o que corresponde a aproximadamente 5 milhões de novos consumidores durante esse intervalo de tempo.

“O crescimento da baixa renda no e-commerce é relevante e deve continuar em evidência para os próximos anos. Percebemos que esse consumidor chega ao novo canal já adquirindo produtos de alto valor agregado como eletrodomésticos, eletrônicos e artigos de informática. A partir dessa primeira experiência, muitas vezes parcelada em 12 vezes sem juros no cartão de crédito, esse indivíduo passa a considerar a internet como novo canal de compras no seu repertório de opções”, avalia Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit.

Um dos fatos que comprovam as compras de produtos mais caros por parte desses consumidores é o tíquete médio elevado. Apesar de possuírem uma menor freqüência de compra e menor renda, o tíquete médio registrado no primeiro semestre de 2011 foi de R$ 320,00, contra R$ 355,00 do total de compradores da internet.

Ao analisar apenas as pessoas dessa faixa de renda que fizeram sua primeira compra no mesmo período, o valor médio é ainda maior: R$ 340,00. Já em 2009, os novos consumidores dessa classe social gastaram R$ 330,00, em média, por compra. É relevante destacar a maioria feminina desse novo consumidor. Ao longo dos seis primeiros meses de 2011, 55% dos novos entrantes da Classe C pertenciam a esse gênero.

No que diz respeito à idade, 24% dos que fizeram a primeira compra, possuíam entre 35 e 49 anos – faixa mais representativa também para o comércio eletrônico como um todo. Ainda de acordo com dados da pesquisa, 22% dos consumidores possuíam ao menos o ensino superior completo, enquanto que 78% não possuíam ainda graduação. A região Sudeste possui a maior fatia dos novos e-consumidores de baixa renda - 64% do total - seguida das regiões Nordeste e Sul com 14% e 12%, respectivamente.

Fonte: Adnews

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Loja nos EUA venderá produtos sem embalagens

Será aberta no Texas, Estados Unidos, uma loja que não usará embalagem em seus produtos. O objetivo é que cada cliente leve sua própria embalagem. Dessa forma, a empresa In.gredients quer incentivar a redução, reutilização e evitar o desperdício de alimentos.

Os idealizadores do projeto, os irmãos Lane, afirmam que as embalagens representam 40% de todo o lixo produzido por uma família estadunidense. O pior é que a maior parte delas é utilizada apenas uma vez.

A loja de produtos alimentícios In.gredients quer eliminar todas as embalagens das prateleiras, para isso vão sugerir que cada freguês leve de casa seus recipientes para guardar os produtos comprados: sacolinhas com fechamento zip lock, compotas de plástico, vidrinhos de conserva, entre outras coisas.

O preço da mercadoria, já dentro do recipiente, será estipulado por quilograma. No entanto, o cliente não pagará a mais, pois a embalagem será pesada separadamente. Quem não levar sua embalagem tem a opção de comprar sacolas biodegradáveis na loja.

A iniciativa visa a redução de embalagem, mas também diminui o desperdício de comida. Levando a embalagem, as pessoas tendem a comprar a quantia exata que precisam.

“Não existe lixo na natureza. Lixo é uma invenção humana. Nossa principal prioridade é reduzir a quantidade de lixo que produzimos e reutilizar o que temos. Ser livres de embalagens limita radicalmente a nossa geração de resíduos. Nosso negócio vai ser lixo zero e sua casa pode ser também”, incentivam os irmãos Lane, no site da empresa.

O negócio sustentável comprometeu-se em priorizar produtos locais e orgânicos, estimular o consumo consciente e oferecer a possibilidade de doar parte do valor gasto no mercado para ONGs parceiras.

A In.gredients comercializará especiarias, chás de folhas soltas, grãos de café, frutas secas, óleos, laticínios, cerveja e vinho locais, grãos orgânicos (como arroz, feijão, aveia) e utensílios domésticos.

Em Londres, desde 2006, já existe uma loja, chamada Unpackaged, que não disponibiliza embalagem. São os próprios clientes que levam suas sacolas e recipientes para carregar seus produtos.

A In.gredients será inaugurada ainda este ano.

Fonte: Ciclo Vivo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Trabalhando o Marketing e Merchandising Centrados no Consumidor

Por Paola Tenchini *

As empresas de uma maneira geral têm dificuldades de diferenciar os papéis do Marketing, do Merchandising e da promoção de vendas em uma loja. Qual seria a principal distinção dos conceitos e aplicação? A principal diferença está na percepção do trabalho junto ao cliente.

Considerando que todo produto nasce para atendimento a uma necessidade de consumo, o marketing trabalha para que todas as organizações operem as suas ações visando à satisfação dos clientes e essa satisfação só é possível de ser entendida através de pesquisa e avaliação da evolução dos desejos e das necessidades e com isso,apresentar soluções apropriadas ao momento do mercado e clientes.

A partir deste contexto, o marketing representa um princípio que deve ser internalizado por todos na empresa, para que haja um esforço coletivo visando o atendimento de necessidades. Esse esforço de trazer soluções permeia todas as áreas de uma empresa e principalmente o entendimento claro de onde se quer chegar com a marca, quem é o seu mercado, suas necessidades para então, utilizar estratégias que façam a empresa desenvolver produtos, soluções e fazer a devida comunicação com o cliente final.

O marketing lida então com as estratégias de produto, preço, distribuição e promoção, conhecidos como os 4 P’s e é uma das áreas fundamentais para que a empresa consiga seus objetivos competitivos e estratégicos.

De acordo com a renomada autora Regina Bessa, do livro: Merchandising no Ponto de Venda, o mesmo é conceituado como qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores. Ou seja, atrai os clientes que já estão na loja visando ampliar a percepção de consumo e influenciar a decisão de compra, aumentando o ticket médio das vendas por cliente. Portanto é o conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas a identificar, controlar, ambientar e promover marcas, produtos e serviços nos pontos-de-venda. É responsável pela apresentação destacada de produtos na loja, criando espaço e visibilidade, de maneira tal que acelere sua rotatividade.

Essa ferramenta é utilizada no momento em que as estratégias para atingir o público estão claras, que a empresa já preparou um composto de ações de comunicação junto ao seu cliente e com isso deve trabalhar os conceitos de conversão de compras visando aumentar as vendas. Um exemplo simples de aplicação é quando realizamos promoções através de folheto com algumas categorias de produtos traz o cliente à sua loja, são as ações de merchandising e precificação que irão converter essa oportunidade em venda.

Sendo assim, antes de pensar em ferramentas como Merchandising, o empresário deve buscar elaborar o seu planejamento de marketing e principalmente identificar formas e modelos para entender seu consumidor já que todas as ações devem se concentrar neles e no mercado.

Como entender a escolha da marca? Como entender o impacto da promoção? Como entender longevidade do cliente? A concentração deve ser feita no entendimento do consumidor para diferenciação da atividade da empresa.

Concentrar no Consumidor requer estratégias como: definição de grades de preços, determinação do preço do consumidor (ate quanto ele está disposto a pagar), motivação da decisão de compra, avaliação de fonte de dados, utilização de matemática para tomada de decisões estratégicas, o que facilitará a precisão na precificação.

A partir deste entendimento fica fácil ao empresário identificar o seu mercado, entender a dinâmica do consumo, promover a segmentação e então determinar as estratégias que serão utilizadas no processo de venda e pós venda, nesta relação tão importante entre empresa e consumidores.

Por último, deve-se ter em mente que entender a dinâmica de utilização das estratégias de marketing de maneira otimizada representa um aumento de competitividade, valorização da marca, inovações em produtos e processos e clientes cada vez mais satisfeitos e fidelizados.

* Paola Tenchini é analista técnica do SEBRAE/RJ

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O encanto das vitrines no futuro do shopper marketing direcionado

Por Rafael D’Andrea*

O comércio, desde os antigos bazares persas, sempre se beneficiou da vontade naturalmente humana de ter algo que nos atraia. Se os olhos são a janela da alma, as vitrines são a expressão máxima dessa faceta do desejo humano que é a curiosidade. Com origem incerta, as vitrines vêm atraindo olhares e parando pessoas nas calçadas das cidades pelo menos desde o século XVI. Sua sofisticação constante levou os comerciantes a explorar ambientações e contextualizações dos produtos ao invés da simples exposição dos artigos.

É intrigante como a reação das pessoas às vitrines que contextualizam os produtos por meio de cenários pode ser positiva ou negativa, mas raramente neutra. Na era da internet, da mobilidade digital, as vitrines também estão se adaptando. Novos materiais tornaram os cenários mais fáceis de serem trocados, mais luminosos, mais interativos. Luzes, sons, câmeras e telas projetam as expectativas dos shoppers nas vitrines e, às vezes, até sua imagem digitalmente. Em alguns casos fica até difícil entender onde termina a vitrine e onde começa a loja, um truque utilizado para atrair para dentro do estabelecimento clientes mais engajados. A criatividade não tem limites com a tecnologia, o que torna cada vez mais difícil competir pela atenção dos shoppers nas calçadas e nos shopping centers do mundo.

No campo do shopper marketing, as vitrines têm o papel de: a) atrair a atenção para a loja (por meio de contrastes visuais, como luz e cor); b) parar o shopper ou ‘Stopping Power’; c) conectar a mensagem da loja - e os produtos que vende - com o conjunto de expectativas de quem olha, ou ‘engajar’ o shopper, elevando as chances de ele (a) entrar na loja. Como tendência, portanto, estamos vendo as vitrines e ambientações se tornarem frequentes até mesmo no autosserviço. E, se fosse possível descrever os vetores de desenvolvimento das vitrines como parte do composto promocional de Marketing, arriscaria afirmar que são dois. Primeiramente, a seletividade da mensagem transmitida pela vitrine e, secundariamente, o sentido da comunicação – unidirecional ou bidirecional.

Pela facilidade de criação de “looks”, na web a exposição de produtos de moda é feita dentro do contexto em que ambientações intrigantes compõem a mensagem da loja e seu público-alvo. O site/comunidade/loja www.polyvore.com é um exemplo disso. A exposição dos produtos é feita por meio de “looks” criados pelos próprios usuários. Nada mais seletivo do que isto. Outros websites, como a www.amazon.com, agrupam os produtos de maior interesse segundo o perfil particular de quem acessa o site, criando uma seleção customizada para cada acesso. Obviamente isso seria impossível no ambiente físico. As vitrines tendem a se tornar mais e mais seletivas. A Abercrombie & Fitch (vestuário) é um caso típico de ambientação que agrada alguns e desagrada outros. A loja de Nova York é um exemplo de exposição, em que a vitrine e até os manequins se confundem com pessoas reais e com o espaço da própria loja.

Sem dúvida, exposição de produtos é mais arte do que tecnologia. Mas, quando combinadas, o resultado é fantástico. Exposições interativas como as da loja da Disney são cada vez mais frequentes, atraindo crianças e adultos para um mundo de fantasia criado por computação gráfica. Até mesmo o autosserviço, onde não há quase interação com atendentes, já aderiu à comunicação bidirecional. Muitos estão instalando telas interativas em seus pontos naturais para atrair e orientar os clientes.

Qual será o próximo passo? Arrisco dizer que o fenômeno www.foursquare.com e outras formas de reconhecimento de clientes que entram nos estabelecimentos de varejo tendem a mudar a maneira de expor produtos e comunicar a personalidade da loja. Talvez, no futuro não muito distante, a fantasia do filme “Minority Report” (com Tom Cruise, 2001) se torne realidade. Entretanto, é provável que o celular/GPS seja a chave de identificação dos clientes fiéis da loja. Nesse contexto, vitrines eletrônicas mudarão de ambientação e mensagem de acordo com a pessoa que passa na rua, mantendo apenas o produto em comum entre uma transição e outra. Seria o máximo da personalização, não é? Resta ver se o atendimento no interior da loja acompanhará em tempo todas essas mudanças.

*Rafael D’Andrea é professor de pós-graduação em Marketing do Insper. É autor do livro Trade Marketing (ed. Atlas 2010) e fundador da ToolBoxTM - Métricas de Ponto de venda.