quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O consumidor multicanal

Por Norberto A. Torres - sócio-diretor da USS Uniconsult Sistemas

É interessante acompanhar a evolução do comércio varejista e sua relação com o cliente. Antes, o comércio era realizado somente por lojas físicas (“clientes vêm a nós”); já em um passado recente surgiram as lojas on-line; no presente, destacam-se as operações multicanais para a conquista do cliente, e no futuro (curto ou médio prazo) tudo estará em conexão, com todas as funcionalidades de pré-compra e compras disponíveis no instante em que o consumidor manifestar seu interesse no canal de venda, seja qual for a maneira conectada: TV, mobile, painéis de contato ou desktops.

O comércio atual já está quase todo interconectado. Pela web, em um dispositivo móvel ou um touch-screen, o cliente se conecta e interage, por meio de vários canais. Neste cenário, os sistemas de informação são diretamente afetados, já que os processos integrados são necessários para fornecer uma experiência consistente em todos os canais e, durante toda a interação com o cliente.

É difícil saber em qual canal o consumidor irá finalizar a sua escolha, mas em qualquer um dos casos, a experiência de compra deve ser consistente e fácil, pois é preciso garantir coerência na exposição da empresa e suas ofertas ao mercado, em diferentes meios e dispositivos. A transação de negócios deve ser unificada (preço, disponibilidade, lealdade, histórico do cliente etc).

Desta forma, os múltiplos canais de interação devem ser viabilizados em todas as etapas do processo de compra, desde as fases iniciais de informações sobre produtos e serviços, até as compras, processos de atendimento e pós-compra.

Oferecer uma experiência consistente de compras requer também uma visão única do consumidor e consequentemente exige um sistema unificado de informação em todos os canais, no front-office, middle-office e back-office.

Os conceitos de disponibilidade em todos os canais, os estoques e os preços de visualização são os três primeiros critérios mais importantes na interação intercanal, ainda que esta experiência seja mais presente entre os consumidores jovens, acostumados a essa nova forma de consumir. Este perfil de cliente não prioriza um "canal", mas usa o terminal que lhe convém e que esteja disponível onde ele estiver.

O desafio para os varejistas está em seguir e ganhar esse novo consumidor, por meio de todos esses canais, para propor ofertas consistentes e de acordo com o seu histórico de compra. Para o cliente, o que importa é estar em contato com a marca que ele gosta em qualquer momento.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012: Varejo sem crise

Por Patrícia Büll

O consumo continuará aquecido no ano que vem devido ainda ao aumento de renda nas camadas mais pobres, levando o setor varejista – incluindo o segmento de supermercados – a superar mais uma vez a economia.

A economia é dinâmica e o cenário que parece certo hoje pode não se confirmar amanhã, dependendo de como os fatores evoluem. Atualmente, por exemplo, uma das maiores dúvidas dos economistas é o impacto que a crise europeia poderá ter no Brasil no ano que vem. A expectativa deles é de que o PIB (Produto Interno Bruto) termine este ano entre 3,3% e 4,3%. Para 2012, as previsões são de alta de 3% a 4%. Já em relação ao varejo, ainda em função dos ganhos de renda da população, apontam expansão de até 7%, indicando mais um ano sem crise para o setor.

Uma prova disso é a disposição das empresas de autosserviço em investir. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), no ano que vem, o setor vai aplicar R$ 5 bilhões em construção e reforma de lojas, além de tecnologia. Para Sussumo Honda, presidente da entidade, a expectativa quanto às vendas também é positiva. Afinal, o reajuste do salário mínimo em 2012 ficou acima do esperado, alcançando R$ 622,73, alta de 14,3% em relação ao valor atual. Isso significa que mais de R$ 40 bilhões serão injetados na economia e poderão ser destinados ao consumo. Hoje, quase 50 milhões de brasileiros têm remuneração atrelada ao mínimo.

Para se ter uma ideia dos efeitos de uma nova alta na renda, as vendas de alimentos poderão crescer 4,5% em volume e 3,5% a 4% no faturamento em 2012, conforme a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação). Neste ano, apesar de uma acomodação desde agosto, o mercado deve fechar com receita 5% superior aos R$ 330 milhões de 2010, já descontada a inflação do período.

Outro segmento que espera expansão em 2012 é o de produtos de limpeza. Segundo a Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins), o aumento deverá ser dois a três pontos percentuais acima do PIB, enquanto neste ano o crescimento estará alinhado com o da economia. Maria Eugenia Proença Saldanha, presidente executiva da entidade, lembra que o avanço se justifica pelo fato de os produtos serem considerados essenciais pelo consumidor.

Conjuntura dá sinais de reação

Entre os fatores que contribuirão para que o consumo mantenha sua trajetória de ascensão, está o processo gradual de redução da Selic, taxa básica de juros, iniciado no final de agosto e cujos efeitos positivos serão mais sentidos a partir do primeiro trimestre do ano que vem.

Outro indicador que aponta um cenário favorável às vendas é o de Perspectiva Econômica, medido pela Serasa Experian, que tem como proposta sinalizar os movimentos da economia para os próximos seis meses. A boa notícia é que a leitura de agosto mostrou uma inversão no comportamento até aquele mês, quando voltou a ficar positivo. O aumento foi de apenas 0,1%, atingindo 98,8 pontos, porém marca a primeira alta desde outubro de 2009.

Essa mudança de direção apontada pelo indicador mostra que o atual processo de desaceleração da economia deverá se encerrar neste ano, com a atividade econômica recuperando-se a partir dos meses iniciais de 2012. De acordo com a análise da Serasa Experian, o reajuste de 13% previsto para o salário mínimo e as eleições municipais são elementos que também deverão contribuir para uma economia mais aquecida no ano que vem.

Expectativas para o PIB

Por conta desses indicadores, Luiz Goes, sócio-sênior da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza, acredita que a economia vai crescer 4% no ano que vem, repetindo o percentual de 2011. "Depois de anos seguidos de crescimento exuberante das compras no mercado interno, problemas de logística e de qualidade de mão de obra ficarão mais evidentes nos próximos anos à medida que a economia amadurece, o que poderá reduzir o ritmo de expansão", afirma Goes.

Já a consultoria LCA projeta um crescimento de 3,3% da economia em 2012, revisando a projeção anterior de 3,5%. Boa parte dessa ligeira queda nas expectativas se deve à redução da Formação Bruta e Capital Fixo, que representa os investimentos realizados na economia. Segundo Bráulio Borges, economista-chefe da LCA, ao esperar um crescimento menor, os agentes econômicos reduzem os gastos e investimentos e justamente isso contribui para a menor expansão.

Classes mais baixas continuam puxando Consumo

"Ainda falta muita gente ganhar poder de consumo, e a tendência é de que isso ocorra por meio do incremento da classe C, que deverá continuar nos próximos anos, embora em ritmo menor do que nos últimos.” Quem afirma é Luiz Goes, sócio da GS&MD – Gouvêa de Souza. É o que comprova pesquisa do instituto Data Popular indicando que até 2014 a classe C aumentar sua participação, respondendo por 58,3% do total dos brasileiros. Hoje, dos cerca de 193 milhões de habitantes do Brasil, 53,9% pertencem a essa classe social. Para Denis Ribeiro, economista da Abia, essa camada ascendente incorporou um novo padrão de consumo difícil de retroceder. E isso é bom para a economia como um todo.

Inflação começa a cair

Com um PIB mais comportado, a inflação também deverá registrar redução no ano que vem. A expectativa é de que o índice se aproxime do centro da meta de 4,5% ao ano estabelecida pelo Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central), com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. "Com a estabilização do crescimento da economia nos mesmos níveis de 2011 – que apostamos em cerca de 4% sobre 2010 – a inflação também deverá voltar a patamares mais aceitáveis", afirma Goes, da GS&MD.

Já para a consultoria Tendências, a inflação deverá cair para cerca de 6% em 2012, mantendo-se assim abaixo do teto de 6,5% almejado pelo Banco Central, mas ainda acima do centro da meta. Para este ano, a consultoria acredita que a inflação superará o teto, atingindo de 6,6% a 6,8%.

Seja como for, uma coisa parece certa. O setor de varejo – incluindo o supermercadista – vai continuar em ascensão, ainda que em ritmo menor do que o de 2010. Afinal, os ganhos de renda continuam contribuindo para que as pessoas comprem mais e melhor. E é nisso que o supermercadista precisa se concentrar: em maneiras de atender cada vez melhor seus clientes.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

10 mandamentos para livrar o dinheiro do mal

Fonte: PEGN

Sem um bom gerenciamento, as finanças podem evaporar depressa, diz o consultor Reinaldo Domingos.

1. TENHA CAPITAL PARA OS DOIS PRIMEIROS ANOS: É uma estimativa conservadora, mas fundamental para a perenidade de um novo negócio. Caso contrário, existe o risco de você ter de abandonar um empreendimento promissor no meio do caminho.

2. SEPARE O DINHEIRO DA EMPRESA DO SEU: Estabeleça um pró-labore mensal mínimo para sua sobrevivência logo no começo da empresa e trate a si mesmo como um funcionário (com plano de saúde e previdência).

3. ANALISE CADA DETALHE DO CONTRATO SOCIAL: Isso protege seu negócio e evita desentendimentos com os sócios. Estabeleça a distribuição de lucros, as condições para contrair empréstimo e até quem serão os herdeiros.

4. TENHA MAIS DE UM FORNECEDOR: Empresas que importam ou que dependem de determinada matéria-prima devem ter mais de um fornecedor para o caso de o atual aumentar o preço ou o prazo de entrega na renovação do contrato.

5. INCLUA MULTA NO CONTRATO DE LOCAÇÃO: “Já vi muito empreendedor quebrar por ter de devolver o ponto onde tinha estruturado seu negócio”, avisa Domingos. A dica é estabelecer uma multa em caso de devolução antecipada do imóvel.

6. NÃO DESCONTE NOTAS COM ANTECEDÊNCIA: Não caia na tentação de começar a descontar notas a receber. “Você entra em um círculo vicioso e seu lucro vai para os juros bancários”, diz Domingos.

7. MANTENHA O CAPITAL DE GIRO COM O VALOR DE DEZ FATURAMENTOS: Mesmo que o empreendimento não seja tão novo, mantenha capital de giro equivalente a dez vezes o valor do faturamento. “Não se pode demitir funcionários treinados ou deixar de atender a um cliente por falta de capital.”

8. VINCULE EMPRÉSTIMO À PRODUTIVIDADE: Especialmente nos primeiros meses, em que o empreendimento é mais frágil economicamente, baseie-se em detalhadas análises de mercado antes de decidir se deve ou não procurar recursos externos.

9. REVEJA AS DESPESAS E CORTE SUPÉRFLUOS: Corte despesas desnecessárias. Mantenha sua planilha atualizada e analise quanto gastou com cada item nos últimos três meses. Tenha um propósito definido para cada gasto.

10. CONTRATE UMA BOA EMPRESA CONTÁBIL: Os contadores vão analisar em que regime sua empresa se encaixa e quando deverá mudar a forma de tributação. “Você pode até pagar um pouco mais caro, mas o dinheiro investido volta em forma de resultado.”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A receita da Whole Foods no Twitter

Por Ticiana Werneck

Matéria do Wall Street Journal sobre como as empresas estão usando o Twitter detalhou a relação que a gigante verde Whole Foods mantém com essa rede social.

O manejo da identidade @WholeFoods é tarefa de apenas um funcionário: Michael Bepko, diretor de comunidades on-line, que gasta um terço de seu dia de trabalho no Twitter, monitorando mensagens que citam o nome da rede, respondendo a perguntas – maior parte - e postando twitts. Ele conta que checa a conta várias vezes durante o dia, mesmo após o expediente. “A comunidade on-line não funciona apenas durante as horas de trabalho, nem deveria", diz. Assim se alguém posta uma pergunta numa sexta à noite, ele imediatamente twitta de volta. "Não posso deixar a pessoa esperando resposta até segunda".

Num acesso rápido ao timeline da @WholeFoods é possível ver que ninguém fica sem resposta – no dia acessado para a apuração dessa nota, haviam 46 respostas publicadas de forma consecutiva. A maior parte é formada por questionamentos simples, como por exemplo saber quando a rede abrirá uma loja em sua cidade. É raro mas pode acontecer de algum cliente postar no Twitter uma reclamação sobre um cachorro anbandonado na frente da loja ou um inseto encontrado no pacote de salada. “Desculpe por isso. Você reclamou com o gerente da loja?”, perguntou Bepko ao twitteiro surpreendido pelo inseto.

Bepko também posta promoções – como a que dava uma senha para que os seguidores tivessem acesso a uma promoção exclusiva de frete grátis – e receitas e comentários referentes a elas como: "Essa carne assada de panela é deliciosa e fácil de fazer!", sobre uma receita italiana de um link que havia postado.

A conta do Whole Foods no Twitter existe desde junho de 2008 e hoje soma mais de 2,1 milhões de seguidores. Bepko está a frente da conta há um ano e seu objetivo com ela é aumentar o engajamento dos seguidores com a marca. Em novembro, a rede começou a usar o chat do Twitter. Cada sessão, que discute temas diversos como por exemplo o planejamento do cardápio de Natal, dura uma hora, todas as quintas-feiras.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ciclismo urbano abre novos caminhos de negócios

Por Nathalia Prates
Fonte: PEGN

Empresários faturam com a revenda de bicicletas, acessórios e diversos tipos de produto e serviço voltados para os amantes das bikes

Cansado do trânsito caótico da cidade de São Paulo, Rene Fernandes decidiu substituir o carro pela bicicletapara percorrer o trajeto de casa até a Fundação Getulio Vargas, onde atua como gerente de projetos no Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGV-Cenn). Além de chegar mais rápido ao trabalho, Fernandes comemorou a economia de combustível – o consumo passou de um tanque de gasolina em duas semanas por um de álcool a cada três – e de estacionamento.

Com o trânsito crescente e a busca por um estilo de vida mais saudável, cada vez mais pessoas estão seguindo esse caminho e adotando a bicicleta como meio de transporte e de exercício. Com essa mudança de hábito, cresce um segmento de negócio: o de produtos e serviços relacionados ao ciclismo.

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes e Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e similares (Abraciclo), Moacyr Alberto Paes, as ciclofaixas que funcionam nos finais de semana são uma das grandes responsáveis pelo aumento do número de ciclistas e novas marcas ligadas ao setor. “As ciclovias e rotas preferenciais são uma ótima oportunidade para despertar nas pessoas o interesse pela bicicleta e fazer com que experimentem benefícios como a economia de recursos e a qualidade de vida”, afirma.

Loja Tag and Juice
Revenda de bikes, produção e distribuição de acessórios e serviços de manutenção e customização são alguns dos negócios que estão surgindo e crescendo com esse interesse da população pelo ciclismo. De acordo com Rene Fernandes, antes de investir nesse mercado, é fundamental entender as necessidades consumidor. “O ideal é se especializar em um tipo de ciclismo ou, se quiser atingir um público mais abrangente, conhecer bem a demanda de seus clientes e apresentar soluções.” Segundo ele, as grandes lacunas no mercado nacional de bicicletas são um e-commerce forte, que traga produtos importados e de melhor qualidade para os ciclistas brasileiros, e o aluguel de bikes próximo a estações de trem e metrô. A customização também se apresenta como uma boa oportunidade de negócio.

A paulistana Tag and Juice, dos sócios Billy Castilho e Pablo Gallardo, é um dos estabelecimentos que embarcou nessa oportunidade. Antes de entrar para o mercado de ciclismo, a dupla já trabalhava com arte e design. A loja herdou essas características e engloba ateliê de bikes, galeria de arte, butique de roupas e café. “Não vendemos só um produto, mas um conceito, um estilo de vida”, afirma Castilho. Para Gallardo, o ciclista urbano é antenado em questões como sustentabilidade e bem-estar, além de ser preocupar em alternativas para tornar a sua cidade melhor.

Na loja, entusiastas e amantes do ciclismo, artes plásticas, música, gastronomia e cultura urbana podem encomendar bikes exclusivas, inspiradas nos anos 1920 e personalizadas conforme cor, modelo, tamanho e tipo de material. O serviço de montagem é terceirizado, e as bicicletas, vendidas por a partir de R$ 3.000, representam quase metade do faturamento total. Desde 2010, ano em que começou a funcionar, a empresa teve crescimento de 40% na receita. “A busca por bikes é algo natural, que vem crescendo não só em São Paulo como em várias cidades do país. As pessoas estão percebendo a necessidade de aproveitar a vida com mais consciência, saúde e diversão”, afirma Gallardo.

Serviços agregados

Segundo a Abraciclo, do total de bikes vendidas no Brasil, cerca de 50% é voltada para a locomoção e transporte, 32% para o público infantil, 17% para recreação e lazer, e apenas 1% para competição. Para o diretor executivo da associação, antes as bicicletas eram mais comuns em regiões do interior, periféricas e litorâneas. Agora, elas também estão alcançando as principais capitais do país e consumidores de alta renda. “A bicicleta surge como solução para problemas de transporte dos grandes centros urbanos.” De acordo com Paes, a questão da mobilidade urbana é um dos grandes atrativos e apostas de crescimento no setor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Gigantes do varejo perdem participação entre as maiores do setor

Fonte: Folha.com

As cinco maiores varejistas do país perderam participação no ranking das maiores empresas do setor. O movimento aponta para uma menor concentração das gigantes, enquanto as menores ganharam espaço, informa reportagem de Mariana Sallowicz publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

O faturamento dos cinco grupos líderes representou 47% do faturamento das 80 maiores em 2010, ante os 56% que tinham sido registrados no ano anterior – queda de nove pontos percentuais. Os dados foram divulgados pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo).



"As médias empresas têm feito movimentos de consolidação. Sem considerar as 10 maiores, ao menos 15 empresas entre as 70 principais passaram por algum processo de compra ou venda recentemente", afirma Eduardo Terra, vice-presidente do Ibevar.

As quatro primeiras colocadas em 2010 foram as mesmas do ano anterior: Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Americanas. Já a quinta posição ficou com o Makro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em loja argentina, layout transmite ao cliente sensação de estar em casa

Por Adriana Silvestrini

Tornar o espaço vendedor e, ao mesmo tempo, proporcionar ao consumidor uma experiência de compra inesquecível foram os desafios da Design Novarejo - empresa especializada em planejamento de lojas de varejo - ao criar e executar o projeto da loja da rede de Supermercados Jumbo - pertencente ao grupo chileno Cencosud - no bairro de Puerto Madero, na capital portenha Buenos Aires.

"Da arquitetura até a ambientação de cada seção, tudo no ponto de venda foi pensado para atrair e acolher o consumidor e fazê-lo se sentir em casa”, explica Marcos Morrone, sócio-diretor da Design Novarejo.

Em 1.300 metros quadrados de área de venda (a de construção é de 2.600 metros quadrados), com seis checkouts duplos e mais três caixas rápido, a unidade foi inaugurada no dia 23 de junho de 2011 com o objetivo de ser diferente do formato hipermercado da rede.

De acordo com o empresário, a proposta foi aproveitar a bandeira Jumbo – que já tem uma boa relação de credibilidade com clientes – para criar uma nova experiência de compra para um público composto predominantemente por recém-casados, famílias menores e solteiros das classes A e B. “Em um espaço menor, você proporciona maior proximidade. A loja tem de humanizar os serviços e, para isso, criamos a unidade argentina, focando na marca, na arquitetura, na sinalização e na exposição de produtos”, completa.

Arquitetura e Design

O conceito do layout geral é proporcionar uma sequência inteligente de compras, ou seja, levar o consumidor a circular por várias setores da loja de maneira agradável - sem se sentir pressionado - até chegar ao checkout. “Tudo tem de ser prazeroso porque de nada adianta o cliente ter feito uma excelente compra e encontrar um checkout cheio ou com atendentes despreparadas. Em segundos, você pode destruir toda a experiência positiva vivenciada dentro do supermercado”, ressalta Morrone.

Pensando nesses detalhes, que fazem a diferença, a loja argentina investiu na comunicação e na sinalização visuais, desde a assinatura da marca até o ambiente. No espaço foram utilizados materiais atemporais como a madeira e o tijolo, por exemplo, para que o consumidor se sinta ligado a sua residência, algo mais próximo dele.

Cada seção ganhou tratamento especial. Por exemplo, na seção de hortifruti as frutas são expostas ao lado de informações sobre as mesmas. “O produto sempre é o ator principal deste cenário. Ele deve ter evidência com conteúdo”, completa Morrone.

Desde que abriu as portas, o visual diferente da loja tem atraído elogios da clientela, apesar de ainda não ter sido feita uma pesquisa concreta.

Inspirado no Jumbo de Puerto Madero, a empresa Design Novarejo já está em processo de construção de uma loja no Chile, que será aberta ainda no primeiro trimestre de 2012. Os projetos se estenderão pela América do Sul com novas lojas no Peru. Eis aqui bons indícios para quem ainda duvida que ir ao supermercado pode ser um programa prazeroso e eficaz.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Evite erros em prol do crescimento de sua loja virtual


Com as inúmeras inovações tecnológicas do comércio eletrônico brasileiro, o espaço para o desenvolvimento de lojas virtuais se tornou muito propício. No entanto, algumas lojasvirtuais insistem em cometer erros que acabam atrasando o processo de crescimento e sucesso. Observe:

Utilização de “Depósito Bancário” como forma de pagamento
Essa forma de pagamento atrapalha a logística de qualquer loja virtual, pois necessita da confirmação do mesmo. Imagine a seguinte situação: 30 pedidos no mesmo dia com pagamento por “depósito bancário” no mesmo valor, sem que o cliente tenha enviado algum tipo de confirmação. Não vai dar certo!

Utilizar fotos que não condizem com a realidade ou mal definidas
Apresentar produtos na loja virtual com imagens que não condizem com a verdade acaba por insatisfazer o cliente, provocando a decepção e a devolução do produto.

Descrições mentirosas ou mal elaboradas
As más descrições caracterizam-se quando as informações importantes e relevantes dos itens não são informadas, levando o cliente a se decepcionar com o produto, desistir da compra e devolver a mercadoria. Os produtos com boas descrições são aqueles que exibem todas as informações focando a qualidade e as funções dos mesmos.

Prazos impossíveis de serem cumpridos
Mesmo que seus concorrentes ofereçam prazos menores que o seu, não se complique e sempre coloque prazos que possa cumprir e com margem de segurança para possíveis atrasos. Para conseguir seus prazos de entrega, estabeleça parcerias com fornecedores, contrato com transportadoras, crie estoque físico e acima de tudo, automatize os processos de sua loja virtual.

Reposição de estoque mal controlada
Quando o estoque da loja virtual não é atualizado e as informações nele contidas estão erradas, prejudicando as negociações, várias causas podem ser percebidas como cliente insatisfeito, diminuição de vendas, perda de credibilidade e acesso perdido às páginas da loja. Uma solução para esse problema seria a integração com sistemas ERP.

Embalagens mal protegidas facilitando a danificação do produto
Uma loja confiável cuida do produto até o momento em que ele chega às mãos do cliente, portanto, uma boa embalagem, segura e que mantenha o produto em perfeito estado é fundamental para o crescimento do seu negócio.

Ao evitar erros, a loja virtual consegue conquistar um crescimento mais rápido no mercado virtual. Portanto fique atento às ações de sua loja.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O assustador futuro das "compras aumentadas"


Varejo online não é nenhuma novidade, mas agora as lojas físicas estão querendo entrar na moda high-tech. O New York Times tem uma matéria interessante sobre as novas tecnologias que vão mudar a sua experiência de compra (enquanto o sinal aguentar).


Um bom exemplo é a butique Norma Kamali, em Manhattan, que recentemente implementou um sistema chamado ScanLife, permitindo aos clientes usarem seus smartphones para procurar mais informações sobre os produtos expostos. Até aí, tudo bem. Só que o ScanLife também torna possível a compra destes produtos através do telefone, mesmo quando eles só são vistos pela vitrine, mesmo quando a loja está fechada. A compra por impulso acaba de ficar ainda mais impulsiva.

Enquanto o ScanLife pode fazer com que seja ridiculamente fácil gastar o seu dinheiro, outro sistema, chamado Presence e desenvolvido pela IBM, pode fazer com que seja irritante. O Presence te acompanha enquanto você anda por uma loja, e te lembra de coisas que você pode ter esquecido que queria comprar. Em um exemplo do NYT, uma pessoa andando no mercado poderia receber alertas do Presence sobre itens que vão bem com algo que ela tenha acabado de colocar no carrinho.

É claro que as pessoas terão a opção de usar ou não usar estes novos sistemas. Ninguém está apontando uma arma para a cabeça de ninguém. Mas não é segredo que a internet costuma dar um jeito de convencer as pessoas a usarem tecnologias que não trazem mais vantagens do que dores de cabeça. O Presence poderia ajudar a achar coisas que você precisa em um supermercado estranho, mas isso vale a pena de ter um assistente virtual de compras extremamente chato e obtrusivo?

O artigo menciona algumas empresas específicas (como o Wal-Mart) que estão interessadas nestes sistemas, mas a verdade é que qualquer estabelecimento de comércio de grande porte tem interesse em possibilitar que você use os seus gadgets para gastar mais dinheiro nos produtos deles. Ainda assim, eu imagino que muita gente vai continuar feliz por muito tempo em comprar à moda antiga, sem ajuda de smartphone. Afinal, mesmo o cartão de crédito é uma tecnologia que muita gente ainda prefere não usar.

Venda de móveis ganha espaço em redes sociais

Por Weruska Goeking
Fonte: Brasil Econômico


Publicitário largou carreira, foi estudar economia no exterio
r e, ao ajudar amigos a empreender, descobriu sua vocação.

Uma social commerce - rede social que permite comercialização - de móveis e objetos de decoração é a aposta de Luiz Camara como empreendedor.

Mas a proposta inovadora não surgiu de maneira tão clara. A história desse negócio começou a ser traçada há cerca de 10 anos, quando Camara ainda trabalhava em uma agência de publicidade. "Eu tinha muitas ideias, fazia anúncios, mas não estava feliz", conta.

Assim que terminou a faculdade de publicidade, Luiz foi em busca da felicidade profissional na Espanha, onde se graduou em economia em 2008.

De volta ao Brasil, ajudou amigos a iniciar seus negócios, como um restaurante especializado em cozinha gaúcha e uma lanchonete. "Com a experiência fui percebendo que era isso que eu queria fazer, eu queria empreender", afirma.

Os desafios para montar este último deram origem à Galatea, social commerce com foco em arquitetura e decoração.

A lanchonete precisava de luminárias, mas o custo do material espantou Luiz. Precificada em R$ 480, o custo de todas as luminárias somaria 25% de todo o valor da obra. Além disso, seria preciso aguardar 45 dias para a entrega dos produtos.

Como sua mãe é artista plástica, Luiz desenvolveu com ela as luminárias por R$ 35 cada, que ficaram prontas em cinco dias. Com isso, ele supôs que as lojas estavam trabalhando com margem de lucro muito alta em outros objetos também e apostou na ideia de uma social commerce de móveis e objetos de decoração.

"Eu não queria brigar com móveis mais simples, a ideia não era essa. E a única variável que eu poderia mexer era na estrutura da empresa", diz.

E foi assim que fez. A Galatea é praticamente empresa de um homem só. Foi Camara quem bateu, e ainda bate, de porta em porta atrás do melhor custo benefício em fornecedores. O logotipo e toda a ideia de layout do site também foi ele quem criou.

O modelo do negócio começou a ser estruturado em agosto de 2010 e o site (www.galateacasa.com.br) está no ar desde 8 de outubro deste ano. Foram investidos em torno de R$ 300 mil na empresa.