segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Classe C impulsiona negócios de produtos com preços mais baixos



Empresários relatam estratégias para reduzir custos e preços.
Cliente da classe quer mais qualidade e pagar menos por ela, diz consultor.

Do PEGN TV
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O varejo popular para atender a nova classe C em crescimento é uma das tendências de bons negócios para 2013.  A expansão de consumo da chamada nova classe média impulsiona o mercado de lojas de comércio com produtos a preços mais populares.
O empresário Adriano Sandi percebeu o poder de consumo da classe C e fez o que ela mais quer: baixou os preços.
“A gente terceirizou toda a produção, com empresas que já estão no mercado, e eu tirei esse custo fixo, o nosso preço do sapato reduziu”, explica Sandi.
A loja oferece 400 modelos de sapatos. Com salto alto, baixo, sandálias, botas, muitas cores e estilos, além de bolsas e carteiras. O estabelecimento recebe mais de 500 clientes por final de semana.
“A classe C é a bola da vez, então com mais variedade a gente consegue atingir mais classe C e crescer mais,” diz o empresário.
O investimento para montar uma loja deste tipo é de cerca de R$ 250 mil. O dinheiro vai para estoque, reforma e capital de giro. E o faturamento médio é de R$ 95 mil por mês.
Em 5 anos, preços caem 30% em loja
O empresário Carlos Teixeira também está satisfeito com a aposta na classe C. Ele vende cortinas, tapetes e acessórios. Nos últimos cinco anos, os produtos ficaram 30% mais baratos, já descontada a inflação, o que estimulou o consumo.
“Em função da entrada do produto importado, acabou baixando o preço no geral, inclusive do produto nacional”, diz o empresário.
Na frente da loja, promoções são anunciadas para fisgar quem passa. Dentro, mais de 100 modelos. Cortina a R$ 69, tapete por R$ 9. Tudo podendo ser parcelado em até 6 vezes.
O investimento para montar uma loja deste tipo é de R$ 150 mil, incluindo reforma do espaço e estoque. A empresa vende 200 peças por mês.
Teixeira pensa agora em abrir mais uma loja.  “A classe C tem crescido muito e nós não estamos podendo deixar passar essa oportunidade para crescer também”, diz o empresário.
Loja de jeans fabrica 90% do que vende
o próprio Os irmãos Tufic e Antoine Bordokan também focaram no comércio popular e vendem roupas feitas com o tecido mais popular do planeta: o jeans.
“Na verdade, todo mundo usa o jeans, criança, adulto, mulher, homem. Inclusive entrou na moda, tem muito desfile com o jeans hoje em dia”, diz o empresário.
Os irmãos produzem e vendem calças, bermudas, shorts e saias em jeans. Os empresários produzem 90% do que vendem, eliminando intermediários e derrubando os custos.
Para conseguir vender a preços baixos, a fábrica foi planejada para economizar. Os empresários só compram matéria prima em quantidade e à vista para ter descontos. E na hora de riscar os modelos, eles fazem cálculos para não ter desperdício. Já o corte e costura do jeans são terceirizadas. A loja chega a atender mais de mil clientes por dia.
Para o consultor Nilson Hashizumi, o cliente da classe C é conhecido como “consumidor mais por menos.” Quer mais qualidade e pagar menos por ela.
“É um consumidor muito parecido com todos os outros só que na medida em que ele percebe o quanto é mais difícil ganhar, o quanto foi suado chegar numa condição de melhor consumo ele acaba se tornando mais exigente naturalmente em relação aos produtos aos serviços que ele vai acessar”, diz Hashizumi.
Segundo Ibope, em 2013, a nova classe média brasileira vai gastar mais de R$ 42 bilhões com artigos para casa e vestuário.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vendas de shoppings no Brasil crescem 10,6% em 2012


Número de inaugurações de shoppings no país foi o maior em 13 anos. 
Ao todo, empreendimentos do país têm 83.631 lojas. 


Do G1
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País fechou o ano com 457 shoppings, em 165 cidades

Os shopping centers brasileiros devem registrar aumento de 12% nas vendas em 2013, afirmou nesta quinta-feira (31) a associação que representa o setor no país, Abrasce. Em 2012, as vendas dos shoppings cresceram 10,65%, somando R$ 119,5 bilhões, abaixo da previsão da entidade, de alta de 12% ante 2011.
"A performance de 2012 pode ser explicada pelo baixo índice de desemprego, aumento da massa salarial e crédito que continuam em níveis apreciáveis", afirmou, em nota, o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, em comunicado.
No período de Natal, o mais importante para o varejo, as vendas cresceram cerca de 15% sobre um ano antes, segundo a entidade.
Novos shoppings
Em todo o ano passado, foram inaugurados 27 empreendimentos no país ante a previsão da Abrasce de 28 novos projetos em operação. Segundo a entidade, o número de shoppings inaugurados em 2012 foi o maior dos últimos 13 anos.
Com isso, o país fechou o ano com 457 shoppings, em 165 cidades. Nos empreendimentos, a Abrasce calculou a existência de 83.631 lojas, 2.587 salas de cinema e 694 mil vagas de estacionamento.
Dos novos shoppings inaugurados em 2012, 16 estão na região Sudeste. A maior parte foi construída em municípios com entre 101 mil e 500 mil habitantes, sendo que apenas oito estão em capitais. O tamanho médio dos empreendimentos é de 31 mil m² de área bruta locável. Dos shoppings existentes ao final de 2012, no entanto, 51% estão localizados em capitais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

6 tendências para o agora


Reunimos aqui seis tendências que são indicadores da mudança para marcas que desejam seguir mais vivas do que nunca.
Acreditamos que a análise dessas características pode trazer ferramentas poderosas para marcas que querem se tornar relevantes ou que simplesmente desejam que suas propostas sejam bem recebidas. O que não é pouco, senão tudo.

Fonte: Tátil Design de Ideias

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Consultoria ajuda empresário a montar rede de lojas



A Dom Manuel começou com a venda de porta em porta e hoje é uma referência no mercado de Cuiabá
Maria Terradas
Cuiabá – A trajetória empresarial de Manoel Benedito de Barros, proprietário da Dom Manuel Moda Masculina, uma rede que hoje tem quatro lojas em Cuiabá, é bem parecida com a de muitos empresários que iniciaram no mercado de forma simples e com trabalho duro. Em companhia de um amigo, ele começou como sacoleiro, vendendo roupas no Norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta, região de garimpo, e nas proximidades do rio Teles Pires- percurso geralmente feito por meio de balsa. “O dinheiro circulava nessa região e as pessoas não tinham opções para comprar roupas. Nós atendíamos a essa demanda”, lembra.
Segundo Manoel, o diferencial da marca, que já caminha para 22 anos de existência no estado, está na persistência em manter o negócio mesmo em momentos de crise. Atitudes adotadas para melhorar a gestão, como procurar auxílio do Sebrae em Mato Grosso, também foram fundamentais para o crescimento da empresa, de acordo com o empresário.

Ele observa que na época em que começou a vender roupas, em 1982, juntamente com o amigo Aylon Neves, a forma de negócio ainda era bastante simples. “O produto atendia apenas a uma necessidade básica, sem compromisso com a moda. Tempos depois essa realidade mudou significativamente”, analisa o empresário, frisando que mais tarde o nome de Aylon deu origem à marca Aylon's Jeans. A grife exclusiva da primeira loja aberta pelos sócios, no tradicional Centro Histórico de Cuiabá, se firmou na década de 1980.
A sociedade durou até 1992. “Aylon resolveu seguir outras atividades, pois o auge das vendas havia passado e a loja já não ia muito bem. Mesmo assim, vi naquela decadência a oportunidade de reinvestir no negócio com uma proposta diferente”, conta. Manoel explica que o objetivo não era apenas vender roupas, mas também conceitos, com serviços personalizados e marcas importantes da moda para homens.
O empresário conta que foi orientado pelo Sebrae desde o começo, mas que começou a buscar informações sobre como melhorar o negócio quando a empresa começou a atrair um público mais exigente. Segundo ele, uma das capacitações que assumiu um papel estratégico foi a Consultoria Integrada de Gestão (CIG) - programa voltado para a organização financeira, comercial e de planejamento da empresa. Em 2004, com ampla rede de clientes, a empresa ampliou também as instalações, com filiais nos principais shoppings da capital.

Com mais de 20 mil peças entre vestuário e acessórios de marcas importantes, a empresa investiu ainda em alfaiataria própria para consertos e ajustes, com sistema de atendimento vip em casa e hotéis. A equipe é treinada em etiqueta e preparada para dar dicas sobre cada look e ocasição.

Oportunidade
No início, a loja era exclusiva para o público masculino, mas percebendo uma nova oportunidade, o empresário teve de ampliar novamente o atendimento. O sucesso nas vendas de roupas femininas levou as filhas de Manoel, que trabalhavam juntamente na administração das lojas, a investir em uma linha requintada para esse público também. Com essa ideia, trouxeram para Cuiabá a franquia Maria Filó - marca carioca que tem como assinatura coleções marcadas pela feminilidade e estilo vintage nas peças em tricô, rendas, bordados, estampas entre outros. A segmentação ganhou ainda mais força com a inauguração, em dezembro de 2012, da franquia Dudalina.
Serviço:
www.sebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae em Mato Grosso 0800 570 0800
Unidade de Marketing e Comunicação Sebrae –MT
(65) 3648-1261 e 1262
www.sebrae.com.brwww.mt.agenciasebrae.com.bryoutube.com
Rita Comini – (65) 9932-1890
Maria Terradas – (65) 9986-8108

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cinco dicas para pequenos varejistas crescerem com suas marcas

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Durante uma das sessões da NRF 2013, foram discutidos temas relacionados a pequenos varejistas que tiveram grandes ideias para se conectarem com seus clientes. E, embora a sessão tenha se voltado para pequenos negócios, grandes varejistas puderam aprender com os palestrantes a realizar estas conexões, construindo comunidades.
Aqui estão algumas das conclusões mais importantes da sessão:

1 – O Facebook não é gratuito: Tanna Dang é proprietária de uma pequena boutique com uma grande Fan Page no Facebook. Embora seus 13 mil fãs não tenham vindo através de anúcios pagos, Dang é a primeira a dizer que a melhor forma de crescer no Facebook é investindo dinheiro nele. Acreditando que o Facebook é uma extensão de sua marca, Dang paga um fotógrafo profissional e um copywriter para postarem na Fan Page e atualizarem as fotos. Sua página sempre se assemelha ao website oficial. E o calendário editorial com checklist de 10 itens que um post necessita ter para ser aprovado, tornam a página ainda mais eficaz.
Durante a apresentação, Dang compartilhou alguns exemplos de como um post no Facebook auxiliou a movimentar um produto que estava parado há tempos na loja, e como a empresa foi capaz de vender um produto poucas horas depois de um post.

2 – Encontre motivos para comemorar: A equipe da papelaria Polka Dot Press gosta de festejar, e Kim Williams não espera por motivos óbvios de comemoração para levar as pessoas à sua loja. Durante o debate “Isto é Varejo“, ela ofereceu um martini de chocolate para os clientes apenas como agradecimento (durante este período ela encerrou as atividades de compra e venda da loja, embora muitas pessoas desejassem adquirir produtos durante a comemoração). Ela também incentivou os clientes a comemorarem o aniversário de seus funcionários, além de possuir workshops que servem como entretenimento para as crianças enquanto as mães compram produtos.

3 – Você não precisa do governo para fazer uma mudança acontecer: Mark Plessinger, dono da Frame of Mind, contou a história da Rua Principal de sua cidade em Columbia – Carolina do Sul, e os esforços necessários para reanimá-la. Depois de encontrar o sucesso com mostras de arte em sua loja de óculos, Plessinger usou o conceito de sinergia para unir os comerciantes e fazê-los entender que todos, coletivamente, atraiam mais clientes do que cada loja atrairia individualmente. E agora que os comerciantes se uniram para movimentar o centro da cidade (com grande sucesso, alguns eventos trazem até 1500 pessoas), o governo local está percebendo o lado positivo desta ação. Não é de se questionar por que meia dúzia de novas empresas optaram por abrir suas portas recentemente na Rua Principal, que antes fora tão abandonada.

4 – Seja autêntico: Enquanto cada empresário vê um enorme reconhecimento entre os clientes de sua empresa, não há dúvida de que uma promoção ou geradores de tráfego que funcionam para um provavelmente não vá funcionar para outro. A Frame of Mind sediou eventos com pirofagistas e dançarinas do ventre para mostrar aos clientes a sua tecnologia de ponta. A Eden in Love utiliza-se de filantropia para se conectar com os clientes através de promoções como “compre um, doe outro” para ajudar pacientes com câncer e distribuir revistas em hospitais e escritórios. A Polka Dot Press realizou sessões de aulas de fotografia e workshops de “Refeições em poucos minutos” para as mães.

5 – Você não pode fazer tudo, então pare de tentar: Depois de um participante perguntar sobre o ROI do Twitter, vários palestrantes falaram sobre as lições aprendidas e a importância da prioridade. O Twitter não mostra cases de experiências ou de marcas, então eles não o consideram tão valioso. E até mesmo outros canais que não auxiliam a mostrar a necessidade da marca precisam ser avaliados. Williams falou sobre a escolha de fechar seu blog depois de muitos anos, porque, para ele, foi um tempo perdido onde não viu resultados convertidos em vendas. Ao invés disso, optou por concentrar os esforços no Pinterest, que provou ser a melhor forma de se conectar com as mães que visitam sua loja.

Texto original: http://blog.nrf.com/2013/01/21/five-tips-for-small-retailers-to-grow-their-brands/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sete pontos fundamentais para o sucesso da sua franquia

Marcelo Cherto, um dos fundadores da Associação Brasileira de Franchising - ABF, mostra sete pontos determinantes para que a franquia obtenha sucesso:








É importante que o potencial/empresário de pequena empresa esteja atento as experiências repassadas através destes vídeos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

E-commerce cresce no Brasil



Pequenos negócios precisam ficar atentos às oportunidades no mundo virtual
Da Redação
São Paulo - Dados do site e-commerce.org.br apontam o Brasil como o quinto país no mundo em usuários de internet, com cerca de 76 milhões de pessoas conectadas. Os números são de 2011. Também apontou-se que a movimentação financeira no meio eletrônico ultrapassou os R$ 18 bilhões naquele ano, com mais de 31 milhões de pessoas comprando no mundo virtual. São informações que sustentam o avanço dos sites de venda e das ações de marketing virtual.
"E-marketing são todas as ações de comunicação integradas na internet, o que inclui site institucional,e-commerce, perfil na rede social, e-mail marketingnewsletterbannersmailing, entre outras", explica o consultor do Sebrae em São Paulo, José Carmo de Oliveira. Antes de qualquer empreitada no meio digital, o empreendedor deve se questionar se conseguirá atender ao cliente da mesma forma que atende na loja física. "É necessário manter o mesmo nível de atendimento. Caso contrário, o consumidor muda de site em apenas um clique", recomenda o consultor.
Antes de investir em uma loja virtual, o empresário precisa entender que as mesmas necessidades que os fregueses têm na loja física, também têm no meio eletrônico. "Em uma loja física, a vitrine é o principal chamariz para o consumidor. Na loja virtual não é diferente. Para conquistar o cliente, deve-se oferecer praticidade, com produtos bem organizados na página e facilidade de acesso às suas especificações. Além disso, é preciso disponibilizar todas as informações referentes ao produto e às formas de pagamento", orienta José Carmo.
Outra questão a ser considerada é o levantamento dos pontos fortes e fracos do investimento. "Com um planejamento de comunicação, o empresário identificará que o concorrente não é mais o seu vizinho, e sim a empresa que pode estar a mais de 300 quilômetros de distância", opina o consultor.
Uma das estratégias de divulgação de uma loja virtual, segundo José Carmo, são as ações demarketing direto. Isso inclui envio de e-mail marketing e mala direta para o cadastro de clientes, além de suporte das mídias convencionais, como jornal, rádio e TV. "No entanto, qualquer ação deve ser direcionada a um público-alvo bem definido, para não queimar cartucho com consumidores sem potencial para serem clientes da empresa", assinala.
O empresário José Roberto Júnior, de Bauru (SP), sócio-proprietário de uma loja de produtos para a área de saúde, conta que sua clientela é formada por médicos, fisioterapeutas, personal trainer e pessoas que precisam de cuidados médicos em casa. O investimento no comércio eletrônico foi uma necessidade levantada por Júnior. "Temos uma base de clientes formada por profissionais de saúde que não têm muito tempo para vir até a loja física. Ao disponibilizarmos os produtos na internet, conseguimos oferecer conforto e comodidade, resultando em um aumento significativo em nosso faturamento", explica.

Confiança
Hoje, a loja virtual da empresa fatura 70% e a loja física, 30%. "Porém, se nós não tivéssemos uma loja física estabelecida há tantos anos e consolidada no mercado, não teríamos a confiança dos clientes para eles comprarem pelo e-commerce. A loja virtual paga a conta, mas é a loja física que mantém a imagem da empresa na internet", comenta.
Segundo o consultor do Sebrae em São Paulo, uma boa dose de etiqueta e planejamento é fundamental para o sucesso na internet. "O empresário precisa de cuidado com a linguagem que usa, principalmente na rede social. É necessário ter etiqueta para saber o que e como falar, o que comentar e o que gerar de conteúdo", orienta.
Outra dica de José Carmo é contratar um profissional para cuidar exclusivamente das campanhas de e-marketing da empresa. "É preciso fugir da comodidade de pedir ao sobrinho ou filho do amigo para cuidar do site e da rede social da empresa. O empresário precisa contratar um profissional de comunicação, como um jornalista ou publicitário, que domine as normas da língua portuguesa e as ferramentas disponíveis nas mídias sociais. Em pouco tempo, o investimento na contratação retornará em lucro para a empresa", aponta.
Serviço:
Siga o Sebrae-SP no Twitter
Atendimento ao cliente: 0800 570 0800 (ligação gratuita)

Mais informações para imprensa:
Assessoria de Imprensa Sebrae-SP
(11) 3177-4905/4904/4831

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tendências e o novo papel do PDV

credito: divulgação

A Convenção Anual da NRF, também conhecida pela denominação “Retail’s Big Show”, é considerada o maior evento mundial do varejo. Sediada tradicionalmente na cidade de New York, a convenção e feira de 2013 foi a sua 102ª edição.
A matéria publicada sobre o evento no Meio&Mensagem por Rafael D’Andrea e Juliana Nappo traz as tendências e o novo papel do ponto de venda. Confira abaixo.

"Uma tendência denominada “Showrooming” ganhou força nas discussões do último dia do evento. O Google divulgou que nos Estados Unidos 79% dos usuários de smartphones os utilizam em seus processos de compras. Estudo divulgado pelo Shop.org revelou que 47% dos consumidores americanos usaram celulares ou tablets no ano passado para acessar informações de produtos enquanto compravam em lojas físicas.

O “Showrooming” seria um movimento complementar a estes hábitos, em que as lojas são procuradas pelos shoppers para a pesquisa que antecede a compra, e que, por isso, estariam se configurando como grandes showrooms. A compra em si está sendo direcionada para os canais on-line, tanto pela conveniência de sortimento e entrega, quanto pelas vantagens de preço.

outra tendência, a do "omnichannel" (multicanais de contato com o shopper), materializou-se em vários casos e foi apresentada como sendo muito rentável: acessando vários canais ao comprar, o shopper chega a gastar dez vezes mais do que aquele que compra em apenas um. Esse efeito acabou reacendendo a questão da conexão real, que ganha força no ponto de venda físico. Algumas experiências impressionantes demostram a preocupação das marcas e dos varejistas em mostrar que há pessoas por trás dos produtos e das lojas, como no case da Harrods - Candy Store, em que os doces e os caramelos são produzidos no local, aos olhos dos clientes, como forma de engajamento do shopper.

Contar histórias na loja, ou Storytelling, continua na pauta, ganhando novas roupagens para encantar o shopper. Com o objetivo ampliado não só de comunicar valores das marcas, o Storytelling se propõe a criar “experiências que sejam imersivas como um bom filme", como disse Shook Kelley em sua palestra no dia 14. "O ponto de venda deve refletir os anseios do shopper, reestabelecer sua identidade e a noção de pertencimento. A experiência de compra não deveria ser esgotante", disse Kelley.
Essa afirmação explica também o crescimento da importância dos estudos de neuromarketing dirigidos, que estão criando paletas dos significados emocionais de elementos que podem ser usados na experiência de compra nas lojas, possibilitando às marcas levar ao PDV o que o shopper deseja intrinsecamente.

Durante a feira, foram apresentados casos de novas formas de atender a esses clientes na compra daqueles produtos que demandam um “algo mais”, ou seja, quando nem toda a tecnologia disponível consegue satisfazer as suas necessidades. Para produtos que têm um senso de imediatismo, como comidas frescas, também buscam-se alternativas, como entregas em 12 horas ou as mecânicas “compre on-line e retire na loja de sua preferência”, estratégias que estão sendo implementadas por redes como Walmart em combate aos varejistas on-line.

A operação de plataforma multicanal se apresenta como uma realidade que, cada vez mais, deverá pautar as estratégias do varejo. Neste novo cenário, o mundo digital deverá conviver e integrar-se com o físico dentro das lojas e as marcas deverão estar dispostas a se relacionar com seus shoppers onde e da forma como eles preferirem."

Fonte: Meio&Mensagem