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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Franquias: um novo caminho para o empreendedor da classe média

O termo "franquias" vem se tornando sinônimo do “sonho do Eldorado” para a classe média que deseja empreender. Acesse o segundo boletim Oportunidades & Negócios de 2013 para conhecer mais sobre essa tendência e ver dicas para ajudar na decisão de investir nesse negócio.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Principais erros cometidos pelas franquias

Fonte: No Varejo


Falta de visão, de planejamento, imediatismo e cláusulas não específicas em contratos são alguns dos fatores que podem acabar com uma franquia

O segmento das franquias voltadas ao varejo de produtos e prestação de serviços cresce a cada ano no país – como mostram os índices apurados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), que revelam que o faturamento do setor foi superior a R$ 88 bilhões em 2011 e R$ 103 bilhões em 2012.
O crescimento da classe C no país, a facilidade do crédito para pequenos empresários e a diversificação dos tipos franquias são alguns dos principais fatores que atraem os brasileiros que têm o desejo de abrir o seu próprio negócio – sejam eles pessoas que já tenham experiência ou não. 
Confira os principais erros:

Falta de Visão
Uma das falhas cometidas por franqueados que não obtém sucesso é pensar que não precisam se dedicar ao negócio da mesma forma como fariam com uma empresa independente. “Essa mentalidade, que infelizmente ainda existe entre alguns franqueados, pode não levar uma empresa franqueada ao fracasso, mas certamente diminui bastante as perspectivas de êxito”, analisa o consultor. Apoiados na infraestrutura da franqueadora, os franqueados podem ter a falsa ideia de que não precisam reciclar funcionários e divulgar ou expandir os negócios, por exemplo.

Falta de planejamento financeiro
Outro equivoco cometido pelos franqueados é a falta de planejamento financeiro. Ter apenas o capital disponível para a abertura do negócio é algo extremamente ariscado, pois existir o prazo para retorno dos investimentos, diversos fatores, como a economia podem não favorecer o mercado. “O franqueado precisa ter recursos disponíveis, pois todo o negócio pode passar por cenários positivos e negativos”, alerta Fiorini.

Não conhecer bem a franqueadora
Mais um motivo que leva ao erro é não conhecer a fundo a empresa franqueadora. O consultor explica que avaliar a rede franqueadora é ir além de números atraentes fornecidos pela empresa, como conhecer o perfil das pessoas que farão o elo entre franqueado e franqueador – já que esses profissionais estarão em contato direto com o empreendedor da franquia. “Saber como o quadro funcional de uma franqueadora pensa, trabalha, age e se comunica é essencial para concluir se a franquia atenderá as necessidades e expectativas a médio e longo prazo”, ressalta Fiorini.

Imediatismo
O desejo de ganhar dinheiro rápido leva o franqueado à frustração. Para evitar esse engano comum entre os empreendedores que querem se tornar franqueados, cabe à franqueadora passar as orientações adequadas, como prazos para retorno financeiro. 

Falta de suporte - Contrato
Fiorini revela que muitas redes franqueadoras não especificam em contrato qual o tipo de suporte que oferecem aos franqueados. O consultor deixa uma importante dica para aqueles que pretendem investir em uma franquia: “Antes de fechar o negócio, o futuro franqueado deve se atentar e exigir que os detalhes estejam especificados no contrato – isso inclui desde os valores envolvidos nas transações até a periodicidade de treinamentos ou visitas”.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Microfranquias ganham espaço no mercado


03.04.2013 - Por Simone Guedes

Palestra em Minas Gerais mostra como o setor de franchising tem crescido no país
Belo Horizonte - De olho nas oportunidades do setor de franchising, micro e pequenas empresas mineiras estão buscando mais informações para se tornarem franqueadoras e expandir a própria marca. Para orientar os empreendedores sobre as novidades do mercado de franquias, o Sebrae em Minas Gerais promove a palestra Tendências para o Varejo e Franchising, no dia 11 de abril, às 19hs, na capital.

Durante a palestra serão discutidas as vantagens e desvantagens do setor de franquias, técnicas de avaliação para a escolha do melhor negócio e ainda tendências do setor apresentadas neste ano em dois dos mais importantes eventos internacionais do segmento: o National Retail Fair e a Internacional Franchise Associantion (IFA).

O evento também terá a participação do Diretor de Treinamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Juarez Leão, que irá falar sobre as perspectivas de mercado e como uma franquia bem administrada pode se tornar um empreendimento lucrativo.

A palestra Tendências para o Varejo e Franchising integra as ações do Projeto Minas Franquia, promovido pelo Sebrae no estado para estimular as micro e pequenas empresas com potencial de se tornar franquias. Criado em 2011, o projeto já possibilitou o lançamento de 11 microfranquias em Uberlândia e Belo Horizonte. Neste ano, 25 empresas de Montes Claros, Varginha e Juiz de Fora também irão participar do projeto. “Queremos revelar o potencial de empresas mineiras e fomentar a criação de novas franquias em cidades polos”, explica a analista de Acesso a Mercado do Sebrae em Minas Gerais, Alessandra Simões.

A VoZZuca Cafés Especiais é um dos negócios identificados pelo Sebrae de Uberlândia por meio do projeto Minas Franquia, que apresentou maturidade e potencial de mercado para expandir sua atuação no formato de franquias. A cafeteria pertence a João Luiz Maia, que começou a trabalhar cedo com café, junto ao pai, na indústria de torrefação da família.

Em menos de um ano, a VoZZuca já possui quatro unidades, três em Uberlândia, incluindo a matriz própria, e uma recém-inaugurada em Araguari. Além disso, o empresário já planeja a implantação do serviço delivery em toda a rede. Cada franquia da VoZZuca gera, em média, R$ 45 mil, e o retorno varia de 15% a 20% do faturamento bruto. Por dia, são cerca de 300 cafés expressos vendidos em cada loja. Para ser franqueado da VoZZuca Cafés Especiais, o investimento médio é de R$ 120 mil para quiosques e de R$ 230 mil para lojas de rua, dependendo do tamanho.

“Minha perspectiva é fechar o ano com oito unidades. Já estou negociando as vendas no Triângulo Mineiro, em Belo Horizonte e outros estados da região Sudeste, e estou estudando propostas de cinco candidatos”, planeja João Luiz.
Serviço:
Palestra Tendências para o Varejo e Franchising
11 de abril, às 19:00
Auditório do Sebrae Minas – Avenida Barão Homem de Melo, 329 – Nova Granada
Belo Horizonte/MG
Entrada gratuita
Inscrições: www.sebraemg.com.br
Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas
(31) 3379-9275 / 9276

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sete pontos fundamentais para o sucesso da sua franquia

Marcelo Cherto, um dos fundadores da Associação Brasileira de Franchising - ABF, mostra sete pontos determinantes para que a franquia obtenha sucesso:








É importante que o potencial/empresário de pequena empresa esteja atento as experiências repassadas através destes vídeos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Microfranquia, uma grande opção com pouco investimento

Uma grande opção para quem deseja investir e não tem muito dinheiro são as microfranquias. Com investimento inicial de até R$ 50.000,00, o investidor poderá optar por uma microfranquia que detém marca, métodos, treinamentos e suporte compatível com as grandes franquias. A escolha da microfranquia permeia o setor de interesse do investidor, pelo qual deve ter certo conhecimento para diminuir os riscos e ampliar a probabilidade de sucesso do empreendimento.

Na escolha do negócio, o investidor deverá definir a região de atuação de sua preferência, selecionar algumas microfranquias, conhecer suas  estruturas, o tempo de cada negócio, analisar documentos, verificar as taxas a serem pagas, os serviços oferecidos, faturamentos, despesas, lucro médio de cada microfranquia, avaliar os investimentos, retornos e o risco do investimento. O contato com microfranqueados da rede é indispensável, buscando e confrontando informações para tomar decisões apropriadas.

Diversas vantagens são encontradas nas microfranquias, dentre elas podemos citar a associação com uma marca consolidada e testada no mercado, redução do tempo de implantação, menor risco, acesso a métodos profissionais de gestão, treinamentos, manuais e outros.

O investidor pode selecionar a microfranquia desejada dentre as 336 marcas disponíveis no mercado,  que contam com 12.561 unidades distribuídas no país. O estado de São Paulo detém 53% das marcas e o estado do Paraná, em segundo lugar, detém 8,63% destas. O segmento de Negócios, Serviços e Conveniência está em primeiro lugar no ranking de microfranquias, com 53 marcas, correspondendo a 15,8% do total destas. Em segundo lugar vem o segmento de Educação e Treinamento, com 51 marcas, correspondendo a 15,2%. Beleza, Saúde e Produtos Naturais está em terceiro lugar, com 41 marcas, 12,2% do total. Comunicação, Informática e Eletrônicos, com 37 marcas, se apresentando em quarto lugar, com 11% do total.


As informações referentes ao ano de 2012 serão anunciadas no primeiro trimestre de 2013.


quinta-feira, 1 de março de 2012

ABF apresenta as 15 franquias mais baratas

Levantamento feito pela associação mostra 15 exemplos de franquias nas quais o investimento iniciam em R$ 4,5 mil

Foto: Dreamstime
Cada vez mais empreendedores querem investir em um negócio próprio, mas não tem todo o capital para abrir uma franquia. Hoje, existem marcas que oferecem oportunidades de negócio com valores bem baixos. Vale lembrar que não existe fórmula mágica: baixo investimento também exige trabalho duro e pode demorar a dar resultados. 

A Associação Brasileira de Franquias fez um levantamento das franquias mais baratas do Brasil. A lista a seguir traz quinze exemplos de franquias que exigem investimentos entre 4,5 mil e 10 mil reais para começar a negociar. Todas as informações foram fornecidas pela ABF, com base no seu banco de dados de quase mil redes associadas. O valor não inclui instalações, materiais específicos e taxas adicionais cobradas pela franqueadora. Por isso, o investimento inicial fica, sem dúvida, acima deste preço e depende de negociação entre o franqueado e a rede.


Auto Spa Express: R$ 4,5 mil
A Auto Spa Express presta serviços de estética automotiva e lavagem ecológica de carros em domicílio. Uma franquia deste tipo pode funcionar apenas com o próprio franqueado operando e fazendo as lavagens. O investimento parte de 4,5 mil reais. Vale lembrar que a empresa cobra ainda taxas mensais, como a de royalties.


RH Franquia Online: R$ 5 mil
A rede especializada em Recursos Humanos online segue a tendência de home office, que diminui os custos de implementação, e exige um investimento inicial que varia de 5 mil reais a 15 mil reais, segundo dados da ABF, Do franqueado é exigido, apenas, um computador com acesso à internet, telefone e impressora. Atualmente, a RHF Talentos possui 14 unidades em nove estados. Entre os serviços oferecidos está a inclusão de currículos e empresas no portal, treinamento para entrevistas, divulgação de prestadores de serviços e apoio jurídico.


Light Depil: R$ 6 mil
A rede inaugurada em 2010 conta hoje com 25 unidade que oferecem tratamento de fotodepilação, baseado na tecnologia de luz pulsada, em um formato delivery. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising, abrir uma unidade da franquia custa 6 mil reais. O kit inicial recebido pelo franqueado dá direito a um aparelho de depilação à luz pulsada, um aparelho elétrico para cortar pelos, dois uniformes e treinamento inicial.


Acquazero: R$ 6 mil
Criada em 2009, a rede de lavagem de carros Acquazero usa produtos biodegradáveis e certificados pela ANVISA para cuidar dos veículos. Segundo a rede, em uma lavagem são usados menos de 300 mililitros de água para dissolver os produtos. Hoje são mais de 40 unidades em funcionamento e a previsão é terminar o ano com 100. De acordo com a ABF, a franquia custa a partir de 6 mil reais e pode chegar a mais de 85 mil reais.


Medis Odonto Médica: R$ 7 mil
Com 20 unidades, a rede especializada em distribuição de produtos odontológicos oferece a seus franqueados o sistema de atuação em casa. Segundo a ABF, abrir uma franquia da Medis custa a partir de 7 mil reais, podendo chegar a 30 mil reais. A rede, inaugurada em 1998, começou a atuar no franchising em 2010 e fatura uma média de 2,1 milhões de reais por ano. A franqueadora estima o prazo de retorno do investimento inicial em 12 meses e exige a contratação entre dois e cinco funcionários, a depender do tamanho da unidade.


Zets: R$ 7,2 mil
A rede permite ao franqueado montar uma loja eletrônica, com o layout e nome que preferir. O interessado recebe o valor da comissão que suas vendas gerarem. São mais de mil produtos disponíveis para venda que vão desde artigos de informática e eletrônicos a produtos para bebês. O dono da loja ligada à rede precisa, apenas, captar os compradores e tem a liberdade de definir os produtos, descontos e divulgações da empresa. A parte burocrática de entrega, controle do estoque e da parte financeira da loja virtual ficam a cargo da franqueadora.
Atualmente, a Zets conta com 175 franquias com um investimento inicial de 7,2 mil reais.


Carrinho Chopp Brahma: R$ 7,5 mil
A marca Carrinho Chopp Brahma é uma das franquias coordenadas pela Ambev, que cuida também da recente Nosso Bar. A franquia consiste em um carrinho para venda de cerveja que pode ser levado para vários lugares, como os de sorvete nas praias. O investimento começa, segundo informações da ABF, em 7,5 mil reais, mas pode passar de 35 mil reais.


Tutores: R$ 7,5 mil
A franquia especializada em reforço escolar, fundada em 2007, com 121 unidades pelo país, atende alunos com dificuldade de aprendizado do ensino regular, além de jovens e idosos com limitações em informática e idiomas. De acordo com a ABF, o custo para abrir uma franquia da Tutores fica entre 7,5 mil e 20 mil reais. Os interessados devem preencher uma ficha de inscrição presente no site da rede, bem como responder a um questionário de avaliação. Em seguida, passam por uma entrevista para aprovação, escolhem os locais de atuação, pagam a taxa de franquia e passam por um treinamento inicial.


Doutor Faz Tudo: R$ 7,5 mil
É uma franquia de reforma e manutenção rápida de imóveis e faz parte do portfólio do grupo Zaiom, especializado em microfranquias. É uma opção de negócio para engenheiros, arquitetos, eletricistas e encanadores. Hoje, são mais de 100 franquias pelo país e o investimento começa em 7,5 mil reais e pode ultrapassar os 20 mil reais.


Home Angels: R$ 7,5 mil
A franquia de cuidados para pessoas, que faz parte do Grupo Zaiom, pode ser instalada em casa, no modelo home-based. O franqueado pode começar com poucos funcionários e aumentar a equipe conforme a necessidade de atendimento. O investimento vai de 7,5 mil a 20 mil reais.


Amigo Computador: R$ 7,5 mil
É uma franquia de manutenção de computadores e redes. São mais de 20 franqueados que trabalham no esquema home-based e atendem os clientes em casa mesmo. A marca faz parte do grupo Zaiom, especializado em microfranquias. A rede atende problemas de computadores em residências e pequenas empresas. De acordo com os dados da ABF, o investimento vai de 7,5 mil e 20 mil reais.


Disk Manicure: R$ 8 mil
Criada pela estilista Renata de Barbosa Ingold Boudon, a rede Disk Manicure oferece serviços de manicure e pedicure em domicílio em oito estados. A abertura da empresa surgiu da necessidade de Renata por um serviço mais higiênico e personalizado. O investimento para começar, segundo a ABF, é de 8 mil reais, mas pode ultrapassar 15 mil reais, conforme a região.


Magic Up: R$ 10 mil
A Magic Up defende que qualquer um pode aprender a fazer mágica. A rede oferece acessórios de demonstrações simples, que vem em caixas individuais, e kits mais completos, com manuais e DVDs que ensinam detalhadamente a realizar cada uma das mágicas apresentadas. São seis anos no mercado brasileiro e seis unidades (duas franquias e quatro lojas próprias). Os interessados em adquirir uma franquia da Magic Up desembolsam 10 mil reais, segundo a ABF, e recebem um treinamento oficial dos produtos e podem optar por dois tipos de lojas. Uma delas é voltada para as classes A e B, e costuma vender artigos de magia e artefatos para poker. A outra, direcionada ao público B, C e D, vende produtos de entretenimento, como quebra-cabeças.


Limpidus: R$ 10 mil
Com 96 unidades espalhadas pelas principais cidades do país, a rede especializada em serviços de limpeza está há mais de 30 anos no mercado. A franqueadora oferece 12 planos de franquia para quem deseja abrir um negócio que garantem um faturamento entre 1 mil e 75 mil reais. De acordo com a ABF, o custo para abrir uma franquia Limpidus vai de 10 mil a 250 mil reais. Conforme a quantidade de dinheiro aplicada para abrir a franquia, a Limpidus entrega os primeiros clientes ao franqueado – a quantidade e o tamanho deles varia conforme o investimento.


Fale Globish: R$ 10 mil
Lançada no ano passado, a Fale Globish é uma franquia especializada no ensino de inglês. O foco da rede é crescer com a chegada da Copa do Mundo e das Olímpiadas ao Brasil. Ainda bem recente, a rede conta com poucas unidades. O investimento mais baixo é de 10 mil reais, pelos dados da ABF, mas pode chegar a 20 mil reais.


Fonte: Revista Exame

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ex-morador de rua vira empresário e fatura R$ 100 mil ao mês

Depois de falir e morar nas ruas, empresário deu a volta por cima e tem 340 microfranquias

Por: Patrícia Basilio
Foto: Eduardo Anizelli

Marcelo Ostia é exemplo de superação
A primeira empresa de Marcelo Ostia,31, faliu. Vindo do interior de São Paulo para a capital, ele sobreviveu com R$ 4 por dia. Alugou vaga de estacionamento, mesmo sem ter carro, para fugir da violência das ruas. No inverno, tomou banho em um tanque de lavar roupas de uma indústria e, por isso, era vítima de gripes frequentes. Conseguiu se reerguer: hoje é empresário com loja própria e 340 microfranquias. 

Confira abaixo o depoimento do empresário concedido à Folha

*
Descobri que havia nascido para trabalhar com confecção aos sete anos, quando ganhei uma camiseta do Batman e fiquei curioso para saber como ela havia sido feita.

Aos 18 anos, confirmei a teoria ao abrir uma empresa de estamparia de roupas em Itu [a 101 km de São Paulo], cidade onde moro hoje. Ganhei muito dinheiro [com o negócio], mas como era "filho de papai", não soube aproveitar a oportunidade. 

O empreendimento chegou ao fim quando tomei calote de R$ 4.500 de um dos clientes e fiquei no vermelho. Para microempresas, qualquer perda é um grande prejuízo. 

Falido e desempregado, fui para São Paulo com R$ 50 para vender peças personalizadas e reerguer minha vida financeira. Durante um mês, sobrevivi com R$ 4 por dia.

Para não dormir na rua, aluguei um estacionamento no Brás (centro de São Paulo). Não tinha carro, mas usava a vaga para descansar. Era uma forma de me proteger da violência nas ruas. Dormia sobre um cobertor velho e usava camisetas com defeito como travesseiro. 

Durante o inverno, tomava banho no tanque de uma fábrica sem xampu nem sabonete. Sentia frio e pegava gripe com muita facilidade.

No começo da noite, vagava pelas ruas para evitar o barulho do entra e sai de carros no estacionamento.

TAPA NA CARA
 
A minha vida mudou quando tomei um "tapa na cara" do destino: recebi uma blusa usada de representantes da prefeitura em uma campanha que dá roupas a pessoas carentes. Eu, que vendia peças novas, aceitei uma antiga. 

Era com essa camiseta que me cobria enquanto dormia no estacionamento. Três meses depois de chegar a São Paulo, a mãe de um colega me chamou para morar com ela e deixar as ruas. 

Era uma muçulmana de quem até hoje só consegui ver os olhos [por causa da vestimenta]. Fico triste por saber que, se encontrá-la, não a reconhecerei para agradecer o que ela fez por mim e pela minha carreira. 

Os planos na capital foram interrompidos quando soube que minha namorada, em Itu, estava grávida. Voltei ao interior disposto a ser empregado para criar o bebê.
Fiquei três meses distribuindo currículo e consegui emprego como auxiliar administrativo em uma fábrica. Mas a alegria não durou muito. Um salário mínimo não foi suficiente para sustentar a minha filha. 

RECOMEÇO
 
Para complementar a renda, voltei a vender camisetas personalizadas em um portal de compras. Foi um recomeço em 2004. 

Meu interesse de infância em empreender foi atiçado, apesar de ter falhado na primeira tentativa. Juntei R$ 300 e montei um site para mostrar e vender as peças. A ideia deu frutos e, depois de um ano, transformou-se no site Camisetas da Hora. Deixei de ser empregado.
Hoje vendo cerca de 8.000 camisetas por mês e tenho faturamento mensal de R$ 100 mil, loja própria em um shopping na cidade de Itu e 340 microfranquias distribuídas pelo Brasil.

A minha meta como empreendedor é chegar a mil microfranquias no país, exportar as peças e ser reconhecido como o maior empresário de camisetas do mundo.
Minha história fez toda a diferença para o sucesso como empreendedor.
As dificuldades me fizeram ser uma pessoa melhor e mais humilde, compreensiva e paciente. A camiseta usada que ganhei na campanha está hoje emoldurada e pendurada em uma das paredes da empresa. 

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ambev cria modelo popular de franquia

Investidores do Nosso Bar contarão com estrutura da marca para gerir negócio.


A Ambev criou o Nosso Bar, um modelo de franquia destinado a micro e pequenos empreendedores. O negócio demanda um investimento inicial a partir de R$ 28 mil e pretende incentivar a classe média a apostar neste segmento. As operações serão iniciadas em São Paulo e a previsão é que o retorno do investimento seja alcançado em até 20 meses.
O projeto Nosso Bar é uma opção popular para regiões urbanas, periferias e centros de grandes cidades e permitirá ao proprietário a escolha do nome e o tipo de cardápio que será servido. O investidor contará ainda com a estrutura da Ambev, incluindo a padronização visual dos materiais de divulgação, programa de capacitação para gerir o negócio e atendimento periódico dos consultores da rede.
Fonte: Mundo do Marketing