quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Em São Paulo, empresas não podem mais cobrar pelo agendamento da entrega



Especialista em consumo explica as mudanças na Lei da Entrega.
Consumidor pode optar por melhor data e horário, sem custo adicional.

do G1 Mogi da Cruzes e Suzano
Comente agora
Uma nova lei estadual alterou as regras para entrega de produtos. Além de fixar a data e o turno em que o produto será entregue, as empresas de comércio online não podem mais cobrar valores adicionais do consumidor para realizar o agendamento da entrega. Esta prática é comum entre os estabelecimentos de varejo online.
As mudanças foram sancionadas pelo governador Geraldo Alckmin no dia 7 de fevereiro.
O administrador Vinícius Prado faz compras pela internet pelo menos três vezes por semana de produtos pessoais ou para a empresa de informática onde trabalha. Segundo ele, o preço cobrado para o agendamento da entrega pelas empresas de varejo online chegava a ser abusivo. “Sempre comprei com agendamento, mas isso acaba atrapalhando no preço final, se eu compro um livro com um preço menor, o preço do agendamento sai 50 reais, às vezes 80 reais, dependendo do dia e do horário, e isso acaba não compensando", comenta.
O colega de trabalho de Vinícius, Patrick Fernandes da Silva, técnico em informática, salienta que quando a entrega agendada não era encomendada, os horários em que o produto chegavam dificultavam o recebimento. "Muitas vezes eles deixam para entregar no final da tarde”, disse. “Um perfume que comprei chegou aqui por volta das 20h."
A nova medida afeta diretamente o comércio eletrônico, que cresce a cada dia. Segundo o especialista em consumo Dori Boucault, o consumidor poderá escolher o dia e o turno da entrega do produto, sem a taxa de entrega cobrada anteriormente por este agendamento. “Na prática, temos três turnos. Da manhã, das 7h às 12h, da tarde, das 12h às 18h, e da noite, das 18h às 23h”, disse.
Ainda de acordo com Boucault, as empresas que estão sediadas em outros estados também devem cumprir a nova norma paulista. “Os outros estados que forneçam produtos para o Estado de São Paulo têm que se adequar e obedecer quando transitam em São Paulo”, disse.
A mudança na lei também auxiliou o serviço de entrega. De acordo com a proprietária de uma empresa de entrega de varejo online, Kelly Regina Toledo, a mudança na Lei da Entrega acabou facilitando o serviço. A empresária conta que seu estabelecimento não vende os produtos, sendo responsável apenas pela destinação aos consumidores do Alto Tietê. Cerca de 200 entregas são feitas por dia só em Mogi das Cruzes . “O difícil hoje é trabalhar com alguns produtos agendados e outros não. Isso dificulta porque encarece e dá mais trabalho. Se trabalharmos com todas as entregas agendadas, vamos seguir sempre uma rotina e, no fim, para a gente não mudaria nada”, conta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Venda de cosméticos gera bons negócios no Espírito Santo



Microempreendedora Individual busca ajuda do Sebrae para expandir
Gabriel Xibli
Vitória – Coragem é um dos requisitos essenciais para um empreendedor de sucesso e uma característica de uma jovem empresária bem-sucedida atendida pelo Sebrae no Espírito Santo. Fã de cosméticos, Cintia Mattos tem 29 anos e é moradora do município de Cachoeiro do Itapemirim. Ela trabalhava como auditora-geral em uma empresa, mas percebia que o seu futuro estava bem longe dos escritórios. Há quase quatro anos, decidiu começar a atuar na área em que mais gostava - foi aí que nasceu a loja de cosméticos Morena Rouge.

“Eu comecei a juntar dinheiro. Nunca pedi empréstimo por não ter a certeza de obter um retorno com esse tipo de negócio, mas eu via o mercado da beleza crescendo e percebi a oportunidade de investir, mesmo que na época o mundo vivesse uma crise. Isso tudo me fez pensar na melhor maneira de começar o meu negócio”, diz.

Por conta da incerteza do sucesso, Cintia queria começar como Microempreendedora Individual (MEI) pelos incentivos prometidos para a categoria. Na época, a lei do MEI ainda não havia sido aprovada, o que fez com que Cintia esperasse um pouco mais para começar a empreender. “Eu sempre lia jornais e revistas, assistia aos noticiários, aguardando o momento em que a lei fosse aprovada. Certa vez, consultei o site do governo federal e vi que a lei havia sido sancionada. Então, logo no dia seguinte, eu corri para o Sebrae da minha região a fim de procurar informações sobre como deveria proceder para tornar-me uma Microempreendedora Individual. Creio que fui uma pioneira na cidade”, afirma.

A empresária começou vendendo cosméticos em sua loja e contava com um empregado. No planejamento traçado em conjunto com o Sebrae no estado estava previsto um crescimento em torno de dois ou três anos. Mas Cintia teve uma surpresa. “Meu faturamento aumentou muito e bem antes do prazo estipulado pelo Sebrae. No início, faturava um valor e, menos de dois anos depois, o valor triplicou. Eu não estava preparada para administrar uma empresa com um faturamento daquele, então comecei a participar de palestras, cursos, oficinas e consultorias do Sebrae. Devo ter feito entre dez e 12 capacitações e não pretendo parar”, enfatiza.

Hoje, Cintia é uma das beneficiadas pelo Simples Nacional e já está em processo para tornar-se prestadora de serviços. Além disso, dá aulas de maquiagem profissional no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) da sua região e possui um site que utiliza para vender os seus produtos para todo o território nacional.

A empresária conta ainda que, quando começou a focar em prestação de serviços de maquiagem, cursos e editoriais, o mercado se expandiu de forma generosa. “Recebo alunos de vários estados do Brasil, como Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, que me procuram em Cachoeiro para fazer curso de maquiador profissional. Tenho ministrado palestras para grandes empresas como Unimed, Foz, Hospital Evangélico, Mameri Rochas, entre outras, além de sempre prestar serviço no Projac (Globo RJ). Além disso, participo há três anos da Feira do Mármore e Granito como expositora, alertando as mulheres sobre a importância da imagem nos negócios e como maquiadora, cuidando pessoalmente da equipe de organização da Feira”, conta.

Serviço:
Assessoria de Comunicação Sebrae/ES
Karla Monteiro
Sayonara Lacerda
Ayanne Karoline / Gabriel Xibli
Tel: (27) 3041.5613/ 5515
E-mail: karla.fonseca@es.sebrae.com.br
www.es.agenciasebrae.com.br
Twitter: @sebraees
Facebook: www.facebook.com/sebraees
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E as lojas virtuais fecham no carnaval?

O Carnaval é a maior festa popular do país.
Nesses dias de folia carnavalesca, muitos estabelecimentos comercias fecham as portas. Lojas de rua geralmente funcionam no sábado e reabrem na quarta-feira de cinzas. Lojas de shopping e supermercados adotam horário especial.  E e as lojas virtuais, fecham?

O blog Comércio Varejista do Sebrae foi atrás dessa resposta e conversou com o Clubinho de Ofertas. Confira as respostas e as dicas.

credito:sxc.hu

O ecommerce fecha no carnaval?
Não, as lojas virtuais não fecham.
"A loja está sempre aberta. O que para muitos comerciantes tradicionais, com certeza, é um sonho. Quem tem negócio sabe: quanto mais tempo aberto, melhor. A diferença é que aqui, no ambiente online, quem fica trabalhando a todo vapor são os computadores do integrador de pagamentos, dos bancos, das operadores de cartão de crédito entre outros." diz Eduardo Marques do Clubinho. E, completa "a equipe consegue se revezar e ficar em esquema de plantão. Mas já é nosso segundo carnaval e estamos tranquilos. Preparamos um monte de ofertas legais que entrarão no Carnaval. Aqui a gente para mas não para, entende?"  

Nessa época festiva as vendas são maiores ou menores?
Para o clubinho de ofertas, essa época vende um pouco menos "Mas, comparando aí com boa parte do comércio de rua, por exemplo, o que importa é que vendemos. E qualquer dinheirinho a mais já ajuda na manutenção do negócio. Voltamos na quinta com o caixa um pouquinho mais cheio. "

Confira as dicas desse varejista virtual para os negócios online em dias de folia:
- Deixar boas ofertas programadas para estes dias de folia. Quem disse que folião não acessa internet?
- Deixar o Facebook com bons posts programados. E, como se trata de uma rede social muito viva, estar sempre que possível postando uma informação legal ou imagem de crianças brincando o carnaval e temas afins.
- Ter sempre equipe de plantão para atendimento;

Conheça os mercados emergentes no ecommerce

imagem: emarketer.com
As vendas varejistas na internet em todo o mundo alcançaram pela primeira vez um trilhão de dólares em 2012, segundo estudo de uma empresa de pesquisa de mercado divulgada na terça-feira, que colocou os Estados Unidos na primeira posição e apontou um forte crescimento do "e-commerce" na China.

A pesquisa do eMarketer diz que o comércio eletrônico varejista cresceu 21,1% e superou um trilhão de dólares. Segundo a empresa de análise, este segmento crescerá 18,3% em 2013, puxado pela Ásia.

O eMarketer informou que a América do Norte se manteve em 2012 como a região com maior volume de comércio eletrônico, com 364 bilhões de dólares em vendas, 13,9% a mais que no ano anterior.

Em 2013 a região Ásia-Pacífico se delineia como líder no comércio eletrônico, com um crescimento previsto de 30%, o que elevaria as vendas a 433 bilhões de dólares.

As vendas pela internet nos Estados Unidos alcançaram 343 bilhões em 2012, segundo as estimativas do estudo, seguidas pelas vendas no Japão, com 127 bilhões, Inglaterra com 124 bilhões e China com 110 bilhões.

Em 2013 a China passaria a ocupar o segundo lugar em vendas pela internet graças a um crescimento que a empresa norte-americana estima em 65% no ano, a 181 bilhões de dólares.

Os Estados Unidos continuarão ocupando o primeiro lugar, mas seu crescimento será mais lento, de 12%, equivalente a 384 bilhões de dólares.

"O gasto médio por usuário é mais baixo na China" e atingirá "670 dólares este ano", segundo o eMarketer. "Contudo, o crescimento (do número) dos consumidores digitais na China é assombroso. O país quase duplicará a quantidade de pessoas que compram bens pela internet entre 2012 e 2016", acrescentou.

A informação que o eMarketer utiliza para a elaboração desses dados inclui as vendas no varejo, a venda de viagens e os downloads pagos feitos por qualquer canal digital, excluindo apostas e a venda de ingressos pela internet

fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ótica de Rondônia inova e lança a própria marca



Sob orientação de programa do Sebrae, empresa já sente a diferença no faturamento
William Jorge Heron
Divulgação
A Ótica Cristal agregou novos produtos com sua marca
A Ótica Cristal agregou novos produtos com sua marca
 Porto Velho - No mercado há 19 anos e tendo como diferencial o próprio laboratório de oftalmologia, a Ótica Cristal, de Ji-Paraná (RO), obteve importantes avanços nos últimos meses, principalmente com a ajuda do programa Agentes Locais de Inovação (ALI), do Sebrae em Rondônia.
Por meio do programa que ajuda empresas a adotarem medidas inovadoras, a ótica ampliou instalações e diversificou produtos e serviços com a venda de acessórios, a exemplo de relógios e bolsas. De acordo com os proprietários, a empresa se destaca por ter seu próprio laboratório, que garante agilidade na execução dos serviços técnicos e também na qualidade Dos produtos, o que ajuda a atrair mais clientes.

Em funcionamento desde 1999, a Ótica Cristal é um empreendimento familiar que tem obtido sucesso em gestão, planejamento, investimento e produtos. Ao valorizar a marca, hoje impressa nos próprios artigos como armações e lentes solares, “assegura aos clientes qualidade nas peças, design moderno e preço acessível”, diz a proprietária Clemilda Pires de Souza Fidelis.

A empresária ressalta ainda que aprendeu muito nesses últimos meses - principalmente que o nome da loja deve ser marcante. “As marcas dos fornecedores também são importantes, mas utilizar nosso nome nos produtos é uma experiência muito boa. Os clientes aceitaram bem a ideia e eu, os resultados”.
Serviço:
Agência de Notícias do Sebrae em Rondônia - (69) 3217-3829 / (69) 3321-3296
www.ro.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Quanto é preciso para abrir um negócio

É fundamental se planejar e antever quanto será necessário para abrir o seu negócio. Confira a dica do presidente nacional do Sebrae, Luiz Barreto. Assista o vídeo no nosso blog. Fonte: Você S/A

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Classe C impulsiona negócios de produtos com preços mais baixos



Empresários relatam estratégias para reduzir custos e preços.
Cliente da classe quer mais qualidade e pagar menos por ela, diz consultor.

Do PEGN TV
10 comentários
O varejo popular para atender a nova classe C em crescimento é uma das tendências de bons negócios para 2013.  A expansão de consumo da chamada nova classe média impulsiona o mercado de lojas de comércio com produtos a preços mais populares.
O empresário Adriano Sandi percebeu o poder de consumo da classe C e fez o que ela mais quer: baixou os preços.
“A gente terceirizou toda a produção, com empresas que já estão no mercado, e eu tirei esse custo fixo, o nosso preço do sapato reduziu”, explica Sandi.
A loja oferece 400 modelos de sapatos. Com salto alto, baixo, sandálias, botas, muitas cores e estilos, além de bolsas e carteiras. O estabelecimento recebe mais de 500 clientes por final de semana.
“A classe C é a bola da vez, então com mais variedade a gente consegue atingir mais classe C e crescer mais,” diz o empresário.
O investimento para montar uma loja deste tipo é de cerca de R$ 250 mil. O dinheiro vai para estoque, reforma e capital de giro. E o faturamento médio é de R$ 95 mil por mês.
Em 5 anos, preços caem 30% em loja
O empresário Carlos Teixeira também está satisfeito com a aposta na classe C. Ele vende cortinas, tapetes e acessórios. Nos últimos cinco anos, os produtos ficaram 30% mais baratos, já descontada a inflação, o que estimulou o consumo.
“Em função da entrada do produto importado, acabou baixando o preço no geral, inclusive do produto nacional”, diz o empresário.
Na frente da loja, promoções são anunciadas para fisgar quem passa. Dentro, mais de 100 modelos. Cortina a R$ 69, tapete por R$ 9. Tudo podendo ser parcelado em até 6 vezes.
O investimento para montar uma loja deste tipo é de R$ 150 mil, incluindo reforma do espaço e estoque. A empresa vende 200 peças por mês.
Teixeira pensa agora em abrir mais uma loja.  “A classe C tem crescido muito e nós não estamos podendo deixar passar essa oportunidade para crescer também”, diz o empresário.
Loja de jeans fabrica 90% do que vende
o próprio Os irmãos Tufic e Antoine Bordokan também focaram no comércio popular e vendem roupas feitas com o tecido mais popular do planeta: o jeans.
“Na verdade, todo mundo usa o jeans, criança, adulto, mulher, homem. Inclusive entrou na moda, tem muito desfile com o jeans hoje em dia”, diz o empresário.
Os irmãos produzem e vendem calças, bermudas, shorts e saias em jeans. Os empresários produzem 90% do que vendem, eliminando intermediários e derrubando os custos.
Para conseguir vender a preços baixos, a fábrica foi planejada para economizar. Os empresários só compram matéria prima em quantidade e à vista para ter descontos. E na hora de riscar os modelos, eles fazem cálculos para não ter desperdício. Já o corte e costura do jeans são terceirizadas. A loja chega a atender mais de mil clientes por dia.
Para o consultor Nilson Hashizumi, o cliente da classe C é conhecido como “consumidor mais por menos.” Quer mais qualidade e pagar menos por ela.
“É um consumidor muito parecido com todos os outros só que na medida em que ele percebe o quanto é mais difícil ganhar, o quanto foi suado chegar numa condição de melhor consumo ele acaba se tornando mais exigente naturalmente em relação aos produtos aos serviços que ele vai acessar”, diz Hashizumi.
Segundo Ibope, em 2013, a nova classe média brasileira vai gastar mais de R$ 42 bilhões com artigos para casa e vestuário.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vendas de shoppings no Brasil crescem 10,6% em 2012


Número de inaugurações de shoppings no país foi o maior em 13 anos. 
Ao todo, empreendimentos do país têm 83.631 lojas. 


Do G1
Comente agora
País fechou o ano com 457 shoppings, em 165 cidades

Os shopping centers brasileiros devem registrar aumento de 12% nas vendas em 2013, afirmou nesta quinta-feira (31) a associação que representa o setor no país, Abrasce. Em 2012, as vendas dos shoppings cresceram 10,65%, somando R$ 119,5 bilhões, abaixo da previsão da entidade, de alta de 12% ante 2011.
"A performance de 2012 pode ser explicada pelo baixo índice de desemprego, aumento da massa salarial e crédito que continuam em níveis apreciáveis", afirmou, em nota, o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, em comunicado.
No período de Natal, o mais importante para o varejo, as vendas cresceram cerca de 15% sobre um ano antes, segundo a entidade.
Novos shoppings
Em todo o ano passado, foram inaugurados 27 empreendimentos no país ante a previsão da Abrasce de 28 novos projetos em operação. Segundo a entidade, o número de shoppings inaugurados em 2012 foi o maior dos últimos 13 anos.
Com isso, o país fechou o ano com 457 shoppings, em 165 cidades. Nos empreendimentos, a Abrasce calculou a existência de 83.631 lojas, 2.587 salas de cinema e 694 mil vagas de estacionamento.
Dos novos shoppings inaugurados em 2012, 16 estão na região Sudeste. A maior parte foi construída em municípios com entre 101 mil e 500 mil habitantes, sendo que apenas oito estão em capitais. O tamanho médio dos empreendimentos é de 31 mil m² de área bruta locável. Dos shoppings existentes ao final de 2012, no entanto, 51% estão localizados em capitais.