sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

7 documentos que sua empresa deve ter sempre em dia

Irregularidades no CNPJ e alvará, por exemplo, podem levar até ao fechamento do negócio

Foto: Divulgação

São Paulo - A burocracia para abrir um negócio exige que o empresário esteja atento a uma série de detalhes, documentos, registros e taxas. Porém, depois de consolidada a empresa, ainda é preciso ficar de olho em diversas papeladas. 

Como destaca a consultora jurídica do Sebrae-SP, Sandra Fiorentini, há documentos que precisam estar à disposição da fiscalização. “Caso o empreendimento não esteja com tudo em dia, pode ser autuado e correr o risco de receber uma multa ou até ter a empresa fechada”. 

De acordo com o professor de Administração da ESPM Adriano Gomes, alguns desses dados são específicos ao ramo de atuação da empresa. “Depende do setor ao qual a empresa está ligada. Aquelas relacionadas a cosméticos, por exemplo, precisarão de licenças especiais na Anvisa. Dependendo do tipo de mercadoria a ser comercializada, é necessária uma autorização do Exército e das Polícias Federal e Civil.” 

Veja quais são os documentos que não podem faltar a todo negócio, desde licenças de funcionamento até documentos contábeis e fiscais. 


1) Alvará 

É a autorização que toda empresa tem para funcionar e obedece a critérios municipais. “Para conseguir a autorização, é preciso verificar se o local do imóvel está regularizado, se há o habite-se, se as planta está regularizada junto à prefeitura, se a lei de zoneamento permite determinada atividade naquela região”, esclarece Sandra. 

O alvará deve ser renovado periodicamente, o que também varia em cada cidade – em algumas o prazo é de 1 ano, em outras, de 2 anos. Isso é resolvido junto à cada prefeitura. “Sem o documento, a empresa pode ser fechada a qualquer momento." 

2) CNPJ 

O Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica é essencial e funciona como um RG da empresa. “Sem ele não é possível fazer nada, nem mesmo emitir nota fiscal. Além disso, a falta deste documento dificulta a compra e venda com outras empresas”, explica a consultora. Qualquer débito em aberto junto à Receita Federal, como a ausência de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, pode levar à suspensão ou restrição do CNPJ. 

3) Inscrição estadual e municipal 

Toda empresa de comércio ou indústria precisa ter um cadastro junto à Secretaria de Fazenda do seu estado. No caso das prestadoras de serviço, este registro deve ser feito pelo município. Os motivos que levam a restrições nesta documentação são semelhantes aos do CNPJ, porém, na esfera estadual e municipal. “Basta fazer uma consulta no site da secretaria local e verificar como está a situação da indústria ou comércio. Caso haja irregularidades, basta procurar o órgão para verificar como sanar o problema”, destaca a consultora do Sebrae/SP. 

4) Relação Anual de Informações Sociais 

A Rais, ou Relação Anual de Informações Sociais, diz respeito à contratação de pessoas e controla as atividades trabalhistas no país. A entrega do documento é obrigatória todo ano, mesmo que não haja contratações. A única excessão são empreendedores individuais, que estão dispensados da entrega. 

A relação pode ser enviada pela internet, no site do Ministério do Trabalho e Emprego. Em caso de ausência, a empresa é multada. A taxa é calculada pelos dias de atraso, levando em consideração a quantidade de empregados omitidos – até 30 dias, o valor por empregado é de 4,47 reais, e aumenta conforme o tempo. 

5) Cadastro Geral de Empregados e Desempregados 

O Caged, ou Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, é a forma pela qual o Ministério do Trabalho controla quem foi demitido e admitido. No site do órgão é possível preencher o formulário. Em caso de não entregar o documento, o empresário precisa justificar e também está sujeito a uma multa. 

6) Livros 

Toda empresa deve manter documentos que registram as atividades contábeis no local. São os livros diário, razão, entradas e saídas. Como explica o professor da ESPM, no primeiro devem constar todas as movimentações dentro da empresa, como compras, vendas, pagamentos e recebimentos. O livro razão enumera por tipo de pagamento (banco, caixas ou fornecedores) as movimentações. Entradas e saídas dizem respeito às compras de estoque e vendas de produtos realizadas. “Esses balanços são normalmente cedidos à fiscalizações e não podem se contradizer”, diz Gomes. 

7) Guias 

Também deve estar na mão a Guia de Recolhimento do FGTS (Gefip). Ela deve ser entregue mensalmente e pode ser preenchida no site da Receita Federal. Basta informar os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e os valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores. Outro documento importante é a Guia da Previdência, que comprova o pagamento anual da Contribuição Sindical Patronal e também deve estar sempre em dia. 

Fonte: Revista Exame

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PayPal disponibiliza, com exclusividade para o Brasil, o portal Empreendedor digital

Site orienta o empreendedor sobre os caminhos para posicionar seus produtos no mercado eletrônico

Texto: Camila Alencastro
Foto: Divulgação


Não é novidade que o e-commerce tem dominado o mercado consumidor, desde bens até serviços. E no Brasil, não seria diferente. Desde o final da década de 90, época em que comércio eletrônico chegou por aqui, essa nova modalidade tem crescido de maneira sólida: atualmente, cerca de 23 milhões de pessoas compraram algum item em lojas virtuais nos últimos 12 meses. E como a tendência de todos os setores é o investimento em tecnologia de informação, as lojas virtuais acompanham esse caminho: volume de consumidores e de compras cresceu, em média, de 30% nos últimos cinco anos e deve ser mantido pelos próximos três anos.


O perfil dos usuários da internet tem mudado expressivamente, tendo em vista que o acesso à rede por pessoas das classes C, D e E tem crescido consideravelmente desde 2008. A soma de acessos dessas três classes é maior do que das classes A e B juntas. Apesar dessa mudança no perfil de usuários ainda não ter alçançado as compras eletrônicas, o setor é claramente aberto à novas tendências, inclusão de diversos segmentos na oferta de produtos e serviços online.


Pensando nesse mercado consumidor crescente, o PayPal, empresa conhecida mundialmente pelos negócios de comércio eletrônico, lança o portal Empreendedor Digital, com exclusividade no Brasil. A intenção é instruir os micro e pequenos empresários sobre como entrarem no comércio eletrônico da melhor forma possível, baseado no potencial desse setor e nos exemplos praticados por grandes varejistas que já usam a internet como canal de vendas.


O PayPal Empreendedor Digital oferece dicas, informações, gráficos, dados, cases de sucesso, tudo para auxiliar quem tem interesse em incluir seus produtos no mundo digital. Há conteúdos sobre mercado, produto, platarfomas a serem utilizadas, formas de pagamento de uma loja virtual, logística, marketing e muito mais. Além disso, serão oferecidas conferências online abertas e gratuitas para os usuários cadastrados no PayPal.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Empreendedora goiana faz do talento um negócio

Advogada Larissa Domingues produz lembranças para eventos familiares e corporativos
 
Larissa aplica talento e criatividade em opção rentável de negócio
Goiânia - A inspiração para que Larissa Domingues, advogada, de 26 anos, se tornasse empreendedora veio no período da sua primeira gravidez. Ela conta que realizou diversas pesquisas de mercado para adquirir lembranças de maternidade, porém, percebeu que a preocupação das empresas era mais com o lucro e menos com a qualidade.

“Como sempre gostei de trabalhos manuais, resolvi fazer as lembranças do nascimento da minha filha. Diante dos elogios, recebi alguns convites de parentes para produzir peças para seus eventos e decidi dar início à empresa”, revela. A então advogada e pós-graduada em Direito do Trabalho abriu a Mimos e Lembranças, empresa goianiense há menos de um ano no mercado, na área de produção de lembrancinhas e mesas personalizadas para todo tipo de evento. No início, o empreendimento atendia pedidos familiares.

Logo, a empresa conseguiu resultados positivos. Segundo Larissa, a Mimos e Lembranças tem registrado crescimento de 60% de pedidos por mês. “Com o sucesso dos primeiros eventos, surgiram novos clientes. No começo, recebia apenas propostas e encomendas de Goiânia e regiões próximas. Agora, expandi a produção nacionalmente”, comemora.

As lembranças para maternidade, chá de bebê, chá de fralda, casamentos, chá de panela, chá bar, batizado, bodas e eventos corporativos já são comercializadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Salvador, Palmas, Florianópolis e Brasília. Além de canais de comunicação como telefone e e-mail, Larissa investiu na divulgação dos serviços e produtos da Mimos e Lembranças nas redes sociais. É por meio dessas diversas ferramentas que ela recebe pedidos de produtos e negocia com os clientes.

Consultoria projeta talento

Larissa acredita que o sucesso do empreendimento se deve ao talento que possui para trabalhos manuais. Ela considera importante, ao investir, conhecer a área de atuação e se qualificar para o trabalho. Ao resolver abrir o próprio empreendimento, o primeiro caminho foi procurar os consultores do Sebrae em Goiás para apresentar as ideias e saber os passos para abertura da Mimos e Lembranças.

O caminho trilhado por Larissa deu certo. Ela conseguiu quitar o investimento inicial, que ficou entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, em apenas três meses de atuação no mercado e ainda obteve um pequeno lucro. Agora, com o crescimento registrado, a pretensão é expandir o negócio. “Até o início do segundo semestre já atenderei em um ateliê e vou realizar contratação de mão de obra especializada”, estima Larissa.

Serviço:
Mimos e Lembranças
Contato: (62) 3215-6519 / 9291-6766
Site: www.mimoselembrancas.com.br
E-mail: Larissa@mimoselembrancas.com.br
Facebook: mimoselembrancas

Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Loja de roupas é a preferida na hora de abrir novo negócio

Pelo segundo ano consecutivo, as lojas de roupas lideram a preferência dos mineiros que pretendem ingressar no universo empresarial, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), com base em dados de 2011. Em segundo lugar, vêm as lanchonetes, seguidas dos salões de beleza, que já lideraram a lista.

As escolhas, na avaliação do analista da unidade de atendimento do Sebrae-MG, Wellington Damasceno, devem-se à ideia da maioria dos futuros empreendedores de que tais atividades são simples de administrar e que não exigem investimentos elevados. "Pensamento que pode levar o negócio a fechar em pouco tempo, já que o empresário não toma os cuidados necessários para manter o empreendimento. Muita gente pensa, sei cozinhar bem, vou abrir uma lanchonete", observa.

Ele ressalta que a opção pela área de alimentação tem relação com a demanda, que é necessária e constante. "Mas justamente por serem ideias de negócio muito procuradas, a concorrência é maior. Assim, é necessário ter uma boa administração e diferenciais para se manter no mercado", disse. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), foram abertas 57.278 empresas no ano passado em Minas, queda de 1,8% em relação a 2010.
A loja de roupa também foi a campeã entre as dez ideias de negócio mais procuradas em 2010. "A lista não muda muito de um ano para o outro. Os ramos de comércio e serviços são sempre os mais procurados, com cerca de 70% do total das solicitações", diz.

Damasceno lembra que o artesanato ocupou a segunda posição em 2010. "Acredito que o artesanato foi fruto de uma curiosidade com relação ao ramo", diz. O levantamento do Sebrae foi feito a partir do número de downloads das cartilhas da série Ponto de Partida, no site da entidade. No ano passado, foram 14 mil downloads. Os manuais trazem informações sobre abertura de empresas em diferentes segmentos.

Consumo em alta coloca setores na vitrine do mercado

As irmãs Márcia Gontijo Nascimento e Rosa Maria Gontijo Nunes optaram pelo segmento da moda e abriram a pronta-entrega Entrevê, no Barro Preto, região Centro-Sul da capital mineira, de olho no crescimento do consumo no país, principalmente das classes C e D. Márcia afirma que não se arrepende.

"Eu abriria uma loja de roupas hoje. Vale a pena porque é um ramo que eu gosto. Aliás, sempre gostei. Minha mãe era costureira de alta-costura, cresci em meio disso, daí o motivo para trabalhar com roupas. Minha sobrinha, por exemplo, também seguiu a tendência e, hoje, tem uma confecção. Ela também revende para nossa loja", conta.

O segmento de alimentação, uma das áreas que lideraram a preferência dos possíveis empreendedores mineiros no ano passado, de acordo com o Sebrae-MG, foi a escolha de Carlúcio Murta Maia. Ele é proprietário da lanchonete Doce Meu, no centro de Belo Horizonte. "É uma área necessária, que independe de crise. Todo mundo precisa se alimentar", justifica.

O empresário conta que já teve uma sorveteria durante seis anos. "Ainda vendo sorvete, mas é uma área complicada, que depende do clima", diz. Maia está no mercado de lanches desde 2008 e tem como carro-chefe a venda de coxinhas de catupiry. "Fabrico 350 por dia", conta. Aos que pretendem ingressar no ramo de alimentação, ele aconselha persistência e planejamento diário. "É preciso ter qualidade nos produtos".

Fonte: o Tempo (MG)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cinco diferenças entre empreendedores de sucesso e donos de empresa que não saem do lugar

Guru financeira do site Entrepreneur, fala sobre as diferenças entre empresários de sucesso e aqueles que não saem do lugar. Você concorda com ela? Veja as cinco diferenças.

Por: Adriana Fonseca
Foto: Divulgação

1. Investimento x Gasto
Empreendedores
de sucesso têm a capacidade de enxergar rapidamente uma boa oportunidade de investimento que lhes é apresentada. Isso porque eles entendem que estão fazendo um investimento e sabem que bons investimentos trazem retornos positivos. Por outro lado, um empreendedor que não consegue sair do lugar não vê que gastar dinheiro numa campanha de marketing, na retenção de talentos e em uma boa consultoria, por exemplo, é uma forma de investir. E é por isso que, enquanto uns empreendedores são bem-sucedidos, outros apenas patinam no mesmo lugar.

2. Sem risco = Sem dinheiro

Empreendedores e sucesso aceitam correr riscos em qualquer área de seus negócios porque é aí que estão a paixão, a felicidade e o dinheiro. Que riscos você já aceitou enfrentar hoje?

3. Muito dinheiro requer grandes ações

Recolher informações e tomar decisões, sem prorrogá-las, é prática comum entre os empreendedores de sucesso. Quando você procrastina, perde tempo. E tempo é dinheiro. Empreendedores que não saem do lugar não têm grandes atitudes decisivas. Gastam tempo pensando em como gastar menos dinheiro e burlar o sistema.

4. Recursos em abundância x Falta de recursos
Empreendedores de sucesso são cheios de recursos e aqueles que andam de lado sofrem escassez de recursos. Os de sucesso focam em soluções, possibilidades, inovação, grandes decisões, parcerias, crescimento, expansão, confiança e abraçam mais responsabilidade, agregando mais valor aos seus produtos e serviços. Eles estão sempre transformando uma situação difícil em uma grande conquista para eles e suas equipes. Quando eles não têm recursos para tocar um projeto, encontram uma saída. Já os empreendedores que não saem do lugar focam na falta, no medo, no que não é suficiente, jogam pouco, não querem correr risco e se afastam da responsabilidade.

5. Agregador de valor x Tomador de valor
Empreendedores de sucesso focam em trazer valor. Empreendedores que não saem do lugar focam em extrair o máximo que eles podem de seus vendedores, clientes e até em seminários e eventos. Os empresários de sucesso estão genuinamente interessados em trazer um valor significativo para seus clientes com os serviços e produtos que oferecem. Por conta disso, são recompensados.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mundo virtual iguala empresas

Para especialista, a diferença do sucesso não está no poder econômico mas na criatividade, agilidade e conexão com o público-alvo

Por: Beth Matias
Foto: Divulgação

São Paulo - Com a rede mundial de computadores – world wide web (www) - grandes e pequenas empresas ficaram muito parecidas quando o assunto é atrair o cliente. A diferença não é mais o poder econômico do marketing, mas o poder da agilidade, criatividade e capacidade de conexão com o público-alvo, acredita o consultor em marketing do Sebrae em São Paulo, Marcelo Sinelli.

Dados da pesquisa Monitor Evolution, do Ibope, mostram que o crescimento da receita da internet foi  de 71%, com R$ 3,1 bilhões em 2010 e R$ 5,4 bilhões, no ano passado. A participação da mídia virtual no bolo publicitário saiu de 4% para 6%, no período. O gasto total com publicidade em todas as mídias foi de R$ 88,3 bilhões, em 2011. 
 
Para Leandro Kenski, diretor executivo da Media Factory, agência especializada em marketing digital, a vantagem competitiva que a rede mundial oferece supera todos os investimentos. “Com certeza, a empresa que não estiver conectada a algum site, blog ou rede social perderá mercado em um futuro próximo. Nos Estados Unidos, a mídia online já pegou uma grande fatia de todo o mercado publicitário. No Brasil, nos próximos anos, muito da mídia local migrará para a internet”, profetiza. 

Kenski avalia que as pequenas empresas, muitas vezes excluídas do mercado publicitário tradicional, têm a grande chance de aumentar o bolo de participação nas mídias digitais. “Hoje o sistema de e-mail marketing é uma ferramenta simples, barata e uma forma inteligente de atrair o cliente. Uma tecnologia que não necessita de grande conhecimento e tem sua eficácia comprovada”, afirma.

Outra ferramenta disponível na internet para publicidade e marketing são as redes sociais. O Brasil, segundo o site especializado
IDG Now!, fechou 2011 como o quarto país em número de usuários ativos no Facebook, e registrou o maior crescimento no período, cerca de 300%, passando de 8,8 milhões para 35 milhões de usuários.

Para Sinelli, do Sebrae, as redes sociais – Facebook, Twitter, Foursquare, Linkedin,Youtube entre outros – podem ser uma porta de entrada para quem quer uma publicidade praticamente gratuita e com grande efeito viral. Mas as empresas precisam ficar atentas à agilidade de atendimento. “É um ótimo canal de comunicação, mas é preciso dispor diariamente de um tempo para responder aos usuários e ter o que chamamos no marketing de
good will, ou boa vontade, que cria uma imagem de receptividade da empresa às críticas e sugestões. Toda a empresa tem um dia de bola fora. É preciso apenas corrigir o erro e explicar ao usuário o que aconteceu”, diz o especialista do Sebrae.

Para saber mais como participar dessas redes, o Sebrae possui uma página na área de Inovação e Tecnologia em seu portal que ajuda o pequeno empreendedor a entender melhor o mundo das redes sociais. Acesse
http://www.sebrae.com.br/customizado/inovacao/tecnologia/mundo-digital/redes-sociais.


Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/2107- 9104/ 3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 5700800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Seis tendências da NRF 2012 para ficar atento

Consultora destaca as principais tendências mostradas na feira

Por: Thiago Borges
Foto: Divulgação

Mais de 100 palestras, 400 expositores, 25 mil participantes (sendo 4500 brasileiros). A quantidade de informação transmitida durante a 101a. edição do Retail's Big Show da NRF, que aconteceu neste mês em Nova York, é imensa.

Por isso Daniel Zanco, sócio-diretor da consultoria Universo Varejo, resumiu as seis principais tendências da NRF 2012 e como isso se aplica à realidade brasileira, em apresentação feita nesta quinta-feira (19/01) à comitiva da Alshop.

1 - Omnichannel (Oni-canal): 
Não há mais diferenças entre loja física ou virtual.  O cliente conhece o produto na loja, compra pela internet, e vice-versa. Na loja de instrumentos musicais Guitar Center, a equipe de vendas das lojas físicas orientam os compradores da internet, e gerentes podem criar mini lojas virtuais específicas para uma determinada região.

Bons exemplos também são o self checkout da Apple, em que o pagamento da compra feita na loja física é realizado pelo celular. Na Coreia, a Tesco montou uma prateleira virtual no metrô.

No Brasil, temos poucos smartphones, a internet 3G é cara e de baixa qualidade. O e-commerce tem crescido mas em poucas categorias, e a logística e o fisco são barreiras no País. Para começar, é importante saber se é possível acessar o site da empresa pelo celular, gerar conteúdos e gerenciar redes sociais.

2 - Marketing Um para Um: 
É a perfeição do CRM, com uso de algoritmos de correlação de análise de dados, que permitem saber o que o cliente gostaria de comprar. No Brasil, a Droga Raia já faz isso com seu cartão fidelidade. A Macy's, nos EUA, envia 500 mil mensagens diferentes de um mesmo e-mail marketing.

Não há muitas ações do tipo ainda no Brasil. Quem pode tirar um bom proveito disso são os magazines de vestuário, que vendem até 90% dos produtos com cartão próprio e conseguem saber quem está comprando e onde está comprando. A palavra de ordem é cadastrar!

3 - Loja não é mais ponto de venda: 
Se a loja não tiver emoção e conectividade com o cliente, é melhor comprar na internet. Na loja da Disney, a placa com o Mickey Mouse não agradece pela compra feita e sim pela magia compartilhada.

Nesse sentido, o Brasil tem muitos casos de sucesso até porque brasileiro gosta de interação. O trabalho de atendimento é que precisa evoluir - muitas vezes a ação é mais individual, do vendedor, que uma cultura da empresa.

4 - Engajamento: 
É o capitalismo consciente, em que os valores da empresa vão além da geração de lucro, como sustentabilidade. Na Aéropostale, os jovens contratados são questionados sobre seu engajamento social. No Brasil, bons exemplos são o Pão de Açúcar, Chilli Beans e Natura.
O consumidor brasileiro ainda é pouco consciente. Mas o trabalho pode ser desenvolvido entre os colaboradores, engajando-os em uma causa.

5 - Tecnologia para precificação e suprimento: 
A concorrência entre on-line e off-line diminuiu as margens. Com dados em ordem, o varejista consegue evitar liquidações a 70%, por exemplo. Na Sonae, de Portugal, dá para saber que o produto está para vencer e determinar a venda mais barata para evitar quebras. O Brasil ainda tem muito a evoluir nisso.

6 - Tecnovarejo: 
Tablets, QR Code, displays interativos, aplicativos para celular, mobile payment... são tecnologias para melhorar a experiência de compra e processo dentro da loja, e o nível de serviço ao consumidor.

O cliente brasileiro gosta de tecnologia no ponto de venda, mas equipamentos são caros e quem decidir fazer alguma coisa deve gerar conteúdo relevante para o público. "Tecnologia não é fim, é meio. Tem que facilitar processo de compra", comenta Zanco.

Fonte: Revista No Varejo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tendências de consumo para o primeiro trimestre

Pesquisa indica as tendências de consumo para o período de janeiro a março de 2012

Foto: divulgação

O Programa de Administração de Varejo (PROVAR), da Fundação Instituto de Administração (FIA), junto com a Felisoni Consultores Associados, divulgaram na última terça-feira (17) o resultado da Pesquisa Trimestral de Intenção de Compras no Varejo – Janeiro a Março de 2012.

De acordo com o levantamento – que se divide entre pesquisa de campo, estatísticas e pesquisa com compradores e-commerce – este início de ano sofrerá uma forte desaceleração nas vendas, por conta da redução estimada das disponibilidades orçamentárias para o primeiro trimestre, e o aumento da inadimplência.

Para que se tenha uma ideia, a evolução do consumo global caiu para 3,2%, entre novembro de 2010 e novembro de 2011. No paralelo, a taxa de juros para crédito aos setores privados e públicos aumentou de 39,1% (em novembro de 2010) para 44,7% (em novembro de 2011), enquanto o índice de inadimplência, que era de 6% em março do ano passado, já pode chegar a 7,89% neste primeiro trimestre.

Por conta disso, as intenções de compra sofrerão os primeiros reflexos, caindo de 71,8% (registrado no primeiro trimestre de 2011) para 60,6% nos próximos meses.

Dentre as categorias mais consumidas neste período, vestuário e calçados aparecem com 15,4%, seguidos por viagens e turismo, com 12%; material de construção (9,8%), produtos da linha branca (9,6%), automóveis e motos (9,4%) e materiais de informática (8,4%).

Dos 500 entrevistados que participaram da pesquisa de campo – no período de 19 a 30 de dezembro de 2011, na cidade de São Paulo – a maioria pertence à classe C (34%), seguida de D (33,4%) e B (18,2%), e pretende gastar no máximo R$ 2971, com a compra de móveis, e no mínimo R$ 127 com eletroportáteis. Para estes parâmetros, o levantamento levou em consideração também as amostras por ordem de renda, sendo a maioria (64,8%) com três a oito salários; 20,2% com oito a quinze, e 10,2% com até três salários mínimos.

Do ponto de vista positivo, no período do primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2012, haverá um crescimento significativo nas intenções de compra e gastos médios com materiais de construção (62,2%), móveis (63,7%), telefonia e celulares (44,9%), e queda no consumo de produtos ligados a cine e foto (-28,4%), eletroeletrônicos (-35,7%), imóveis (-5,4%), casa, mesa e banho (-42,2%) e informática (-8,5%).

Intenção de compra pela internet

Na análise que também foi feita com 4.375 internautas, no período de 2 a 10 de Janeiro deste ano, as intenções de compra pela internet neste primeiro trimestre cairão de 90% (registrado no primeiro trimestre de 2011) para 86,4% nos próximos meses.

Os produtos da linha branca ficam no topo da lista de interesse do consumidor este ano (com 6,4% de intenção) e os de menor importância aparecem na seguinte ordem: CDs, DVDs, livros e revistas (-18%), produtos para casa (-9,4%), informática (-7,3%) e viagem e turismo (-6,1%).

Já a renda familiar para esse perfil de entrevistado oscilou entre R$ 3900 (para 30,8% dos internautas), e R$ 1950 a R$ 1040 para 22,1% deles. Consequentemente, os produtos mais procurados neste início de ano, divididos por categorias, serão os eletroeletrônicos com 38%, os materiais de informática (31%), telefonia e celulares (27,8%), linha branca (23,5%) e produtos para casa (22,1%).

Diante deste cenário, as instituições puderam concluir também que 18,4% da renda familiar dessas pessoas está comprometida com crediários, sobrando 10,2% para as demais despesas com alimentação, educação e habitação, que aparecem no topo das prioridades.

Fonte: Revista No Varejo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Como precificar meus produtos?

Especialista ensina a calcular qual o preço justo para a sua empresa
(Respondido por Dalton Viesti, especialista em gestão)


Foto: Divulgação

Para obter resultados positivos, tanto na lucratividade como na competitividade, é imprescindível que usar todas as ferramentas financeiras e mercadológicas possíveis. Inicialmente você deve apurar os custos. Antes de qualquer cálculo, separe-os por atividades, como produtos fabricados, produtos revendidos e serviços.

Os custos se dividem em diretos, indiretos, fixos e variáveis. Liste, primeiro, os custos diretos e variáveis, que são essenciais para compor a margem de contribuição. Esta margem avalia seu ganho sobre tudo o que se gasta na aquisição de bens e serviços que são consumidos diretamente pelo cliente e que variam conforme o consumo deste cliente, como matérias-primas, embalagens e mercadorias.

Depois se apura os custos fixos e indiretos que são usados para fazer a empresa funcionar, após tirar da margem de contribuição chegamos ao lucro bruto. Custos fixos são os gastos que, independe de vender ou não, você terá que pagar, pois fazem parte de sua estrutura, como aluguel, impostos da empresa, salários e energia.

Apurado seus custos a pergunta a ser feita é qual o valor e quantidade devo vender para cobrir os custos diretos e indiretos. Um cálculo matemático!

Após fazer este cálculo e definido o preço de venda para obter a lucratividade, vamos ao próximo passo, verificar se com este nível de preço iremos vender as quantidades projetadas no seu cálculo financeiro.

Para isso, verifique os preços que estão sendo oferecidos no mercado para produtos e serviços similares ao seu, considere também seu diferencial, ou seja, algo que você oferecerá e os concorrentes não, e avalie qual é o preço que deveria cobrar para ter sucesso comercial. Se mudar, não se esqueça de rever as quantidades a serem vendidas.

Em geral, os custos de uma empresa iniciante são maiores, por isso nem sempre estes números são próximos. O esforço daqui para frente é corrigir seus custos, enxugá-los, renegociar com seus fornecedores a ponto de que cheguem a satisfazer as duas condições que colocamos no início: competitividade e lucratividade.

Lembre-se que experiência e vontade são muito importantes, mas conhecimento técnico é vital para realizar um trabalho competente e com menos chances de erro na hora de precificar.

* Dalton Viesti é consultor, coordenador dos cursos de graduação da Trevisan Escola de Negócios e professor de Empreendedorismo, Marketing e Gestão Estratégica

Fonte: Revista Exame