quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

10 mandamentos para livrar o dinheiro do mal

Fonte: PEGN

Sem um bom gerenciamento, as finanças podem evaporar depressa, diz o consultor Reinaldo Domingos.

1. TENHA CAPITAL PARA OS DOIS PRIMEIROS ANOS: É uma estimativa conservadora, mas fundamental para a perenidade de um novo negócio. Caso contrário, existe o risco de você ter de abandonar um empreendimento promissor no meio do caminho.

2. SEPARE O DINHEIRO DA EMPRESA DO SEU: Estabeleça um pró-labore mensal mínimo para sua sobrevivência logo no começo da empresa e trate a si mesmo como um funcionário (com plano de saúde e previdência).

3. ANALISE CADA DETALHE DO CONTRATO SOCIAL: Isso protege seu negócio e evita desentendimentos com os sócios. Estabeleça a distribuição de lucros, as condições para contrair empréstimo e até quem serão os herdeiros.

4. TENHA MAIS DE UM FORNECEDOR: Empresas que importam ou que dependem de determinada matéria-prima devem ter mais de um fornecedor para o caso de o atual aumentar o preço ou o prazo de entrega na renovação do contrato.

5. INCLUA MULTA NO CONTRATO DE LOCAÇÃO: “Já vi muito empreendedor quebrar por ter de devolver o ponto onde tinha estruturado seu negócio”, avisa Domingos. A dica é estabelecer uma multa em caso de devolução antecipada do imóvel.

6. NÃO DESCONTE NOTAS COM ANTECEDÊNCIA: Não caia na tentação de começar a descontar notas a receber. “Você entra em um círculo vicioso e seu lucro vai para os juros bancários”, diz Domingos.

7. MANTENHA O CAPITAL DE GIRO COM O VALOR DE DEZ FATURAMENTOS: Mesmo que o empreendimento não seja tão novo, mantenha capital de giro equivalente a dez vezes o valor do faturamento. “Não se pode demitir funcionários treinados ou deixar de atender a um cliente por falta de capital.”

8. VINCULE EMPRÉSTIMO À PRODUTIVIDADE: Especialmente nos primeiros meses, em que o empreendimento é mais frágil economicamente, baseie-se em detalhadas análises de mercado antes de decidir se deve ou não procurar recursos externos.

9. REVEJA AS DESPESAS E CORTE SUPÉRFLUOS: Corte despesas desnecessárias. Mantenha sua planilha atualizada e analise quanto gastou com cada item nos últimos três meses. Tenha um propósito definido para cada gasto.

10. CONTRATE UMA BOA EMPRESA CONTÁBIL: Os contadores vão analisar em que regime sua empresa se encaixa e quando deverá mudar a forma de tributação. “Você pode até pagar um pouco mais caro, mas o dinheiro investido volta em forma de resultado.”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A receita da Whole Foods no Twitter

Por Ticiana Werneck

Matéria do Wall Street Journal sobre como as empresas estão usando o Twitter detalhou a relação que a gigante verde Whole Foods mantém com essa rede social.

O manejo da identidade @WholeFoods é tarefa de apenas um funcionário: Michael Bepko, diretor de comunidades on-line, que gasta um terço de seu dia de trabalho no Twitter, monitorando mensagens que citam o nome da rede, respondendo a perguntas – maior parte - e postando twitts. Ele conta que checa a conta várias vezes durante o dia, mesmo após o expediente. “A comunidade on-line não funciona apenas durante as horas de trabalho, nem deveria", diz. Assim se alguém posta uma pergunta numa sexta à noite, ele imediatamente twitta de volta. "Não posso deixar a pessoa esperando resposta até segunda".

Num acesso rápido ao timeline da @WholeFoods é possível ver que ninguém fica sem resposta – no dia acessado para a apuração dessa nota, haviam 46 respostas publicadas de forma consecutiva. A maior parte é formada por questionamentos simples, como por exemplo saber quando a rede abrirá uma loja em sua cidade. É raro mas pode acontecer de algum cliente postar no Twitter uma reclamação sobre um cachorro anbandonado na frente da loja ou um inseto encontrado no pacote de salada. “Desculpe por isso. Você reclamou com o gerente da loja?”, perguntou Bepko ao twitteiro surpreendido pelo inseto.

Bepko também posta promoções – como a que dava uma senha para que os seguidores tivessem acesso a uma promoção exclusiva de frete grátis – e receitas e comentários referentes a elas como: "Essa carne assada de panela é deliciosa e fácil de fazer!", sobre uma receita italiana de um link que havia postado.

A conta do Whole Foods no Twitter existe desde junho de 2008 e hoje soma mais de 2,1 milhões de seguidores. Bepko está a frente da conta há um ano e seu objetivo com ela é aumentar o engajamento dos seguidores com a marca. Em novembro, a rede começou a usar o chat do Twitter. Cada sessão, que discute temas diversos como por exemplo o planejamento do cardápio de Natal, dura uma hora, todas as quintas-feiras.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ciclismo urbano abre novos caminhos de negócios

Por Nathalia Prates
Fonte: PEGN

Empresários faturam com a revenda de bicicletas, acessórios e diversos tipos de produto e serviço voltados para os amantes das bikes

Cansado do trânsito caótico da cidade de São Paulo, Rene Fernandes decidiu substituir o carro pela bicicletapara percorrer o trajeto de casa até a Fundação Getulio Vargas, onde atua como gerente de projetos no Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGV-Cenn). Além de chegar mais rápido ao trabalho, Fernandes comemorou a economia de combustível – o consumo passou de um tanque de gasolina em duas semanas por um de álcool a cada três – e de estacionamento.

Com o trânsito crescente e a busca por um estilo de vida mais saudável, cada vez mais pessoas estão seguindo esse caminho e adotando a bicicleta como meio de transporte e de exercício. Com essa mudança de hábito, cresce um segmento de negócio: o de produtos e serviços relacionados ao ciclismo.

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes e Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e similares (Abraciclo), Moacyr Alberto Paes, as ciclofaixas que funcionam nos finais de semana são uma das grandes responsáveis pelo aumento do número de ciclistas e novas marcas ligadas ao setor. “As ciclovias e rotas preferenciais são uma ótima oportunidade para despertar nas pessoas o interesse pela bicicleta e fazer com que experimentem benefícios como a economia de recursos e a qualidade de vida”, afirma.

Loja Tag and Juice
Revenda de bikes, produção e distribuição de acessórios e serviços de manutenção e customização são alguns dos negócios que estão surgindo e crescendo com esse interesse da população pelo ciclismo. De acordo com Rene Fernandes, antes de investir nesse mercado, é fundamental entender as necessidades consumidor. “O ideal é se especializar em um tipo de ciclismo ou, se quiser atingir um público mais abrangente, conhecer bem a demanda de seus clientes e apresentar soluções.” Segundo ele, as grandes lacunas no mercado nacional de bicicletas são um e-commerce forte, que traga produtos importados e de melhor qualidade para os ciclistas brasileiros, e o aluguel de bikes próximo a estações de trem e metrô. A customização também se apresenta como uma boa oportunidade de negócio.

A paulistana Tag and Juice, dos sócios Billy Castilho e Pablo Gallardo, é um dos estabelecimentos que embarcou nessa oportunidade. Antes de entrar para o mercado de ciclismo, a dupla já trabalhava com arte e design. A loja herdou essas características e engloba ateliê de bikes, galeria de arte, butique de roupas e café. “Não vendemos só um produto, mas um conceito, um estilo de vida”, afirma Castilho. Para Gallardo, o ciclista urbano é antenado em questões como sustentabilidade e bem-estar, além de ser preocupar em alternativas para tornar a sua cidade melhor.

Na loja, entusiastas e amantes do ciclismo, artes plásticas, música, gastronomia e cultura urbana podem encomendar bikes exclusivas, inspiradas nos anos 1920 e personalizadas conforme cor, modelo, tamanho e tipo de material. O serviço de montagem é terceirizado, e as bicicletas, vendidas por a partir de R$ 3.000, representam quase metade do faturamento total. Desde 2010, ano em que começou a funcionar, a empresa teve crescimento de 40% na receita. “A busca por bikes é algo natural, que vem crescendo não só em São Paulo como em várias cidades do país. As pessoas estão percebendo a necessidade de aproveitar a vida com mais consciência, saúde e diversão”, afirma Gallardo.

Serviços agregados

Segundo a Abraciclo, do total de bikes vendidas no Brasil, cerca de 50% é voltada para a locomoção e transporte, 32% para o público infantil, 17% para recreação e lazer, e apenas 1% para competição. Para o diretor executivo da associação, antes as bicicletas eram mais comuns em regiões do interior, periféricas e litorâneas. Agora, elas também estão alcançando as principais capitais do país e consumidores de alta renda. “A bicicleta surge como solução para problemas de transporte dos grandes centros urbanos.” De acordo com Paes, a questão da mobilidade urbana é um dos grandes atrativos e apostas de crescimento no setor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Gigantes do varejo perdem participação entre as maiores do setor

Fonte: Folha.com

As cinco maiores varejistas do país perderam participação no ranking das maiores empresas do setor. O movimento aponta para uma menor concentração das gigantes, enquanto as menores ganharam espaço, informa reportagem de Mariana Sallowicz publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

O faturamento dos cinco grupos líderes representou 47% do faturamento das 80 maiores em 2010, ante os 56% que tinham sido registrados no ano anterior – queda de nove pontos percentuais. Os dados foram divulgados pelo Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo).



"As médias empresas têm feito movimentos de consolidação. Sem considerar as 10 maiores, ao menos 15 empresas entre as 70 principais passaram por algum processo de compra ou venda recentemente", afirma Eduardo Terra, vice-presidente do Ibevar.

As quatro primeiras colocadas em 2010 foram as mesmas do ano anterior: Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Americanas. Já a quinta posição ficou com o Makro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em loja argentina, layout transmite ao cliente sensação de estar em casa

Por Adriana Silvestrini

Tornar o espaço vendedor e, ao mesmo tempo, proporcionar ao consumidor uma experiência de compra inesquecível foram os desafios da Design Novarejo - empresa especializada em planejamento de lojas de varejo - ao criar e executar o projeto da loja da rede de Supermercados Jumbo - pertencente ao grupo chileno Cencosud - no bairro de Puerto Madero, na capital portenha Buenos Aires.

"Da arquitetura até a ambientação de cada seção, tudo no ponto de venda foi pensado para atrair e acolher o consumidor e fazê-lo se sentir em casa”, explica Marcos Morrone, sócio-diretor da Design Novarejo.

Em 1.300 metros quadrados de área de venda (a de construção é de 2.600 metros quadrados), com seis checkouts duplos e mais três caixas rápido, a unidade foi inaugurada no dia 23 de junho de 2011 com o objetivo de ser diferente do formato hipermercado da rede.

De acordo com o empresário, a proposta foi aproveitar a bandeira Jumbo – que já tem uma boa relação de credibilidade com clientes – para criar uma nova experiência de compra para um público composto predominantemente por recém-casados, famílias menores e solteiros das classes A e B. “Em um espaço menor, você proporciona maior proximidade. A loja tem de humanizar os serviços e, para isso, criamos a unidade argentina, focando na marca, na arquitetura, na sinalização e na exposição de produtos”, completa.

Arquitetura e Design

O conceito do layout geral é proporcionar uma sequência inteligente de compras, ou seja, levar o consumidor a circular por várias setores da loja de maneira agradável - sem se sentir pressionado - até chegar ao checkout. “Tudo tem de ser prazeroso porque de nada adianta o cliente ter feito uma excelente compra e encontrar um checkout cheio ou com atendentes despreparadas. Em segundos, você pode destruir toda a experiência positiva vivenciada dentro do supermercado”, ressalta Morrone.

Pensando nesses detalhes, que fazem a diferença, a loja argentina investiu na comunicação e na sinalização visuais, desde a assinatura da marca até o ambiente. No espaço foram utilizados materiais atemporais como a madeira e o tijolo, por exemplo, para que o consumidor se sinta ligado a sua residência, algo mais próximo dele.

Cada seção ganhou tratamento especial. Por exemplo, na seção de hortifruti as frutas são expostas ao lado de informações sobre as mesmas. “O produto sempre é o ator principal deste cenário. Ele deve ter evidência com conteúdo”, completa Morrone.

Desde que abriu as portas, o visual diferente da loja tem atraído elogios da clientela, apesar de ainda não ter sido feita uma pesquisa concreta.

Inspirado no Jumbo de Puerto Madero, a empresa Design Novarejo já está em processo de construção de uma loja no Chile, que será aberta ainda no primeiro trimestre de 2012. Os projetos se estenderão pela América do Sul com novas lojas no Peru. Eis aqui bons indícios para quem ainda duvida que ir ao supermercado pode ser um programa prazeroso e eficaz.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Evite erros em prol do crescimento de sua loja virtual


Com as inúmeras inovações tecnológicas do comércio eletrônico brasileiro, o espaço para o desenvolvimento de lojas virtuais se tornou muito propício. No entanto, algumas lojasvirtuais insistem em cometer erros que acabam atrasando o processo de crescimento e sucesso. Observe:

Utilização de “Depósito Bancário” como forma de pagamento
Essa forma de pagamento atrapalha a logística de qualquer loja virtual, pois necessita da confirmação do mesmo. Imagine a seguinte situação: 30 pedidos no mesmo dia com pagamento por “depósito bancário” no mesmo valor, sem que o cliente tenha enviado algum tipo de confirmação. Não vai dar certo!

Utilizar fotos que não condizem com a realidade ou mal definidas
Apresentar produtos na loja virtual com imagens que não condizem com a verdade acaba por insatisfazer o cliente, provocando a decepção e a devolução do produto.

Descrições mentirosas ou mal elaboradas
As más descrições caracterizam-se quando as informações importantes e relevantes dos itens não são informadas, levando o cliente a se decepcionar com o produto, desistir da compra e devolver a mercadoria. Os produtos com boas descrições são aqueles que exibem todas as informações focando a qualidade e as funções dos mesmos.

Prazos impossíveis de serem cumpridos
Mesmo que seus concorrentes ofereçam prazos menores que o seu, não se complique e sempre coloque prazos que possa cumprir e com margem de segurança para possíveis atrasos. Para conseguir seus prazos de entrega, estabeleça parcerias com fornecedores, contrato com transportadoras, crie estoque físico e acima de tudo, automatize os processos de sua loja virtual.

Reposição de estoque mal controlada
Quando o estoque da loja virtual não é atualizado e as informações nele contidas estão erradas, prejudicando as negociações, várias causas podem ser percebidas como cliente insatisfeito, diminuição de vendas, perda de credibilidade e acesso perdido às páginas da loja. Uma solução para esse problema seria a integração com sistemas ERP.

Embalagens mal protegidas facilitando a danificação do produto
Uma loja confiável cuida do produto até o momento em que ele chega às mãos do cliente, portanto, uma boa embalagem, segura e que mantenha o produto em perfeito estado é fundamental para o crescimento do seu negócio.

Ao evitar erros, a loja virtual consegue conquistar um crescimento mais rápido no mercado virtual. Portanto fique atento às ações de sua loja.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O assustador futuro das "compras aumentadas"


Varejo online não é nenhuma novidade, mas agora as lojas físicas estão querendo entrar na moda high-tech. O New York Times tem uma matéria interessante sobre as novas tecnologias que vão mudar a sua experiência de compra (enquanto o sinal aguentar).


Um bom exemplo é a butique Norma Kamali, em Manhattan, que recentemente implementou um sistema chamado ScanLife, permitindo aos clientes usarem seus smartphones para procurar mais informações sobre os produtos expostos. Até aí, tudo bem. Só que o ScanLife também torna possível a compra destes produtos através do telefone, mesmo quando eles só são vistos pela vitrine, mesmo quando a loja está fechada. A compra por impulso acaba de ficar ainda mais impulsiva.

Enquanto o ScanLife pode fazer com que seja ridiculamente fácil gastar o seu dinheiro, outro sistema, chamado Presence e desenvolvido pela IBM, pode fazer com que seja irritante. O Presence te acompanha enquanto você anda por uma loja, e te lembra de coisas que você pode ter esquecido que queria comprar. Em um exemplo do NYT, uma pessoa andando no mercado poderia receber alertas do Presence sobre itens que vão bem com algo que ela tenha acabado de colocar no carrinho.

É claro que as pessoas terão a opção de usar ou não usar estes novos sistemas. Ninguém está apontando uma arma para a cabeça de ninguém. Mas não é segredo que a internet costuma dar um jeito de convencer as pessoas a usarem tecnologias que não trazem mais vantagens do que dores de cabeça. O Presence poderia ajudar a achar coisas que você precisa em um supermercado estranho, mas isso vale a pena de ter um assistente virtual de compras extremamente chato e obtrusivo?

O artigo menciona algumas empresas específicas (como o Wal-Mart) que estão interessadas nestes sistemas, mas a verdade é que qualquer estabelecimento de comércio de grande porte tem interesse em possibilitar que você use os seus gadgets para gastar mais dinheiro nos produtos deles. Ainda assim, eu imagino que muita gente vai continuar feliz por muito tempo em comprar à moda antiga, sem ajuda de smartphone. Afinal, mesmo o cartão de crédito é uma tecnologia que muita gente ainda prefere não usar.

Venda de móveis ganha espaço em redes sociais

Por Weruska Goeking
Fonte: Brasil Econômico


Publicitário largou carreira, foi estudar economia no exterio
r e, ao ajudar amigos a empreender, descobriu sua vocação.

Uma social commerce - rede social que permite comercialização - de móveis e objetos de decoração é a aposta de Luiz Camara como empreendedor.

Mas a proposta inovadora não surgiu de maneira tão clara. A história desse negócio começou a ser traçada há cerca de 10 anos, quando Camara ainda trabalhava em uma agência de publicidade. "Eu tinha muitas ideias, fazia anúncios, mas não estava feliz", conta.

Assim que terminou a faculdade de publicidade, Luiz foi em busca da felicidade profissional na Espanha, onde se graduou em economia em 2008.

De volta ao Brasil, ajudou amigos a iniciar seus negócios, como um restaurante especializado em cozinha gaúcha e uma lanchonete. "Com a experiência fui percebendo que era isso que eu queria fazer, eu queria empreender", afirma.

Os desafios para montar este último deram origem à Galatea, social commerce com foco em arquitetura e decoração.

A lanchonete precisava de luminárias, mas o custo do material espantou Luiz. Precificada em R$ 480, o custo de todas as luminárias somaria 25% de todo o valor da obra. Além disso, seria preciso aguardar 45 dias para a entrega dos produtos.

Como sua mãe é artista plástica, Luiz desenvolveu com ela as luminárias por R$ 35 cada, que ficaram prontas em cinco dias. Com isso, ele supôs que as lojas estavam trabalhando com margem de lucro muito alta em outros objetos também e apostou na ideia de uma social commerce de móveis e objetos de decoração.

"Eu não queria brigar com móveis mais simples, a ideia não era essa. E a única variável que eu poderia mexer era na estrutura da empresa", diz.

E foi assim que fez. A Galatea é praticamente empresa de um homem só. Foi Camara quem bateu, e ainda bate, de porta em porta atrás do melhor custo benefício em fornecedores. O logotipo e toda a ideia de layout do site também foi ele quem criou.

O modelo do negócio começou a ser estruturado em agosto de 2010 e o site (www.galateacasa.com.br) está no ar desde 8 de outubro deste ano. Foram investidos em torno de R$ 300 mil na empresa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quais os melhores dias e horários para o varejista postar no Facebook?



Segundo pesquisa realizada pela Buddy Media em novembro de 2011 existem dias, horários e formas mais adequadas de postagens no Facebook. O estudo dedicado à indústria do varejo ou "A Statistical Review For The Retail Industry" revela que o Facebook é a principal plataforma para as empresas desse setor se conectarem com consumidores.

Melhores horários

Segundo dados da pesquisa, muitas das empresas do varejo costumam a postar suas mensagens em horários em que os usuários estão tradicionalmente no trabalho, o que reflete a 89%, entre às 8h e às 19h.

O estudo aponta que durante os horários de folga os usuários do Facebook tendem a ter mais tempo de conexão para conferir as novidades das empresas. Assim, as informações mostram que os usuários estão 20% a mais conectados com os posts no período entre às 20h e 7h. Desta forma, para alcançar um aumento satisfatório aos acessos e comentários, as empresas de varejo devem postar enquanto os usuários estiverem conectados, ou seja, durante os horários de descanso.

Melhores dias da semana

Além disso, os dias da semana também interferem muito nas conexões dos usuários. Dados revelam que quarta-feira é o melhor dia para postagens de empresas deste setor, chegando a 8% acima da média. Já sexta-feira é o pior dia. O estudo também recomenda às empresas publicar conteúdos em fins de semana, principalmente aos domingos: além de ser um desafio, podem conquistar os compradores longe das concorrências do dia-a-dia.

A priori, os dados indicam que deve-se limitar os posts a dois ao dia. Muitos clientes preferem qualidade e não quantidade e os acessos ao Facebook diminuem à medida que as empresas aumentam as publicações durante o dia. Assim, as taxas de interação são 40% mais altas quando há menos de três posts por dia. Um ou dois posts de uma empresa recebem 32% a mais de acessos e 73% a mais de comentários em relação a comerciantes que postam com maior frequência. O estudo sugere que as empresas apenas postem mais de duas vez ao dia quando contiverem um produto exclusivo em oferta.

Outra dica é de não exceder quatro posts por semana, ou seja, o envolvimento dos usuários diminuem drasticamente em relação as mensagens das marcas de varejo postadas durante uma semana seguida. Postar de uma a quatro vezes na semana aumenta em 71% o envolvimento dos consumidores.

Tamanho do post

O tamanho do post também requer cuidados. Publicações de 1 a 80 caracteres recebem 66% mais acessos que textos maiores, enquanto mensagens concisas de até 40 caracteres têm desempenho ainda melhor (86%). Por outro lado, apenas 5% de todas as mensagens postadas por varejistas possuem esta característica.

Perguntas e diálogo com o consumidor

Iniciar um diálogo direto com os consumidores é indispensável para varejistas que atuam no Facebook. Esse tipo de pós-relação gera o dobro de cliques e comentários. Para isso deve-se usar “perguntas”. As empresas devem abordar questões e não apenas mensagens, perguntar diretamente e incentivar o cliente a responder, são estratégias que resultam em grandes benefícios.

A pesquisa ainda mostra que as postagens das empresas de varejo que estimulam seus consumidores a complementá-las, geram uma taxa de interatividade nove vezes maior que outros tipos de mensagens. Os dados defendem que esta estratégia é relevante para os varejistas, mesmo que apenas 1% deles utilizem mensagens do gênero.

Palavras-chave “$ Off e Cupons” são as mais eficazes em promoções

Além de postar mensagens que estimulem opiniões e o preenchimento de dados, ofereça brindes e cupons para aumentar o acesso de seus consumidores. Quando trata-se de negócios, muitos usuários procuram ofertas, no caso, as melhores do mercado de varejo. Conforme o estudo, as mensagens que indicam o maior número de acessos são as que apresentam “descontos em valores fixos ($ Off) e Cupons”. Quase sempre as empresas de varejo que incluem na mensagem a palavra-chave $ Off recebem uma taxa superior a 55% de acessos em seus sites de e-commerce, seguido por “Cupom”, que acrescem 39% acima da média de conexões.

Os dados desta pesquisa indicam que as ofertas em valores fixos geram duas vezes mais envolvimento dos consumidores que descontos em números percentuais (% Off). Mesmo descontos pequenos – com menos de US$ 10 – recebem 17% mais interações que promoções que não se utilizam de valores fixos. 

Mensagens simples

Mas não adianta tantas estratégias e descontos sem postagens de fácil acesso. As empresas de varejo podem postar conteúdos interessantes, relacionados a links, fotos e vídeos, mas muitos usuários preferem mensagens simples.

Baseando-se nos dois tipos mais eficazes do varejo: mensagens que contenham um único anexo, foto ou apenas palavras no status, aumentam cerca de 94% o número de acessos as postagens. Assim, evite posts mais complicados, como por exemplo, links em anexos ou fotos em miniaturas.


Clique aqui para download do estudo completo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Código de barras impedirá venda de produtos vencidos

Desenvolvido pela Associação Paulista de Supermercados, um novo modelo de código de barras, impossibilitará a venda de produtos vencidos, a previsão de utilização está previsto para 2013.

O novo código dependerá da instalação de um software na frente de caixa e nas balanças dos check-outs. Hoje, o controle é feito manualmente, resultando em muitos produtos vencidos nas prateleiras dos supermercados.

Conforme pesquisa realizada nos últimos 40 dias, 56,2% dos estabelecimentos recebem reclamações sobre mercadorias fora do prazo de validade. A falha ocorre em 35,6% dos alimentos perecíveis e em 24,7% dos produtos de mercearia. O novo tipo de código também vai facilitar o controle de vendas dos supermercados do País.

O sistema mostrará quantos itens foram vendidos de cada lote, permitindo que os estabelecimentos saibam o que está dentro da loja, mesmo que o consumidor tenha pegado o produto e colocado em outra prateleira.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Boletim Oportunidades & Negócios - Varejo - Mudanças no Perfil do Consumidor

O Brasil mudou muito nos últimos anos. E, na esteira dessas transformações socioeconômicas, culturais e demográficas, mudou também o perfil do consumidor brasileiro. Empresários das micro e pequenas empresas do comércio varejista precisam estar bem atentos a essas tendências, compreendendo as necessidades e demandas desses novos consumidores. O Boletim Oportunidades & Negócios – Varejo traz, na edição de Dezembro 2011, os impactos de cinco tendências de mercado: 1) o crescimento do poder de compra da classe C; 2) o perfil do consumidor GLS, com produtos voltados para seus gostos e necessidades; 3) a população de jovens consumistas; 4) uma maior participação da mulher no mercado de trabalho; e 5) população brasileira cada vez mais idosa.

Negócios que correm atrás da demanda descobrem o Brasil


Matéria do Jornal Brasil Econômico de hoje sobre Lojas Pop-ups tem a participação de Gustavo Carrer, consultor do Sebrae/SP.


Clique aqui para ler

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ex-modelo leva "loja de shopping" para a Rocinha

Por Marco Aurélio Canônico

Na principal via da Rocinha, a cerca de um quilômetro da entrada da favela, uma loja de roupas chama a atenção por seu letreiro, que indica uma inusitada conexão: New York (em inglês mesmo), Paris, Milão, Rocinha.

É uma jogada de marketing: a loja -Because, nome que os locais pronunciam de forma abrasileirada- não tem franquias internacionais; tem, no entanto, a ideia de levar ao morro um tipo de roupa mais parecido com o que se encontra nos shoppings do asfalto.

"Você anda aqui e todas as lojas têm o mesmo produto, que vem de feirinhas, confecções pequenas. Fui buscar coisas alternativas, a partir da entrada que eu tinha com a galera da moda", afirma a ex-modelo Pollyana Simões, 35, que abriu a loja em sociedade com um primo.

Inaugurada em outubro, um mês antes do processo de pacificação da Rocinha, ela funciona como uma ponta de estoque: vende coleções antigas (calças, bermudas, camisetas e moda praia em geral) de marcas conhecidas como a Sandpiper (a principal fornecedora).

SEM FUNK

A maior parte dos itens, organizados em um espaço de 80m², custa entre R$ 30 e R$ 60. Mais do que os preços, no entanto, Pollyana diz que é o estilo do local que chama a atenção dos consumidores.

"O cara entra numa loja que tem um outro tipo de ambiente, aqui é proibido tocar funk, a gente joga essência para ter um cheirinho", explica. "As pessoas entram e falam 'abriu loja de shopping aqui'."

Moradora de São Conrado (um dos bairros mais caros do Rio, onde está a Rocinha), a proprietária diz que sua clientela é, como a própria composição da favela (69 mil habitantes, segundo o IBGE), bastante eclética, mas identifica um perfil predominante em seu consumidores.

"Eu sinto que atendo a elite da Rocinha, uma galera que fala bem, se veste bem, que é extremamente educada. Você sente a diferença. Talvez seja pela aparência da loja, tem gente que passa e nem entra, porque acha que é muito cara."

CANTADAS

Antes da ocupação da favela, em 13 de novembro passado, a Because chegou a receber um público menos selecionado -traficantes armados passaram lá para conhecer e compraram produtos como bermudas e bonés. Segundo a ex-modelo -que também foi badalada promoter de festas na noite carioca-, a única diferença notável após a pacificação foi no número de cantadas. "Antes, você podia usar uma saia minúscula e ninguém mexia, era a lei do morro. Depois, passei a ouvir uns 'psiu', inclusive de policiais."

Questionada sobre os investimentos feito na loja, Pollyana não cita números, mas afirma já ter recuperado boa parte do que investiu. "Outubro foi um mês que bombou, conseguimos repor quase tudo o que gastamos para montar a loja. O resto é estoque, que você vai vendendo e pagando." Funcionando diariamente, das 9h às 21h, a Because da Rocinha emprega sete pessoas e, em dois meses de operação, já vende "quase o dobro" das demais filiais, que ficam em outras duas favelas cariocas, Terreirão (Recreio) e Rio das Pedras (Jacarepaguá), ambas na zona oeste.

"A Rocinha, pelo tamanho [69 mil habitantes, segundo o IBGE], tem movimento o dia inteiro, o que dá um giro muito grande", diz Pollyana. "Quando eu digo para os meus amigos que estou com uma loja aqui, eles batem palmas. Me dizem que eu vou explodir de ganhar dinheiro. As marcas estão subindo o morro, a tendência é essa."

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Como trabalhar com código de barras?

Por Patrícia Machado e Adriane Castilho

O código de barras funciona como o RG de um produto. Com ele, é possível acessar instantaneamente a descrição das suas características. Essa verificação imediata permite maior controle dos estoques pelo fornecedor e também pela ponta que recebe os produtos, seja no varejo ou na indústria. “O sistema de codificação elimina erros de contagem e permite um controle rigoroso”, diz o pro-fessor Luiz Carlos Di Serio, coordenador do curso de Competitividade e Inovação do Programa de Educação Continuada da Fundação Getulio Vargas (PEC-FGV). “Os códigos fornecem ao empreendedor importantes informações sobre a gestão do seu negócio. Ele checa, por exemplo, como está o nível de seu estoque e até o do comerciante, e quais são os produtos mais vendidos”, diz. O ganho de controle é mais evidente em empresas com portfólio variado e de produtos em série, padronizados.

A imagem do código de barras é uma representação gráfica de uma combinação numérica, o GTIN — Número Global do Item Comercial. Os números identificam o país de origem, o fornecedor e a descrição do produto. Com o GTIN, é possível acessar informações como peso, altura, largura, cor e até as datas de fabricação e de validade de cada item. O fornecedor é quem define as informações que deseja incluir na descrição. A sequência numérica completa é transformada na imagem de barras por meio de softwares específicos.

“Ter um produto codificado é essencial para quem quer comercializar com grandes empresas”, diz Flávia Costa, assessora da GS1 Brasil, associação responsável pelo licenciamento dos códigos de barra no país. “A sequência numérica permite um rápido cadastro das informações vinculadas a ela. Isso traz credibilidade ao fabricante”, afirma. O valor mínimo para empresas associadas adquirirem o GTIN é R$ 509 por ano. A GS1 atua em mais de cem países para disseminar a utilização do sistema e tem 55 mil empresas associadas no Brasil. Confira a seguir exemplos de empresas que adotaram o código de barras para atender clientes de grande porte na indústria e no varejo.



NA LATA
A fabricante de tintas A Tonal mudou para atender melhor a Grendene

A oportunidade de comercializar tintas para calçados destinadas a uma das maiores marcas de sandálias do país, a Grendene, transformou os processos da fábrica de tintas A Tonal. Sediada em Franca, no interior de São Paulo, a empresa reformulou há três anos o sistema de catalogação de seus produtos. As etiquetas simples, que mostravam a cor e a quantidade do produto, foram substituídas pelo código de barras. Para desenvolver o sistema numérico e o software de leitura dos dados, a fábrica de tintas investiu R$ 250 mil. “O código de barras foi uma exigência da própria Grendene. Na época, não pensávamos em adotar esse sistema. O novo processo evita erros na contagem dos produtos. Isso trouxe maior controle da produção e do estoque e deu agilidade no faturamento das peças”, diz Leonardo Maniglia, 47 anos, proprietário da A Tonal. A empresa destina 70% de sua produção para a fabricante de sandálias e fatura R$ 36 milhões por ano. Diariamente, 400 itens são enviados para uma das filiais da Grendene em Sobral, na região noroeste do Ceará. Em cada código de barras, a empresa especifica o número do lote, as datas de fabricação e de validade, a cor do produto e o volume de tinta envasado.

SUBINDO DEGRAUS
A Escadas Segurança conquistou clientes como C&C, Leroy Merlin e Telhanorte

O crescimento das vendas e a parceria firmada em 1999 com a varejista de material de construção Leroy Merlin levaram a Escadas Segurança a adotar o código de barras para seus produtos. A padronização permitiu que os 45 modelos de escadas — como a extensiva, a doméstica e a multiuso — fossem catalogados e descritos por meio de números. Os dados permitem ao varejista conhecer o tipo de madeira que foi usada na escada, qual o seu tamanho e o peso máximo suportado, por exemplo. “Clientes como C&C, Magazine Luiza, Leroy Merlin e Telhanorte exigiam o código para poder comprar os meus produtos. Uma grande empresa não consegue trabalhar sem um sistema de dados fácil, que permita gerenciar o perfil dos produtos e a quantidade de estoque”, afirma o proprietário, Adilson Checchia, 47 anos. A fabricante, que tem sede em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, produz mensalmente três mil escadas, 35% das quais destinadas a grandes varejistas. Com o crescimento das vendas para redes, a Escadas Segurança faturou R$ 1,8 milhão em 2010.

Fonte: GS&MD

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como trabalhar com diferentes canais de venda sem conflitos?

Por Patrícia Machado e Adriana Wilner

Criar canais de venda para conquistar o consumidor em qualquer tempo e espaço não é mais uma opção. “É uma obrigação”, diz Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Provar/Fia, Programa de Administração de Varejo ligado à Universidade de São Paulo. Mas, para evitar conflitos entre diferentes formas de venda, é preciso um planejamento bem amarrado. “Os canais não podem ser vistos como uma nova empresa ou como concorrentes”, afirma Ivan Corrêa, sócio diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza. Construir parcerias, determinar regiões de atuação, estabelecer comissões, cuidar dos critérios de preços e buscar novos perfis de clientes são meios de impedir o canibalismo entre os canais. Confira a seguir exemplos de como essas cinco estratégias foram desenhadas e implantadas com sucesso.

PARCERIA COM DISTRIBUIDORES

EMPRESA: Multilaser, fabricante de equipamentos de informática e eletrônicos, de São Paulo

O QUE FEZ: Para chegar mais perto do consumidor, Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, ambos com 32 anos, sócios da Multilaser, desenvolveram um canal que inclui a participação dos intermediários: as distribuidoras divulgam em seu site todos os os produtos Multilaser, mas não precisam trabalhar com o estoque, pois a fabricante se responsabiliza pela entrega das compras ao cliente final. No projeto piloto, inaugurado em novembro de 2010, participaram dez dos 60 parceiros da empresa de Ostrowiecki e Feder.

COMO EVITOU CONFLITOS: O canal de venda não permite a comercialização de produtos diretamente para o consumidor final, uma vez que a compra é feita por intermédio das distribuidoras parceiras. A ideia foi uma oportunidade para os sócios do negócio conhecerem o perfil do usuário dos seus produtos. “Hoje, conseguimos saber as preferências dos clientes da marca Multilaser e descobrimos que eles gastam mais sempre que há desconto”, afirma Ostrowiecki.

RESULTADOS: O canal de venda deu chance aos distribuidores parceiros de aumentar a oferta de itens de 200 para 1.200 — e, melhor, sem necessidade de manterem estoque. A iniciativa fez as vendas triplicarem. Em 2010, a Multilaser faturou R$ 362 milhões. O investimento no projeto foi de US$ 1 milhão. O custo logístico aumentou 10% e 20 funcionários foram contratados para separar os pedidos. Até o final do ano, a empresa espera conquistar mais 30 parceiros.


CLIENTES DIFERENCIADOS

EMPRESA: TePe, fabricante de produtos de higiene bucal, do Rio de Janeiro

O QUE FEZ: As sócias da TePe, Maria Helena Leite, 47 anos, e Christine da Fonseca, 38, resolveram, há três anos, criar uma loja virtual para atender apenas profissionais de saúde. “O canal faz com que os dentistas, que são formadores de opinião, conheçam melhor os produtos e indiquem os mesmos para os seus pacientes”, afirma Maria Helena. A TePe também distribui sua produção para 500 farmácias e por meio de oito revendedores.

COMO EVITOU CONFLITOS: Cada canal de venda é voltado para um cliente diferente. Os revendedores oferecem os produtos para clínicas de saúde bucal que ainda não trabalham com os materiais da empresa. A loja virtual é acessada apenas por profissionais de saúde que têm login e senha para efetuar suas compras. As farmácias, que representam 60% do faturamento, são responsáveis por atender o consumidor final. Todos os canais de venda trabalham com o mesmo preço.

RESULTADOS: O comércio eletrônico fez as vendas da TePe crescerem 15%. Para a rede de farmácias Droga Raia, que compra 2.500 peças da TePe mensalmente, a loja virtual trouxe mais clientes. “Com esse canal, dentistas conhecem melhor os produtos, e, por sua vez, os próprios pacientes”, diz Rodrigo Braga, analista de perfumaria da empresa.


COMISSÕES

EMPRESA: Le Postiche, rede de lojas de bolsas e malas de viagens, de São Paulo

O QUE FEZ: No final de 2008, a Le Postiche inaugurou o seu comércio eletrônico. O canal é o único a oferecer todos os produtos da empresa. “Por restrição de espaço físico, nossas lojas não conseguem comercializar todo o portfólio do negócio”, diz Fabiana Restaino, 38 anos, sócia do empreendimento.

COMO EVITOU CONFLITOS: A criação de comissões permitiu que as 70 lojas próprias e 139 licenciadas não perdessem lucro com o comércio on-line. Ao final de cada mês, a Le Postiche calcula o volume de vendas do canal internet por região do país e uma participação é dividida entre as lojas de cada território. Os preços das peças variam de acordo com o canal de venda e com a região.

RESULTADOS: O canal eletrônico representa 2% do faturamento da empresa e influencia 20% das vendas feitas em lojas físicas, já que muitos clientes querem experimentar a peça antes de efetuar a compra.


REGIÕES

EMPRESA: Four Style, marca de roupa de ginástica, do Rio de Janeiro

O QUE FEZ: “Vencer a concorrência e es¬tar sempre próximo ao cliente”. Esse foi o pensamento que levou André Luís Pereira, 44 anos, sócio da Four Style, a inaugurar mais de um canal de venda. Com um investimento de mais de R$ 180 mil nos últimos três anos, a empresa trabalha com franquias, representantes, con¬sultores comerciais e uma loja virtual. A marca de moda feminina carioca também conta com lojas próprias e comercializa suas peças em espaços multimarcas.

COMO EVITOU CONFLITOS: A Four Style determina uma área de atuação para cada canal de venda da empresa. Além disso, re¬presentantes, consultores comerciais e lojas multimarcas adquirem os produtos com cerca de 50% de desconto. “Esses canais tornam a Four Style conhecida no mercado e não há perda de venda, porque cada canal atua em uma região predeterminada”, afirma Ana Paula Nicolazzi, 37 anos, que trabalha como revendedora da empresa há oito meses.

RESULTADOS: A multicanalidade permitiu à Four Style vender seis mil peças por mês e crescer 30% de 2009 para 2010. Até julho deste ano, o desenvolvimento de canais deve gerar um crescimento de 50%.

ATENÇÃO AOS PREÇOS

EMPRESA: Eletrônica Santana, loja de produtos eletrônicos, de São Paulo

O QUE FEZ: Para combater a crise que a as¬solava em 2003, a Eletrônica Santana decidiu investir R$ 15 mil na criação de uma loja virtual. Posteriormente, com o sucesso da iniciativa, passou a trabalhar com distribuidores e venda corporativa. “Montamos um sistema que faz a instalação, a manutenção e a venda de tecnologia para empresas”, diz Rubens Branchini, diretor comercial do negócio.

COMO EVITOU CONFLITOS: A elaboração de uma tabela de preços foi fundamental para impedir o canibalismo entre os canais de venda. O valor das mercadorias é o mesmo. “A promoção existe apenas quando compramos peças em grande quantidade”, afirma Fernando Gubitoso, 42 anos, sócio da Gubisom, distribuidora da Eletrônica Santana.

RESULTADOS: O comércio eletrônico foi essencial para que o negócio atingisse clientes até então desconhecidos. “Desde 2004, co¬meçamos a crescer cerca de 80% ao ano, porque muitos consumidores em potencial não sabiam da nossa existência até então”, diz Branchini. O canal corporativo atende cerca de nove mil empresas e representa 60% do faturamento da empresa. A venda feita pelos mil distribuidores significa 7% do faturamento. O comércio virtual corresponde a 25% das vendas.

Fonte: GS&MD

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tíquete médio no pequeno varejo é de R$ 42

Estudo realizado pela GfK aponta as características do pequeno varejo e também os atributos que o consumidor mais valoriza ao definir as compras. Um dos resultados mostra que a proximidade é o principal motivador de compras nesse canal, apontado por 92% dos consumidores. A pesquisa considera como pequeno varejo as lojas com até quatro checkouts.

O público desse varejo de vizinhança também valoriza a presença de balcão refrigerado, hortifrútis, estacionamento e padaria. A partir desse dado, análise de GfK aponta que os pequenos varejistas precisam ampliar os investimentos em estacionamento e padaria, pois estão presentes em apenas 41% e 33% desses estabelecimentos, respectivamente.

A pesquisa revelou também que o tíquete médio gasto é de R$ 42 e a principal forma de pagamento ainda é em dinheiro, presente em 43% das transações, seguida pelo cartão de débito, com 34%. O faturamento médio anual desses estabelecimento varia de R$ 330 para mercados de 1 checkout a R$ 3,8 milhões para mercados de até 4 checkouts.

Para o pequeno varejista, um bom começo é conhecer o novo consumidor e atender às suas expectativas. O estudo ainda apontou que 85% dos estabelecimentos são familiares e 56% dos gestores não terminaram o ensino fundamental. Apesar de experientes, pois apresentam em média 15 anos de vivência no varejo, ainda precisam investir em capacitação, para aproveitar oportunidades futuras e manter o negócio competitivo neste mercado.

O pequeno varejo responde por mais de 40% do volume de vendas nos segmentos de alimentos, higiene, limpeza e perfumaria. Com o crescimento dos últimos dois anos, atualmente há mais de 50 mil estabelecimentos em todo o País e segue uma tendência de crescimento.

Fonte: Supermercado Moderno

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pesquisa traça perfil do consumidor em 2012

Mais conveniência, autenticidade e experiência são algumas das principais reivindicações do novo consumidor mundial. É o que mostra a pesquisa internacional Retail Trend 2012, realizada pelo The Future Laboratory, sobre as tendências do varejo global para o próximo ano. Apesar dessas questões não serem novas no mercado, ainda são poucas as empresas que seguem estes conceitos e estratégias para se aproximarem do público. De acordo com o estudo, os clientes estão cada vez mais exigentes e ligados às questões de responsabilidade social e sustentabilidade.

A pesquisa aponta que uma nova geração de consumidores determinará uma reinvenção do varejo por meio de conceitos como o “revivalismo” e o “Rubarnism”, apresentados pela Future Laboratory, além da curadoria. Estas características trarão produtos naturais e menos estímulos para as grandes cidades. Algumas empresas como Starbucks, Domino’s e Moleskine já apostam nesta reestruturação e investem na interatividade, transparência com o público e construção de uma herança da marca. Por aqui, nomes como Pão de Açúcar e O Boticário também realizam um trabalho alinhado às exigências dos consumidores.

As tendências para o próximo ano impulsionarão as marcas a mudarem de postura no mercado conforme o desejo dos clientes. “O consumidor está buscando uma vida com menos estresse e estímulos. Ele procura a super conveniência. As pessoas, por exemplo, não querem mais ir ao supermercado, mas à lojinha de bairro, sem pegar trânsito. Também buscam artigos com herança e mais relacionados às artes, com aparência de feitos à mão. Faz parte ainda dessa busca uma curadoria das marcas, sem tantas opções do mesmo produto”, explica Paulo Al-Assal, Diretor Geral da agência Voltage, representante do estudo no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diálogo com o Cliente
Atendimento de qualidade é um dos fatores mais desejados pelos consumidores em relação às empresas. Para satisfazer o consumidor, segundo o levantamento, é necessário construir formas diferenciadas de dialogar com o público e entender como a marca é percebida por ele. Uma das estratégias propostas para as empresas por Al-Assal é saber utilizar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) ao seu favor. Atualmente, o serviço se configura como um monólogo, no qual apenas o consumidor fala e as companhias não reagem de acordo com as expectativas.
Se o SAC recebe cerca de 30 mil ligações e realiza o cadastro destas pessoas, a empresa já conta com uma grande de base de perfis dos consumidores que são engajados com a marca e desejam contribuir. Por meio desse material podem ser feitas pesquisas mercadológicas, incentivar os consumidores a co-criarem com a empresa e a produzirem soluções relevantes”, destaca Al-Assal.

O acompanhamento nas redes sociais também se torna cada vez mais importante nesta nova disposição do varejo. Os clientes exigem um diálogo mais autêntico e ágil, principalmente os jovens da geração Y e Z que se identificam mais com os canais na internet do que com o serviço por telefone. Um caso clássico de transparência e co-criação foi a estratégia da Domino’s Pizza, nos Estados Unidos. Após ter registrado 6% de queda nas vendas, a rede decidiu reformular o cardápio com a ajuda dos clientes que reclamavam das mudanças na qualidade do produto. Durante meses, a empresa testou junto com os consumidores diversas inovações nas receitas até chegar ao cardápio atual.
Neste mês, a Domino’s americana também criou uma ação relacionando dois conceitos demandados pela nova geração de consumidores. Juntou interatividade e conveniência e produziu o game Pizza Hero para iPads. O jogo promove uma competição entres os usuários no quesito velocidade de preparo e é possível receber em casa a pizza criada virtualmente.

Experimentação da marca
Com mais informações e ferramentas online de pesquisa, os consumidores tornam-se extremamente exigentes e pesquisam muito antes de comprar, procurando saber de onde vem o produto adquirido e a história da empresa. Para gerar experiência do online no offline, algumas lojas na Europa montaram quiosques de busca virtual nas unidades para que o cliente pudesse fazer uma pesquisa sobre o produto no próprio espaço. A ideia é superar uma disposição dos internautas conhecida como ROPO (Research Online, Purchase Offline), pela qual as pessoas realizam buscas na web sobre o produto, mas acabam comprando nas lojas físicas.

Os varejistas europeus e americanos têm investido em exposições interativas e educacionais destinadas a aproximar o cliente do processo de produção. A Heineken já consegue proporcionar estes elementos com a “Heineken Experience”, o museu sobre a cervejaria e seus produtos, localizado em Amsterdã, na Holanda. Desde 2001, o local oferece uma excursão aos processos de fermentação da cerveja durante os anos. Caminho semelhante seguiu as cervejarias Therezópolis, Grupo Petrópolis e Ambev, com a Bohemia, ao criarem pontos turísticos de visitação às fabricas da empresa, com direito à degustação e visualização dos processos de produção, nas cidades da Região Serrana, no estado do Rio de Janeiro.

“O grande protagonista no varejo não é mais o produto, mas outras variáveis mais importantes, por exemplo, o relacionamento e a curadoria. As marcas têm que ensinar as pessoas e engajá-las. O Brasil ainda não está oferecendo a super conveniência, principalmente nas grandes cidades, como São Paulo, onde a falta de mobilidade é gigantesca”, afirma Al-Assal. O Boticário, no entanto, já conseguiu enxerga o valor da conveniência e, além do e-commerce, conta com mais três mil pontos de venda espalhados pelo país, entre lojas de bairros e grandes centros comerciais.

M-commerce e a super conveniência
Os meios virtuais de venda já não são novidades, mas se fortalecem a cada dia a partir de consumidores que buscam o conforto de acessar os serviços e produtos a qualquer hora e de qualquer lugar. Responsável por 50% de todas as transações no Japão, o mobile commerce ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro com o crescimento do número de usuários de smartphones.

As gerações Y e Z, principalmente, devem formalizar o canal nos próximos anos. Somente nos Estados Unidos, as compras com o celular devem atingir a marca de US$ 8,6 milhões em 2014, segundo a ABI Research. O mobile payment também deve crescer no país seguindo esta tendência, a Lojas Colombo, Submarino.com, Saraiva e Pão de Açúcar já aceitam pagamentos por meio de celulares com sistemas da operadora Oi e Vivo.
Com os mais de 230 milhões de telefones móveis no Brasil, segundo dados da Anatel do último mês, o mercado se torna otimista em relação ao modelo de compra. “O mobile será uma moeda no futuro. O consumidor brasileiro é desconfiado com as compras online, é da cultura da população. Mas este tipo de transação já é uma realidade no Japão e, no Brasil, temos grande potencial de torná-la também. Existe uma previsão de que US$ 115 bilhões serão gastos por meio do mobile commerce até 2015”, ressalta Al-Assal.

Rubarnism e sustentabilidade
A super conveniência também está relacionada a outros conceitos, como o modelo chamado “Rubarnism”, que procura trazer as coisas boas da vida no campo para a metrópole, como produtos orgânicos e artesanais, embalagens mais simples e menos opções de escolha para os pontos de venda. De acordo com o estudo, a prática já está sendo empregada na Europa. “Supermercados na Inglaterra e na França aplicam a super conveniência em três aspectos: no tamanho e formato da loja, na diminuição do mix de produtos e na aproximação do cliente, com mercados de bairro”, explica Al-Assal.

A tendência Rurbanism está relacionada à busca pela autenticidade, uma reação avessa à onipresença da vida digital. Esta revolução está impulsionando uma mudança da geração do “eu” para a do “nós”, pela qual os consumidores buscam consumir alimentos de produtores locais, ajudando também o seu meio social. Seguindo está tendência, algumas redes de supermercado aumentaram a oferta de alimentos orgânicos e produtos caseiros, como o Walmart e o Pão de Açúcar, favorecendo a sustentabilidade de pequenos produtores.

Desta forma, o consumidor não deseja apenas que as marcas compartilhem esses valores, mas também que ajudem a expressá-los. O público prefere aderir a campanhas que realizem de fato uma atividade de cunho social, como faturamento revertido para causas sociais e preocupação com o meio ambiente, segundo a pesquisa global. Este mês, a Coca-cola lançou a embalagem com 30% do PET feito a partir da cana de açúcar para a marca de água mineral Crystal, que mostra ao consumidor melhorias à natureza ao fazer com que o plástico possa ser amassado após o consumo, reduzindo em 35% o seu volume para facilitar o armazenamento do material reciclável.

Já o Pão de Açúcar tem trabalhado o revivalismo, inserido no conceito de trazer o campo para cidade, por meio da construção dos seus modelos de padaria dentro dos supermercados. Os espaços organizados nas lojas trazem características rurais e designs artesanais. “Todas as empresas têm que ficar ligadas nas tendências, mas cada uma terá que avaliar em quais se encaixam e como podem explorá-las. É preciso estudar o que o cliente da marca deseja”, destaca Paulo Al-Assal.

História e Curadoria: menos é mais
Não é possível mudar o perfil do negócio apenas para tentar acompanhar os novos valores de consumo, nem toda empresa conseguirá transmitir um caráter mais artesanal ou natural se lida, por exemplo, com tecnologia. Existem outros aspectos, no entanto, que podem ser incorporados por toda indústria, como a curadoria. Contrariando a lógica de super produção do mercado, os consumidores, segundo o estudo global, desejam menos opções nas gôndolas dos pontos de venda, desde que sejam bem selecionadas e estejam de acordo com suas necessidades e desejos.

Outra abordagem que serve para todos os setores e categorias é inserir a história da marca junto aos produtos. O conceito é muito bem utilizado no mercado de Luxo, com marcas centenárias, como Louis Vuitton e Channel, que agregam ao valor das suas coleções a herança histórica. Uma empresa jovem, no entanto, também pode criar uma narrativa para atrair os consumidores. Como fez a Moleskine, fundada em 1997. A marca se apropriou da história ao relacionar os seus cadernos a escritores e artistas, como Ernest Hemingway e Picasso, que usavam blocos semelhantes para anotações.

“Sabemos que o consumidor está cansado de tanto estímulos. Ele procura um Danoninho, por exemplo, e tem várias possibilidades diante de si. Por que não facilitar a vida dessa pessoa e fazer uma curadoria? Por que não diminuir o número de produtos expostos? Menos é mais. As pessoas estão cansadas do excesso de tanta informação e estímulos. A marca pode se segmentar, criar nichos de produtos, mas precisa diminuir as escolhas”, declara o Diretor Geral da Voltage.

Fonte: Exame.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Desafio das pequenas empresas em que os sócios são também parentes

Confira hoje a história de empreendedores que têm como sócios pessoas da família. Para que parentes possam ter sucesso em qualquer que seja o negócio, a administração tem que ser rígida. É imprescindível separar as finanças da empresa do dinheiro da família, aponta o Sebrae.

Assista AQUI a reportagem completa!

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Fonte: Jornal da Band - 30/11/11