segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atenção ao cliente e à qualidade como diferenciais

Empresários explicam sucesso no fornecimento de alimentos


Rio - O slogan de que o cliente sempre tem razão foi decisivo para o crescimento da Eggshow. A empresa foi criada em 1998 pelos irmão Marcelo, Eduardo e Maurício Penna, como fornecedora de ovos a bares e restaurantes.

Com o tempo, os clientes passaram a demandar novos produtos, como legumes, verduras e frutas. Para não fugir ao slogan que adotou, a Eggshow passou a diversificar sua oferta. E não parou mais de crescer.

Hoje, a distribuidora, cuja sede é no Cadeg, é capaz de atender pedidos de qualquer segmento do setor de gastronomia. Dos produtos frescos originais a industrializados, passando pelos considerados especiais, como os usados na culinária japonesa a bebidas finas, a Eggshow entrega.
Marcelo Penna credita grande parte do sucesso da empresa à preocupação em estar sempre ouvindo os clientes, informando-se do que eles precisam e de olho nas novidades e mudanças no mercado gastronômico. “Ficamos atentos às necessidades do cliente”, explica ele.
Essa atenção levou os três irmãos a diversificar não somente sua linha de produtos como atividades. No começo, tinham apenas uma distribuidora com depósito no Cadeg e caminhões de entrega.

Hoje, o grupo mantém o depósito e os caminhões — são nove próprios —, mas conta com uma loja onde vende de extrato de tomate a vinhos, uísques e outros produtos mais sofisticados. “Somos um grupo de atacarejo”, brinca Marcelo Penna.

E, desde novembro, os irmãos passaram também para o outro lado: abriram o restaurante Brasa Show, também no Cadeg, ao lado de sua loja, em área antes usada como depósito de alimentos.

O negócio principal continua sendo a distribuidora, que tem 95 empregados e cujo faturamento mensal gira em torno de R$ 1,5 milhão. Mas a loja já atingiu receita mensal de R$ 750 mil — que dobra em dezembro —, e o restaurante, R$ 350 mil, com tendência de crescer.

Penna explica que, para chegar onde chegaram, ele e os irmão passaram — e pasam — por um processo constante de profissionalização. Segundo ele, há quatro anos, a Eggshow vivia um momento de estagnação.

Para superá-lo, entraram para o Empretec, programa da ONU para micros e pequenos empresários, gerenciado pelo Sebrae. “É para o empresário aprender a ter resultados”, conta Marcelo Penna, que continua apostando na profissionalização constante.

Do canteiro para a cozinha

O conhecimento do setor em que vai atuar é dica básica para quem pensa em abrir uma empresa. E ele contribuiu em muito para o crescimento rápido da Chef Quentinhas.

Um dos idealizadores da empresa, Rafael Pereira trabalhou como peão na construção civil. E percebeu que havia carência de uma empresa voltada a atender os que trabalham em canteiros de obras.

O fornecimento de refeições prontas a empresas do setor é hoje o carro-chefe da empresa, sediada na Ilha do Governador e que entrega diariamente, em média, 600 quentinhas.

No cardápio básico, que pode ser consultado no site www.chefquentinhas.com.br, cada refeição sai a R$ 6,00. O preço pode variar para cima, em pratos diferenciados, comos os à base de camarão, ou para baixo, de acordo com o volume encomendado. Podem ser incluídos ainda sucos e sobremesas.

Para Pereira, dois fatores são fundamentais para o sucesso de sua empresa: a logística que permite entregar os pratos ainda quentes e a quantidade.

Para garantir a entrega, ele conta com carros e motos, usadas principalmente em pequenas entregas, mas que podem ser acionadas para driblar engarrafamentos. O que não pode é deixar o cliente com fome.

Franquia será o próximo passo

O crescimento da Panemania está baseado em qualidade e arrojo. Desde o início, a empresa investe em produtos diferenciados, com receitas italianas.

A elaboração deles mistura escala industrial e processo artesanal, como a fermentação natural. A farinha e a manteiga — não usam gordura hidrogenada — vêm da Itália.

Mas, explica Patrícia Senna, é resultado também da confiança no crescimento da economia e da necessidade do mercado de produtos de qualidade. Isso levou a Panemania a pedir financiamento do Proger, do Banco do Brasil.

Com o dinheiro, foi possível comprar mais equipamentos, ampliar a produção, atingir mais clientes e passar de pequena a média empresa. Hoje, a Panemania é fornecedora de marcas como Fiametta, Delírio Tropical, Café Viena, Galeria Gourmet, Gula Gula e ComPão.

E a expectativa é de crescer mais a partir de franquias. Há um mês foi formatada a primeira loja da marca, na Barra da Tijuca. Outras quatro, já aprovadas, buscam ponto.

Patrícia Senna explica que a previsão é de, em cinco anos, abrir mais 50 lojas com a grife Panemania. O investimento mínimo para o franqueado é de R$ 200 mil, e o retorno esperado em 24 meses.
Fonte: O Dia - online

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Assista no PEGN de domingo!

Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas cidades-sede da Copa de 2014. No total, são 9 setores mapeados, inclusive, o setor de comércio varejista.

O programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios desta semana (TV Globo, domingo, às 7h30) vai destacar o Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas cidades-sede da Copa de 2014. O estudo, encomendado pelo Sebrae e realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra as oportunidades que serão trazidas pelo evento esportivo nos setores de construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo. No total, são 448 possibilidades de faturar com os investimentos gerados pelo megaevento. Além dos números do mapeamento, a matéria vai mostrar um projeto piloto desenvolvido no Rio de Janeiro, que envolve 37 restaurantes. As empresas participam de cursos de gestão e consultoria focados no aumento do fluxo de turistas. Para 2014, o Ministério do Turismo estima que oito milhões de estrangeiros visitem o Brasil e, só no mês da Copa, outros 600 mil chegarão ao país. Além dos turistas estrangeiros, três milhões de brasileiros devem viajar para assistir aos jogos do mundial.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dirigentes do Sebrae conhecem revitalização da Rua Riachuelo

Comitiva, formada por representantes do Sebrae Nacional, Sebrae/SC, Sebrae/RS e Sebrae/PR, faz visita técnica ao centro de Curitiba, nesta sexta-feira


Dirigentes do Sebrae Nacional, Sebrae/SC, Sebrae/RS e Sebrae/PR conheceram na manhã do dia 20, o Projeto Nova Rua Riachuelo - A Rua do Reciclar, do Reinventar e do Reencantar", uma iniciativa pioneira do Sebrae/PR, Sistema Fecomércio-SESC-SENAC/PR e Prefeitura de Curitiba.


A apresentação das fases da proposta de revitalização do entorno do Paço da Liberdade SESC-Paraná, área próxima ao centro histórico da capital paranaense, onde se localiza a Rua Riachuelo, ocorreu durante o III Encontro de Administração e Finanças do Sebrae na Região Sul.



Participaram da apresentação do Projeto Nova Rua Riachuelo e de uma visita técnica in loco, os diretores de Administração e Finanças do Sebrae/RS, do Sebrae/SC e do Sebrae Nacional, Marcelo de Oliveira Ribas, Sérgio Fernandes Cardoso e José Cláudio dos Santos, respectivamente.


Após assistirem a apresentação da consultora e gestora da proposta de revitalização, Walderes Bello, os diretores percorreram a Riachuelo, que tem extensão de cinco quadras, e abriga lojistas que comercializam roupas, móveis novos e usados, alimentos e outros produtos.


Walderes Bello explicou que a revitalização vem sendo desenvolvida há mais de três anos. Segundo ela, o Projeto é referência no Paraná e no Brasil. A consultora atribui às parcerias uma das razões do sucesso da ideia, destacando o apoio do Banco do Brasil - que disponibilizou linhas de financiamento aos empreendedores - e da empresa Tintas Coral - que doou tintas para pintura dos imóveis.


A revitalização da região ganhou vazão, após o processo de restauração do antigo Paço Municipal, prédio histórico hoje chamado Paço da Liberdade, local que abriga um complexo cultural e educacional. O prédio que abrigou a sede da Prefeitura foi totalmente recuperado, pela Prefeitura e pelo Sistema Fecomércio/PR. O Sebrae/PR entrou na parceria, com o desafio de recuperar a força comercial da região.


“Desde então, o Sebrae/PR vem atuando na qualificação dos comerciantes da região. Percebemos a necessidade de valorização imobiliária e de uma proposta que possibilitasse maior circulação de pessoas e estimulasse novos hábitos de compra. Partindo dessas premissas, o projeto vem resgatando a importância comercial que a região ocupou no passado”, contou.


Para dar sequência à revitalização da Riachuelo, foi realizado um diagnóstico que levantou dados sobre o censo empresarial, inventário de produtos turísticos, pesquisa com turistas e com consumidores. O comércio foi qualificado em três níveis: bom (10% dos empreendimentos avaliados), médio (60%) e regular (30%).


Descobriu-se que 82% dos empresários são donos dos imóveis que sediam os negócios e que têm idade média de 41 anos. O tempo médio de existência dos estabelecimentos da Rua Riachuelo é 17 anos.


As três entidades realizaram estudo e identificaram quatro eixos para investimentos empresariais. A Riachuelo foi identificada como eixo “Conceito” (de revitalização, reutilização); a Barão do Cerro Azul, como eixo “Serviços Especializados”; as Praças Tiradentes e Generoso, como eixo “Turístico, Histórico e Arquitetônico”; e a São Francisco, como eixo “Gastronômico”.


Para mobilizar os comerciantes, para a necessidade de contribuir para a melhoria da localidade, foram realizadas reuniões e todo um esforço de convencimento, além da criação de materiais de divulgação como uma logomarca, banners, camisetas, sacolas e o conceito de reciclagem.


“Promovemos uma feira de mobilização e estimulamos mudanças de hábitos como deixar de estacionar veículos na calçada e de transformá-la em expositora de produtos, bem como, não realizar lavagem de móveis usados recém-adquiridos no local”, refletiu.


Trabalho conjunto


O diretor de Gestão e Produção do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, lembrou, durante o encontro, que o projeto de revitalização vem sendo replicado pela entidade em outras cidades do Paraná. “Propostas de revitalização de espaços comerciais, em Castro, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Maringá e Londrina, também estão em curso. Além da mudança visual, a ideia é que o projeto desperte novas oportunidades de negócios e que venham atreladas ao conceito de reinvenção”, destacou.


O diretor de Planejamento do Sistema Fecomércio/PR, Dieter Lengning, também considera que o sucesso da iniciativa se deve à parceria bem-sucedida entre as entidades. “Se o trabalho fosse uma proposta isolada, não teríamos chegado a esse resultado. O fato do Paço da Liberdade servir como âncora local, despertou o interesse dos outros setores. No início, havia um ceticismo grande por parte dos empresários. Hoje, vemos que houve uma revolução”, realçou.


O gerente da Regional Centro-Sul do Sebrae/PR, José Ricardo Castelo Campos, destacou, durante a apresentação, que o grande desafio do projeto de revitalização foi mudar a cultura empresarial dos empreendedores da Riachuelo. “Foi um desafio conscientizar alguns empresários sobre a necessidade de aprimoramento na gestão de seus negócios. É um trabalho pioneiro e, certamente, muitas outras fases poderão vir e se somar a essa inicial”, assinala.


José Cláudio dos Santos, diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, avaliou a iniciativa como positiva e acredita que após essa primeira fase de reorganização é preciso apostar em inovação. “Acredito que um bom exemplo a ser seguido é o que ocorre em países como Itália, onde as ruas que dão acesso ao centro histórico da cidade, são trabalhadas agressivamente, com mecanismos de apelo, com aplicação dos principais conceitos e características da Economia da Experiência”, aconselhou.


Ainda de acordo com o diretor do Sebrae Nacional, “quem vier a Curitiba, terá que desejar passar pela Rua Riachuelo a as outras incluídas no projeto. Numa segunda etapa, poderia se pensar até mesmo na existência de comércios com funcionamento 24 horas nessa região”, analisou José Cláudio dos Santos.

Revitalização da Nova Sergipe avança e empresários começam a ser capacitados

Projeto de Desenvolvimento de Espaços Comerciais, iniciativa do Sebrae/PR e parceiros, inicia nova fase; apresentação de capacitações que serão oferecidas acontece nesta quinta-feira, dia 26, às 19h30 na sede do Sincoval.

O projeto de revitalização da Rua Sergipe, no centro comercial de Londrina, caminha para nova fase. Depois da adoção de medidas estruturais, como melhorias no trânsito e nas fachadas das lojas, os empresários preparam-se agora para melhorar a gestão de seus negócios, com o apoio do Sebrae/PR e parceiros.

Nesta quinta-feira, dia 26, acontece o lançamento da fase de capacitação empresarial do Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais, também conhecido como Projeto de Revitalização da Nova Sergipe. Estão previstas capacitações em diversas áreas, como finanças, marketing e liderança.

A apresentação do Programa e de sua etapa focada na gestão dos empreendimentos será na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), na Rua Parigot de Souza, 220, às 19h30.

Cristovam Dias Junior, consultor do Sebrae/PR, explica que representantes de entidades e empresários estão unidos em torno de uma ideia comum: criar um ambiente favorável para atividades culturais, sociais e comerciais na Rua Sergipe, preservando a identidade da região mais tradicional do comércio varejista em Londrina.

Segundo o consultor, além de colaborar na elaboração das propostas, o Sebrae/PR contribui com a realização de treinamentos. O Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais contará com palestras, workshops e consultorias individualizadas.

“O comércio varejista é gerador de empregos e renda para o município. Capacitar os empresários significa contribuir significativamente com o desenvolvimento econômico e social de Londrina”, salienta.

A Nova Sergipe

A Rua Sergipe contempla mais de 700 empreendimentos varejistas e possui valor histórico para a comunidade londrinense. O Projeto de Revitalização da Nova Sergipe iniciou em outubro de 2009. Os comerciantes que aderirem à proposta serão isentos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para revitalizarem e manterem suas fachadas.

Além de alterações no trânsito, a proposta prevê a realização de eventos culturais. A Prefeitura e o Sistema Fecomércio/PR assinaram protocolo de intenções para restauração do antigo cadeião da cidade. Desativada há 16 anos, a velha prisão será transformada num centro cultural de última geração nos moldes do que ocorreu com o Paço da Liberdade SESC Paraná, no centro de Curitiba.

A revitalização da Sergipe é promovida em conjunto por 34 entidades, capitaneadas pelo Sebrae/PR, Sincoval, Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) e Sistema Fecomércio. As universidades de Londrina também estão envolvidas na proposta.

Invista no visual de lojas pagando menos

Para aumentar os lucros, o lojista precisa investir em vitrines atrativas, exposições de equipamentos e mobiliários funcionais, como forma de atrair o consumidor para o interior de sua loja. Mas para o pequeno e médio empresário, investir em novos equipamentos, a cada mudança de coleção, pode pesar no orçamento.

Por conta disso, Marcelo Miyazawa, diretor da Legas, empresa que atua em marketing de varejo, e que criou o sistema coordenado de instalação – reunindo flexibilidade e versatilidade de displays e expositores removíveis - “essa alternativa é excelente aos que ainda não tem capital para investir num projeto arquitetônico, mas quer soluções de visual merchandising para atrair o cliente às araras e prateleiras”.

E para provar que é possível, Miyazawa pontua algumas dicas de como montar uma loja, envolvendo móveis que não precisam ser fixados nas paredes e nem presos ao chão:

1) Escolher o público-alvo para o negócio. “Para quem você quer vender?”;

2) Definir quais os produtos que estarão disponíveis na loja;

3) Escolher bem a localização do negócio. Uma boa técnica para descobrir mais informações sobre o local é passar algumas horas nele, em diferentes períodos do dia, e observar a movimentação das ruas e lojas em torno, baseando-se em aspectos como o bom fluxo de possíveis clientes na região; certificar-se de que o lugar é carente de lojas com o perfil que se deseja implantar; observar se o local está de acordo com o posicionamento de preço de sua loja, e ter a certeza de que o preço do ponto comercial cabe no bolso, sem depender do fluxo de caixa da empresa, ao menos nos primeiros anos de vida dela;

4) Fazer da loja o principal meio de comunicação da marca e do produto, seguindo sugestões como: contratar um profissional de design e marketing de varejo para ajudá-lo no projeto; analisar a variedade de produtos que poderão ser expostos na loja; estudar a quantidade de estoque a armazenar na loja, e fazer um briefing detalhado sobre as características da marca, por exemplo: “como você quer que ela seja vista?”;

5) O Projeto da loja deverá contemplar alguns pontos chaves, mas é importante lembrar que cada marca tem suas características próprias, dentre elas:

- a reforma da loja: cores, acabamentos, paredes;

- piso: é importante pensar na paginação, no modelo, na resistência e acabamento.

- iluminação: ter cuidado para que os produtos fiquem iluminados sem que sejam danificados pelo tipo de lâmpada;

- vitrine: trabalhar de forma a refletir os valores da marca, misturados com as estratégias promocionais;

- comunicação visual e fachada: agregar artes gráficas ao visual da loja para permitir mensagens mais completas ao seu público, inclusive aproveitando o calendário de datas comemorativas do varejo (como Dia das Mães, Natal etc). Isso pode ser facilitado com a utilização de displays e sistemas de exposição dos produtos, por se tratar de elementos que podem ser colocados de maneira fácil e rápida;

- obter equipamentos de exposição dos produtos, tais como os modulares, que facilitam as constantes mudanças das linhas ofertadas aos clientes, proporcionando flexibilidade ao trabalho da equipe de vendas.

6) Criar um layout neutro, mas que reflita as características da sua marca, a fim de apenas acrescentar alguma decoração temática, conforme a época do ano. O importante é saber mesclar a vitrine com o equipamento de base da loja, utilizando portas-cartazes ou adesivos em mobiliários.

7) Alguns equipamentos são básicos e essenciais na montagem de uma loja: araras, prateleiras, expositores, além de computador e telefone.

8) A contratação de profissionais experientes no setor é fundamental. Um bom atendimento, além de gerar mais vendas, faz com que o cliente saia satisfeito.

Fonte: No Varejo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tecnologia no varejo


Quando olhamos para o maior varejista do mundo com um faturamento de mais 400 bilhões de dólares nos perguntamos: “As lojas deles não tem nada demais, o que faz com que eles vendam tanto e sejam tão grandes?”.
É simples. Usam a tecnologia e a logística intensivamente na sua retaguarda, essa é a grande diferença. Ainda na década de 90 seu fundador percebeu que o que faria a diferença seria a informática e investiu pesadamente, quando muitos nem sequer sabiam o que era ou não davam a menor importância e investiam em estoque. Desde essa época usam radiofreqüência e comunicação de todos os PDV’s, de todas as lojas, com um super computador que armazena todas as vendas, e seu pessoal de marketing estratégico passam os dias analisando os passos e hábitos de seus consumidores. Essa é a grande diferença que os tornou os maiores.
Isso agora está muito claro, não adianta apenas ter uma loja bonita, bem arrumada e em um bom ponto, é preciso ter também toda a retaguarda no mesmo nível. Com o perfil de competição dos dias de hoje, o custo da operação e a logística de abastecimento fazem a diferença.Ter tecnologia de ponta significa elevar a produtividade, reduzir custos e melhorar o atendimento.
A melhoria nos processos de compra, a redução de estoques, a eliminação de perdas por furto, a diminuição de mercadorias encalhadas por uma administração mais exata do perfil dos clientes, aliados a recursos tecnológicos na hora de atendê-los e de se comunicar com eles, viabilizam qualquer investimento em tecnologia.
Na última NRF (National Retail Federation), que aconteceu no inicio do ano em Nova York, com a presença de uma delegação brasileira de cerca de 1.400 pessoas (a maior delegação do evento), chamou atenção o interesse por soluções que evitem furtos, como câmeras de monitoramento e etiquetas antifurto e RFID, que são integradas a softwares para analisar o comportamento do consumidor na loja.
Tanto nos estoques como nos corredores das lojas, as tecnologias pós-código de barras estão avançando. As etiquetas com micro transmissores de rádio (RFID) são as que mais chamam atenção, mas mesmo com o apoio do maior varejista do mundo, seu avanço ainda é muito aquém do previsto na década passada. Tudo por causa da falta de um padrão único, pois os existentes não conversam entre si e acabam causando problemas com os equipamentos de leitura.
Seu preço unitário também é um obstáculo, porque continua alto, mas se ele cair drasticamente nos próximos meses, isso causará uma grande transformação nas operações do varejo. Para quem, como eu, que teve a oportunidade de ver e trazer essa tecnologia no inicio dos anos 90, posso dizer que a tecnologia está madura e o mercado está prestes a adotá-la.
Sem dúvida nenhuma, poder fazer um levantamento de itens de estoque na loja com essas etiquetas, de uma forma rápida e precisa, sem ter que modificar a disposição das mercadorias com equipamentos que permitem a leitura por código de barras e também por RFID, é muito atrativo. Além disso, é possível, com recursos disponíveis nessa tecnologia, localizar um item perdido. Essa função pode ser aplicada, por exemplo, para encontrar produtos deixados por clientes fora das gôndolas ou araras. A comunicação de dados pode ser feita de varias formas como radiofreqüência, Bluetooth, batch e voip.
E o que dizer dos softwares de frente de loja e de controle de retaguarda? Hoje existem no mercado mundial softwares especializados para cada segmento, especialmente desenvolvidos para atender a necessidade do varejista, seja uma cadeia própria ou uma rede de franquias.
Com as exigências fiscais se tornando cada vez mais rigorosas e complexas no Brasil e o Governo se aparelhando tecnologicamente, o varejista tem que se atualizar em termos de software para fazer frente a todas as exigências legais, dentro dos prazos exigidos, e também poder fazer frente à concorrência internacional que está desembarcando no Brasil e que já vem com esses softwares sofisticados a tira colo.
Com a introdução da NFe (Nota Fiscal Eletrônica), ST (Substituição Tributária), SPED e outras exigências, o varejista tem hoje um motivo a mais para investir em tecnologia.
O trinômio ponto de venda, retaguarda e obrigações fiscais fazem com que o varejista abra os olhos para investir em hardware, software e serviços de tecnologia, podendo assim, continuar crescendo. Se não fizer isso estará morrendo.
Eduardo Santos é fundador, administrador e presidente da ADDMARK
Fonte: No Varejo

Primeira bisnaga plástica com leitura em Braile

Com o objetivo de ajudar as pessoas portadoras de deficiência visual a conhecerem o produto apenas com o toque, a C-Park - empresa catarinense líder no mercado Latino Americano de embalagens plásticas no formato de bisnaga (tubo) – lançará o Tubo Braille durante a 16ª FCE Cosmetique, Feira de Tecnologia para a Indústria Cosmética, que acontece entre os dias 24 e 26 de maio.

Segundo a empresa, o grande diferencial da leitura em braile é a decoração em alto relevo. A escrita é desenvolvida através do processo silk-screen, no qual o verniz especial é transferido da tela diretamente para o tubo.

A ideia é utilizar a tecnologia a favor de um novo grupo de consumidores, restritos aos apelos visuais encontrados em cosméticos, produtos farmacêuticos, industriais e alimentícios.

* Fonte: No Varejo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Empresários lucram com produção de sacolas retornáveis, as ‘ecobags’

Mercado atrai fabricantes de camisetas e até de artigos para hipismo. Bolsas resistentes são feitas de algodão ou de garrafas pet recicladas.

Por Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo

César Beda investe nas sacolas desde 2009 - (Foto: Divulgação/Disk Camisetas)

Em meio à discussão no país sobre o uso de sacolas plásticas no varejo, que levou os supermercados de São Paulo a planejarem o fim da distribuição do material em 2012, pequenos empresários lucram com a oferta de um produto alternativo no mercado: as bolsas retornáveis, conhecidas como ecobags. De algodão ou até mesmo de garrafas PET recicladas, os produtos “ambientalmente corretos” ganham cada vez mais participação nas vendas de empresas de diversos segmentos.

Especializada na produção de camisetas promocionais, a Disk Camisetas incluiu as sacolas retornáveis no catálogo em 2009 e comemora os resultados. De acordo com o diretor César Beda, a participação das ecobags no faturamento em 2010 foi de 15% e a previsão é dobrar a fatia neste ano.

A empresa está no mercado desde 2005, sendo que o forte sempre foi a oferta de camisetas promocionais e uniformes. O gerente de vendas, Floreal Tortosa Filho, explica que a linha das sacolas chegou por último, em virtude da possibilidade e fazer algo reciclável.

Atualmente, a empresa confecciona tanto sacolas de algodão cru como as de pet – tecidos feitos com fios das garrafas recicladas. De acordo com o gerente, os clientes, em sua maioria empresas, têm preferência pela linha pet.

De maio de 2009 a abril de 2011, a empresa vendeu cerca de 90 mil sacolas, sendo 53 mil de tecido pet e 38 mil de algodão. Assim como nas camisetas, a fabricante personaliza os produtos com estampas e logos. As sacolas custam, em média, R$ 3, mas o preço pode variar de acordo com o tamanho, modelo e desenho. Em alguns casos, o preço pode chegar a R$ 10.

“O segmento [de produtos ecológicos] cresceu muito, tornando-se uma verdadeira ‘febre’ no mercado brasileiro”, afirma Beda. De acordo com ele, o crescimento da empresa no ano passado foi de 113%. Para garantir a idoneidade dos produtos, a fabricante afirma que os produtos passam por identificação e registro.

Localizada na Zona Norte da capital paulista, a empresa, que hoje conta com cerca de 30 funcionários, tem um projeto de expansão para este ano. “Estamos procurando um imóvel com o dobro do tamanho. A dificuldade é encontrar um galpão nas proximidades de onde estamos. Precisa ser perto do metrô por conta da equipe, mas as locações da região subiram muito”, explica Tortosa Filho.

125 mil sacolas por mês
Na cidade de Oliveira, em Minas Gerais, uma grande empresa da indústria têxtil criada em 1913 viu nas sacolas ecológicas uma oportunidade de aumentar o faturamento, o que rende bons frutos há cerca de cinco anos.

As ecobags chegaram à Ecologicpack em 2006, com produção diária de 100 sacolas (de 2 mil a 3 mil ao mês). Hoje, são 125 mil delas ao mês. “Vimos que não havia empresas no Brasil com produção em nível industrial, daí veio a ideia”, explica Fernando Mascarenhas, diretor industrial da empresa.

A empresa também oferece ecobags de algodão, que correspondem 90% das vendas, e de tecido pet. Os preços variam de R$ 2,50 a R$ 15 a unidade. Os tecidos de algodão são fabricados na própria empresa. O pet é adquirido de outra fabricante.

Mascarenhas afirma que, mesmo com a entrada das sacolas, a produção de tecidos para venda continuou até o ano passado, o que foi totalmente interrompido neste ano. “O crescimento foi tão grande que, atualmente, o faturamento da empresa vem 100% da produção das sacolas ecológicas”, diz, acrescentando que a indústria têxtil andava estagnada.

São 189 funcionários e uma produção de 60 mil metros de tecido por mês para dar conta da demanda – a carteira de clientes tem cerca de 4 mil nomes, entre eles grandes empresas que buscam sacolas personalizadas e até mesmo o consumidor final.

A empresa cresce cerca de 40% ao ano e prevê aumento de produção a partir do segundo semestre deste ano. “Já ultrapassamos a capacidade da produção”, afirma o empresário. De acordo com ele, serão feitos investimentos tanto em pessoal como em novas máquinas.

Microempresa
De um segmento completamente diferente, a confecção de acessórios para hipismo clássico, a microempresária Rosana Damilakos enxergou nas sacolas retornável um nicho para investimentos em 2008.

“Na época, no Brasil ainda era muito pouco difundido o uso de sacolas permanentes para substituição das sacolas plásticas (...). Hoje, o uso de sacolas retornáveis é muito mais divulgado, mas ainda falta muito para nos tornarmos um país sensato”, sugere Rosana.

A Sacolas Permanentes, fundada em 1988, não deixou de lado a produção de acessórios para hipismo e atende ainda outros mercados no ramo de animais de estimações. “Continuamos com todas as atividades em paralelo”, diz a empresária. As sacolas, contudo, representam 40% do faturamento da empresa, que fica no Bom Retiro, na capital paulista.

Os produtos custam de R$ 2 a R$ 12, de acordo com o modelo. As bolsas de algodão cru e tecido de garrafa pet são as que mais saem - as primeiras mais ainda do que as segundas. São 13 funcionários e a capacidade de produção é de 40 mil peças por mês. “Trabalhamos com oficinas de costura interna e terceirizadas”, conta a empresária.

Rosana, contudo, avalia com cautela a realização de grandes investimentos no setor. “Não há como concorrer com a China e Índia”, diz

De acordo com ela, para entrar no mercado de sacolas retornáveis é necessário ter um plano estratégico. “Sacola qualquer confecção faz. É muito fácil. Sem diferencial, não há como concorrer”, diz.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Empresas precisam antecipar tendências, diz especialista

Inspiração 2011 - Soluções simples transformam lojas em objetos de desejo do consumidor, afirma dono da Fal Design

Por Beth Matias

Brasília - As empresas do comércio varejista precisam estar atentas e antecipar as tendências do consumidor no futuro. Para o proprietário da Fal - Design Estratégico para o Varejo, Manoel Alves Lima, o mercado estará cada vez mais polarizado e integrado. “O que sabemos do futuro é que as empresas precisam ser criativas e inovadoras. Muitas vezes será necessária a destruição criativa para reconstruir a estratégia da marca”.

Lima participou na última quinta-feira (12) da palestra “Design Estratégico para o Varejo 3.0”, no Inspiração 2011, em São Paulo.

Ele apresentou durante sua palestra uma série de sugestões, que, aliadas à tecnologia, poderão inspirar as empresas a inovarem. Entre elas, está a integração com as redes sociais: a loja 4Food, uma empresa de alimentação nos Estados Unidos convida o cliente a interagir por meio do Twitter. Um grande telão foi colocado na loja e o cliente é convidado a fazer um tweet. Imediatamente sua foto e sua mensagem aparecem no alto do painel. “Se você dá um retweet pode concorrer a promoções da empresa e ganha cupons de descontos”, diz.

Outra proposta simples apresentada por Lima é a ativação interativa. A gigante Best Buy colocou quiosques dentro da loja que oferecem os melhores produtos para cada perfil de cliente. “Imagine você querendo comprar um GPS e as várias opções. No quiosque, você define o que precisa e tem as melhores opções de marca”.

Respostas rápidas

Segundo Brian Dyches, diretor geral da Iconic Tonic, que também falou sobre o varejo 3.0, as empresas americanas já descobriram possibilidades infinitas de realizar negócios por meio da tecnologia e da inovação.

Pouco conhecida ainda no Brasil, a QR (Quick Results ou em português Resposta Rápida) já está sendo usada amplamente pelas empresas americanas. É uma espécie de código de barras que podem ser feitos para qualquer tipo de produto, como cartões de visita ou peças do vestuário ou alimentação. Esses códigos são lidos pelo celular e imediatamente conectam a informações complementares sobre aquele produto, desde o site da empresa até receitas, jogos, entre outros.

Outra ferramenta, segundo ele, que em breve o mundo todo estará usando é a realidade aumentada. “Imagine estar em uma determinada rua de São Paulo, olhar para um prédio e receber informações sobre o tipo de apartamento que existe disponível para venda ali. Na realidade aumentada, o consumidor pode realizar filtros e ter uma experiência única de geolocalização”.

Varejo virtual e físico de mãos dadas


Escrito por Ticiana Werneck

Ele se referia ao eterno litígio entre os dois pólos do varejo atual: virtual e físico. “O e-commerce é imbatível em conveniência. A loja é imbatível em envolvimento e apelos sensoriais”, resumiu. E as duas podem agregar valor uma à outra ininterruptamente.

Em seguida, Alves Lima listou uma série de referências internacionais que provam isso, como a lanchonete novaiorquina 4Food, que possui um totem em seu interior que publica os tweets dos consumidores que visitam a loja naquele momento.

A ação promove a integração entre as pessoas presentes e dá cupons de desconto e brindes aos twitteiros. Ele também citou a iniciativa da loja Diesel em Madri, que modificou seu provador incluindo uma câmera e acesso ao Facebook, onde os consumidores podiam postar suas fotos com as roupas e receber comentários dos amigos. “Antes a tecnologia era um adereço, parecia invasiva, sem propósito. Hoje, ela está tão adaptada e integrada ao meio que sua presença é quase invisível”, comenta.

A iniciativa da Sephora disponibiliza iPads no PDV em que a consumidora interage com diversas informações. Numa delas, ela pode checar a sequência para realizar um penteado e na última tela acessar a lista de itens que precisa comprar (pela web ou na loja) para executar tudo.
Em outra ação, a consumidora fotografa seu rosto com o iPad, e passa a aplicar nessa imagem sombra, batom, blush, testando cada um e criando uma lista de produtos. “São exemplos de como uma venda pode ser incrementada”, analisou Alves Lima.

Para ele, a inovação é inerente ao varejo, “a destruição criativa dá lugar ao novo”. Como levar inovação a empresas conservadoras? “Usando a psicoporrada”, ironizou.

O economista Ricardo Amorim também subiu ao palco e deu sua visão sobre o atual cenário. "O Brasil está praticamente condenado a dar certo. Se não remar, o barco vai sozinho", brincou. “A gente se acostumou a ver o Brasil dar errado. Agora que deu certo, que chegou a nossa vez, não conseguimos acreditar e pensamos: quando vai dar errado de novo?”.

Brincadeiras à parte, ele explicou alguns fatores que culminaram nesse desfecho, no qual o varejo é um dos principais beneficiados. “Estamos assistindo a reversão da fuga de cérebros. Os brasileiros que trabalhavam fora estão voltando e trazendo consigo o conhecimento que adquiriram”, disse ele que se enquadra nesse aspecto e há três anos voltou para o Brasil.

E não são só os brasileiros que querem trabalhar aqui. Pesquisa feita com estudantes de Harvard perguntou onde eles gostariam de trabalhar. Os três primeiros destinos foram China, Índia e Brasil.

Antes, quando era anunciada uma aquisição entre uma empresa brasileira e outra estrangeira, era claro quem havia comprado quem. Hoje não, haja vista as recentes movimentações da Ambev, 3G e Grupo Friboi, que compraram respectivamente, Budweiser, Burger King e Swift.

Para o varejo as oportunidades são imensas, principalmente movidas pela oferta de crédito. E ele é categórico: “não há bolha de crédito no Brasil”. O enriquecimento do interior do País, assim como das regiões Norte e Nordeste; a ascensão de classe social de 55 milhões de brasileiros ex-pobres; e nosso enorme contingente de jovens trabalhadores são alguns motivos citados por ele para explicar porque “é difícil o Brasil dar errado agora, para isso acontecer tem que se esforçar bastante”.

Ele fechou sua bem-humorada apresentação com outro dado otimista: “Se tudo continuar igual, daqui a 15 anos teremos uma melhor distribuição de renda que os Estados Unidos”.

Essa é a quinta edição do Inspiração, evento de inovação e design estratégico para o varejo, idealizado pela FAL e J2B.

Fonte: NoVarejo

Brasil cai para 44º em competitividade

País perde 6 posições em ranking que avalia ambiente de negócios; baixa produtividade e altos custos pesam
Infraestrutura ruim e ineficiência do governo são pontos fracos; EUA e Hong Kong lideram lista de 59 países

NATÁLIA PAIVA
DE SÃO PAULO

Baixa produtividade e alto custo de vida se somaram a velhos problemas (como sobrecarga tributária e infraestrutura ruim) e derrubaram a posição do Brasil no ranking global de competitividade.

Em um ano, o Brasil perdeu seis posições -só Grécia e África do Sul perderam mais- e foi passado por México, Peru, Itália, Filipinas, Turquia e Emirados Árabes. É o quarto da América Latina, atrás também do Chile. A oitava economia mundial ocupa o 44º lugar entre 59 países. Os EUA voltaram ao topo, dividido com Hong Kong (em 2010, haviam perdido para Cingapura).

O estudo, que mede o ambiente de negócios, foi feito pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Administração, da Suíça, em parceria no Brasil com a Fundação Dom Cabral. Ele considera dados oficiais e entrevistas com empresários.

O Brasil se destacou positivamente em dois subfatores. O primeiro foi Mercado de Trabalho (geração de empregos), em que saiu do 33º para o 9º lugar, bem longe do 44º de 2007. O outro foi Investimento Internacional (do 42º para o 19ª), atraído pelo bom desempenho econômico do país e por seus juros altos.

"Mas os empregos gerados são em setores de baixa agregação de valor, que vão gerar pouco em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). E os investimentos que entraram foram para fazer oferta ao mercado doméstico ou para ganhos financeiros, não em infraestrutura ou indústria de alto valor", afirma Carlos Arruda, da Dom Cabral. Foi no subfator Produtividade e Eficiência que o Brasil mais caiu: do 28º para o 52º lugar, voltando ao patamar de 2007 (53º). No estudo, a produtividade considera o reflexo da alta do número de trabalhadores sobre o PIB.

CÂMBIO
Para Arruda, essa discrepância, aliada a um câmbio desfavorável à indústria, pode levar a um círculo vicioso.
A massa desqualificada consome cada vez mais -e com mais crédito a juros altos disponível. "Com real valorizado e salário alto, fica muito caro produzir para o mercado doméstico; a importação é mais fácil. Daí haver fabricantes preferindo importar." À indústria brasileira restaria o nicho de baixo valor.

Para José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ, uma força de trabalho pouco educada invariavelmente leva à baixa produtividade. Ou seja, "se quiser ter um trabalho com elevado nível de produtividade, é preciso investir pesadamente em educação". "Você incorpora trabalhador com baixa produtividade e tem de pagar muito porque o mercado está superaquecido. É a principal razão no trabalho pela qual o Brasil não pode crescer mais que 4,5% no longo prazo", afirma.

Além de produtividade e preço (custo de vida alto), as principais fraquezas seguem as mesmas: falta de eficiência do governo em todas as esferas (55ª posição) e infraestrutura ruim (51ª), segmento que inclui logística, tecnologia, ciência, educação, saúde e ambiente. A diferença entre a eficiência privada e a governamental é maior no Brasil: 26 posições.

Leis defasadas, carga tributária alta e burocracia excessiva seguem como travas."Coisas clássicas, que qualquer sistema tributário já resolveu há anos, nossas empresas ainda enfrentam. É mais capital de giro, custo e incerteza jurídica", afirma José Augusto Fernandes, diretor-executivo da CNI. O Ministério do Desenvolvimento não comentou o estudo. Na semana passada, o governo criou a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, presidida pelo empresário Jorge Gerdau.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Primeira loja 100% RFID do Brasil será inaugurada em junho


Escrito por Thiago Borges

A informação foi concedida à reportagem de NOVAREJO na última segunda-feira (09/05) por Cláudio Landsberg, diretor da Linx Prevenção de Perdas, especializado em atender o varejo.

A empresa é responsável pela implementação da loja com RFID de ponta a ponta, o que permitirá maior controle dos SKUs comercializados, quebras operacionais, entre outras funções feitas manualmente ou sem integração com um software de gestão. Os produtos serão monitorados desde o fabricante até sua chegada ao centro de distribuição, a ida para as lojas e a venda efetiva ao consumidor final.

O lançamento faz parte de uma estratégia do Grupo Linx para liderar o movimento pelo RFID no Brasil. Nos últimos três anos, a empresa investiu pelo menos US$ 500 mil em estudos e testes. Landsberg calcula que, em no máximo três anos, metade dos varejistas têxteis do Brasil (considerado um dos setores mais fáceis para implementar a tecnologia) serão automatizados com RFID.

Bruno Calaça, gerente de projetos sobre o assunto na Linx, ressalta que o objetivo não é vender equipamentos, e sim a solução – desde uma consultoria prévia para detectar as necessidades de cada cliente até a implementação e o suporte. “Temos capacidade de fornecer 300 milhões de etiquetas nos próximos cinco anos”, aponta.

A ideia é controlar itens de valor agregado, isto é, com preço mínimo de R$ 30, a um preço médio inicial de R$ 0,75 por peça – considerando uma operação que movimente 3 milhões de peças ao ano.

Entre os benefícios da adoção da tecnologia, Calaça aponta:

- 99,9% de acuracidade das informações sobre estoques

- cinco vezes mais produtividade na área de recebimento e expedição

- 0% de erros na expedição

- rápida resposta a anomalias

- maior volume de informações na cadeia de suprimentos

- e redução do custo de implementação

Fonte: NoVarejo

O Brasil que inspira. A China é aqui!

Passado, presente e futuro das empresas no país

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

A primeira frase do título deste editorial é a mesma do título que levou a palestra do economista Ricardo Amorim no Inspiração 2011, realizado na semana passada em São Paulo. Já o segundo período foi destacado de sua apresentação, a mais inspiradora e intrigante do evento, que reuniu mais de 400 pessoas. De acordo com o consultor, as empresas brasileiras precisam fazer apenas o básico para dar certo. O motivo? A maré que durante anos esteve contra, agora está a favor do país.

O mundo mudou muito mais do que conseguimos ver, aponta o economista. Nesta transformação, o maior nível de consumo passou dos países ricos para os emergentes. As fontes de riquezas também. Hoje, as commodities estão mais valorizadas que a tecnologia. Segundo Amorim, enquanto nos últimos 10 anos uma TV de tela fina caiu de preço, o barril do petróleo ganhou valor. E onde está hoje uma das maiores reservas globais de petróleo? “Vivemos num mundo de crise nos países ricos e oportunidade nos emergentes”, aponta o economista.

Jogadores de futebol, modelos, altos executivos e até mão de obra especializada que iam para os Estados Unidos, Europa e Japão em busca de melhores oportunidades hoje fazem o caminho de volta. O risco da alta da inflação pode ser menos problemático do que uma crise ainda mais profunda nos países ricos. Mesmo assim, a indústria continuará batendo recordes de produção e o varejo multiplicando suas vendas. Mesmo fazendo o básico, é preciso se transformar.

Varejo continua tendo importância
"Diante da digitalização do processo de compra e do constante crescimento do comércio eletrônico, o varejo tradicional continuará a ter importância", afirma Brian Dyches, Diretor Geral da Iconic Tonic e Presidente do Retail Design Institute. A própria tecnologia será responsável por conquistar mais consumidores no ponto de venda. Casos de sucesso como o da Diesel, que possibilita que o comprador compartilhe nas redes sociais a roupa que está provando, mostram isso. É a tendência do social commerce.

O desafio está em decifrar a cabeça das pessoas, cada vez mais inconstantes. Hora desejando uma coisa, hora outra, de forma complemente diferente. O caminho para fugir deste beco sem saída quem dá é Marc Gobé, que propõe marcas emocionais. O especialista sugere que as empresas criem marcas e produtos mais humanos e que dialoguem com as pessoas.

Roberto da Matta, outro participante do Inspiração 2011, dá importantes dicas para as empresas que ainda trabalham como se estivessem no século XIX ao falar sobre os rituais. Para o antropólogo, temos que dar mais atenção à surpresa, uma vez que os sentimento surgem de situações cotidianas. Isso quer dizer que uma marca que não promove nada de diferente, dificilmente surpreenderá o seu cliente.

Como pessoas, lembramos sempre das primeiras vezes e das últimas vezes. O primeiro beijo, a morte. O mesmo acontece com produtos. Se desejamos um, lembramos quando compráramos e quando ele deu defeito. O meio, entre a primeira e última vez, está vazio porque entra no lugar comum e as empresas não mantêm relacionamento com seus clientes. O caminho é transformar a rotina em prazer.

Grande ideia ajuda quem não tem tempo de ir ao mercado

A rotina de trabalho muitas vezes não deixa tempo livre para os afazeres domésticos. E como o horário comercial não atravessa a madrugada, essas pessoas ficam sem opção. Aliás, ficavam, pois dois jovens cariocas tiveram a grande ideia de criar uma loja de conveniência virtual, com entregas na madrugada. Assim, os clientes podem fazer os pedidos por telefone e receber as mercadorias na porta de casa.

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Fonte: SBT Brasil

Repórter: Léo Sant'anna

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Supermercado em Belo Horizonte cria loja sustentável

Por Beth Matias

Desde o piso aquecido até uma usina de biodiesel que irá utilizar óleo de cozinha, tudo no Verdemar é pensado para diminuir os impactos do negócio no meio ambiente e oferecer conforto ao cliente

São Paulo - Como fazer a diferença em um mundo tão globalizado, onde tudo parece tão irritantemente igual? Uma rede de supermercados em Belo Horizonte, a Verdemar, decidiu ir além, inovar e antecipar o futuro. Inaugurou recentemente uma loja totalmente voltada para a sustentabilidade. Algumas das propostas são sofisticadas e com custo elevado, mas outras podem ser adequadas aos pequenos negócios.

Segundo o proprietário da empresa, Alexandre Poni, durante palestra no 27º Congresso de Gestão e Feiras Internacional de Negócios em Supermercados (Apas 2011), a loja é o primeiro supermercado da América Latina que utiliza o dióxido de carbono (CO2) como fluido no sistema de refrigeração, substituindo os atuais refrigerantes sintéticos HCFC / HFC. O resultado é a redução da emissão de poluentes a zero.

Outra inovação é a estação de tratamento de água. O sistema tem como meta reaproveitar 80% do líquido usado no abastecimento da loja. Toda essa água tratada é utilizada em banheiros, limpeza de áreas externas e manutenção de jardins. Os banheiros possuem válvulas de descargas com um acionamento para resíduo líquido e outro para sólido, que também economiza água.

Mas o que vem chamando a atenção do público em geral e, em especial, o feminino, é o aquecimento no piso. Segundo Poni, por estar instalada em uma região fria, a empresa decidiu aquecer o chão da loja. São 1800 m² de piso radiante, sob o qual foram instaladas tubulações para circulação de água quente, gerada por um trocador de calor do sistema de refrigeração.

Além da coleta de resíduos, a rede também coleta computadores. O material é doado a uma organização que utiliza esse tipo de matéria-prima para profissionalização de menores em situação de risco.

Interessante também é a pintura à base de minério de ferro. Situada em uma região onde há muitas minas, a Verdemar decidiu criar uma tinta à base de minério e resina. O depósito do grupo deverá ser pintado da mesma forma.

Em breve, promete o proprietário, a rede terá uma usina de biodiesel, abastecida com óleo de cozinha usado na loja e também entregue por clientes. A usina não só vai evitar que o óleo de cozinha seja descartado na natureza, como também terá um caráter social. O biodiesel produzido, além de ser utilizado em horário de pico, será fonte de renda para projetos sociais.

O investimento em todas as inovações, segundo Poni, foi alto, mas está valendo a pena. “O retorno, por enquanto, não é tangível, mas institucional. Com certeza, estamos ajudando a preservar o planeta e fortalecendo a nossa marca e missão”.

Especialistas frisam que inovar tem de ser prioridade

Por Beth Matias

Na Apas 2011, evento dos supermercados em São Paulo, consultores alertam que pequenos varejos precisam estar atentos às novas necessidades do consumidor.

São Paulo - O ambiente competitivo será muito complicado nos próximos anos para as pequenas empresas que não inovarem constantemente, conforme afirmou o especialista do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) Raul Amaral durante palestra na terça-feira (10) no 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados (Apas 2011), em São Paulo. O evento prossegue até esta quinta-feira (12) no Expo Center Norte.

Junto com Joaquim Ferreira, Amaral apresentou a palestra “Oportunidades para Inovação – Brasil Food Trends 2020”. Segundo eles, as mudanças nos hábitos de compra do consumidor, cada vez mais exigente e atento à praticidade, exigem soluções inovadoras da indústria de alimentos, do setor de varejo e dos serviços de alimentação.

“Atualmente, as cinco maiores redes de supermercado detêm 46,5% do mercado. Brigar com os grandes é difícil. Para competir, os pequenos varejos precisam inovar e competir pelo diferencial”, assinalou Ferreira. Uma das dicas, segundo ele, é investir em áreas como gastronomia, sustentabilidade e bem-estar. “O consumidor deseja mobilidade, experiência e inovação. Quer mais experiências de compra online e compras coletivas", exemplificou.

Tendências

E inovar, para a consultora do Instituto Ipsos Clotilde Perez, que também fez palestra no congresso da Apas, passa pela antecipação de tendências. “Vivemos a cultura das sensações, da educação permissiva”. Na visão dela, as empresas precisam estar atentas ao consumidor e às suas demandas cada vez mais sofisticadas.

Para Clotilde, hoje prevalece o conceito de “multivíduo” para definir o homem contemporâneo. “Não há mais uma única identidade, mas identidades. Identidade móvel e flutuante, em trânsito, passageira. Esse é o consumidor, o cliente atual", frisou. “Um exemplo está numa pessoa que frequenta um restaurante country na sexta, vai a um ensaio de escola de samba no sábado e se diz roqueira. Parece falta de identidade, mas é multiplicidade de escolhas”, observou.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

IBGE divulga dados da Pesquisa Mensal de Comércio

Em março de 2011, o Comércio Varejista do País registrou altas de 1,2% no volume de vendas e de 1,4% na receita nominal, ambas as variações com relação ao mês anterior.
Confira mais informações acessando o link abaixo:

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Implantar o código de barras ajuda a aumentar as vendas


A formação de filas e consequentemente a demora no atendimento é um dos maiores problemas para as empresas do atacado e varejo. Além disso, a necessidade de se implantar um sistema de leitura de dados aceito em vários estabelecimentos tem exigido dos empreendedores um novo posicionamento.

Uma das soluções encontradas para essas questões é a implantação do código de barras em seus produtos ou mesmo a exigência de que seus fornecedores ofereçam esse serviço. Mas o que é o código de barras? Como ele funciona? Como faço essa implantação? Qual o custo?
O código de barras nada mais é que o “RG” do produto, ou seja, uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação (leitura) dos dados é realizada por um tipo de scanner (o leitor de código de barras), que emite um raio vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor.
Ele permite rápida captação de dados, velocidade nas transações, precisão nas informações e atualização em tempo real e isso implica maior controle, diminuição de erros, gerenciamento remoto, velocidade no atendimento de pedidos e clientes, redução de custos.
Para você empreendedor que deseja implantar o código há duas maneiras, você pode comprar um sistema e criar seu próprio código ou implantar o código GS1. A diferença é que o primeiro só pode ser lido no seu estabelecimento e o segundo é lido em qualquer estabelecimento no Brasil e no mundo.
Para implantar os códigos de barras GS1 é necessário:



1° - Filiar sua empresa à GS1 Brasil, esse procedimento vai fornecer o Prefixo GS1 da Empresa, isso é feito pelo site www.gs1br.org. É importante providenciar todas as informações da empresa e produtos, como: área de atuação da empresa; motivo de filiação; tipo de produto; quantidade de produtos.

2° - Criar a identificação dos Itens Comerciais; isso é de responsabilidade do empreendedor, a GS1 lhe fornece seu prefixo e a quantidade de itens e o número de referência do produto é atribuído pelo detentor da marca.
3° - Escolher quais os tipos de códigos de barras e aplicações, o mais utilizado é o EAN-13 e deve ser, de preferência, preto e branco; produzir e aplicar o código de barras além de colocar as informações técnicas e de qualidade do produto; por fim, gerar os códigos de barras.
4° - Manter-se ativo junto à GS1 Brasil
Após se associar a GS1 ou mesmo para fazer a implantação do código de barras no seu estabelecimento é necessário a compra ou aluguel de um sistema, aquisição de uma impressora, a única exigência é que a mesma tenha uma impressão de qualidade e, por fim, um leitor de código de barras. Os custos podem variar, um pequeno empreendedor tem um investimento em média de até R$ 2.000,00 (dois mil reais) já uma empresa grande pode chegar a investir até R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
Silvia Teixeira é empreendedora do ramo de doceria no distrito de Anhanduí e destacou mudanças com a implantação. “Minha empresa cresceu. Como eu precisava fazer a rotulagem nas embalagens dos meus produtos aproveitei para implantar o código de barras, além disso, alguns clientes perguntavam”. O investimento foi de R$ 400, aproximadamente, e Silvia contou com auxílio das consultorias do Sebrae e da GS1. “Com essa ajuda foi bem mais simples do que eu imaginava”, aponta.
A empreendedora garante que, depois da implantação do sistema de código de barras, houve uma mudança considerável em seu comércio. “Notei o aumento das vendas e a boa receptividade dos consumidores. Comercializo meus doces com mais facilidade aos representantes, que por sua vez, revendem para as redes de supermercado, valorizando ainda mais o produto”, completa.
Sebrae proporciona apoio aos empreendedores para a implantação do código e a própria GS1 Brasil também oferece cursos, assessoria técnica e a certificação do código de barras.
Para mais informações: (11) 3068-6229 – GS1 Brasil