quinta-feira, 31 de maio de 2012

Comércio eletrônico brasileiro cresceu 43% em 2011

Dados do ano passado mostram que país foi responsável por 59,1% das vendas on-line na América Latina

Estudo feito pela América Economia Intelligence mostrou que o comércio eletrônico brasileiro cresceu 43% em 2011, atingindo mais de US$ 25 bilhões. Os números positivos fizeram com que o país alcançasse o posto de primeira nação latino-americana a conseguir que as vendas on-line atingissem 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB). 

O estudo apontou o Brasil como responsável por 59,1% das vendas no comércio eletrônico na América Latina e Caribe, seguido por México (14,2%), Caribe (6,4%), Argentina (6,2%), Chile (3,5%), Venezuela (3,3%), América Central (2,4%), Colômbia (2%) e Peru (1,4%). 
(Clique no infográfico abaixo)


De acordo com Carlos Cruz, diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), com o auxílio do e-commerce, as empresas têm condições de levar os seus produtos para qualquer lugar do mundo. Por isso, ele ressalta que é importante criar estratégias específicas para vender à distância. "As companhias que investem em infraestrutura, com uma equipe comercial e de atendimento ao cliente qualificada e serviço de entrega eficiente, conseguem garantir melhores resultados ao fim do mês", define. 

Segundo a avaliação, entre os fatores determinantes no comportamento de aquisição da população estão maior segurança e confiança no momento da compra, plataformas de negociação de canais como o social commerce (comércio por meio das redes sociais), reformas governamentais, aumento do nível de bancarização e o maior uso de meios de pagamentos eletrônicos. 

"A maioria das pessoas que realiza compras pela internet busca conforto, ou seja, procura alternativas para otimizar o tempo e evitar transtornos, como, por exemplo, fugir das filas, trânsito e shoppings lotados. Conhecendo o perfil dos consumidores, é possível adotar métodos diferenciados de atendimento e criar abordagens específicas para cada caso", explica Carlos Cruz.  

Para o ano de 2012, é esperado que o país tenha um aumento de 26% no comércio eletrônico, para 2013 a estimativa é maior ainda, de 28,5%. Além disso, com a popularização da internet móvel, espera-se que até 2015 os números relativos à atividade de compra sejam mais altos, pois a penetração de smartphones deverá chegar a 50%.


Fonte: E-commerce Brasil

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mercados de bairro sobrevivem com atendimento personalizado

Os pequenos mercados não tem perdido espaço para grandes redes, pois encontram um diferencial: personalizar o atendimento 

Foto: Shutterstock/Especial para Terra
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, os pequenos mercados não têm perdido espaço para grandes redes de hipermercado. "Eles encontraram um diferencial, que é atender com mais personalidade", explica João Sanzovo, diretor de Sustentabilidade da Associação Paulista de Supermercados (Apas). A presença diária do dono faz a diferença, além da praticidade de comprar em locais próximos às residências.

A comprovação da boa fase dos mercadinhos veio com um levantamento divulgado este mês pela Apas. Os resultados mostram que pequenas empresas cresceram mais do que hipermercados, supermercados e autosserviço quando analisada a venda semanal em cada uma das lojas.

A variação em percentual das redes varejistas de menor porte foi a maior entre as quatro analisadas, com uma venda semanal de R$ 188 mil por loja, ou 21,7% a mais do que em 2010. Os supermercados venderam em média 6,3% a mais do que em 2010. Já a categoria de autosserviço somou crescimento de 2,3% e os hipermercados tiveram um decréscimo de 3,7% na média de movimentação semanal.

Praticidade é ponto forte dos mercados de bairro
Segundo o levantamento da Apas, a motivação da compra pelos consumidores tem sido baseada em quatro fatores: "sofisticação", "indulgência", "fazer bem" e "praticidade". E é neste último item que os pequenos supermercados apresentam bons resultados, por estarem localizados normalmente próximos das casas dos consumidores.

A pesquisa da Apas apontou também que 84% dos consumidores optam por três canais ou mais para se abastecer, pois não conseguem encontrar tudo o que desejam em apenas uma loja.

Competitividade
Para se tornar mais competitivos, as lojas de vizinhança também têm procurado inovar em suas práticas comerciais. Desde 2008, começaram a surgir as centrais de compras, locais em que as lojas de menor porte se unem para negociar melhor com os fornecedores e se manterem competitivas. Em São Paulo, existem 20 centrais de compras e cada uma delas reúne de 20 a 30 varejistas.

"O poder de barganha aumentou, por isso o preço praticado não está muito longe daquele do hipermercado. A prática já está disseminada pelo País", afirma João. Nos mercados de bairro, segundo a Apas, o cliente encontra 48% dos itens com preços mais baratos do que nos hipermercados.

Desafios do setor
O setor varejista com um todo faturou R$ 224,3 bilhões em 2011 ¿ valor 11,3% maior do que em 2011, segundo dados da Apas. Com o cenário positivo, a maior dificuldade das pequenas empresas tem sido a gerencia do próprio negócio.

"O empreendedor às vezes tem dificuldades em administrar corretamente a sua unidade, se atrapalha com as exigências legais e de fiscalização", avalia o executivo da associação. A saída para o problema, segundo ele, é buscar qualificação por meio de cursos que garantam a capacitação para questões cotidianas. 
 
 
 
Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Melhora no visual da loja amplia vendas em até 40%

Pesquisa do Sebrae-SP aponta o que pode ajudar ou atrapalhar a atração de consumidores

Foto: Werther Santana/AE
Conquistar clientes fica bem mais fácil quando se tem uma loja atraente, bonita, confortável e bem organizada.  A simples melhoria no aspecto visual de um estabelecimento pode ampliar as vendas de 12% até 40%, aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP.  De acordo com o levantamento, a percepção visual é o alicerce de qualquer esforço para atrair clientes.  Consequentemente, todo negócio que busca se diferenciar da concorrência deve começar cuidando para que esse primeiro impacto seja eficaz.  

“É comum encontrarmos estabelecimentos com fachadas muito velhas, sem pintura adequada, com árvores ou outros obstáculos impedindo a visão do consumidor e até sem nenhuma informação clara do que seja o ramo de atividade da empresa”, diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP. “É importante que o empreendedor saiba que se trata de um item fundamental e que a escolha de cores, luminosos e letreiros merecem atenção especial, pois transmitem muitos significados e podem ajudar ou atrapalhar a atração de consumidores”, completa.

No que se refere às vitrines, o cuidado também deve ser constante, já que se trata do elemento mais importante para atração de consumidores. “Ela deve expor a melhor amostra dos produtos que serão encontrados no interior da loja e precisa chamar a atenção em poucos segundos”, alerta o consultor. A iluminação deve destacar as mercadorias, decorar os espaços especiais e também acompanhar o estilo e a personalidade da loja.“Ela pode destacar partes atrativas do estabelecimento e disfarçar partes visualmente desagradáveis que ainda não podem ser mudadas”, completa Carrer.

São importantes ainda itens como acessibilidade e climatização da loja, cuidados com provadores e banheiros. “Tudo isso conta para atrair consumidores e manter os clientes satisfeitos”, afirma o consultor.

Confira algumas dicas de como melhorar a sua loja e as vendas.

Fachada -  Ela é uma ferramenta de comunicação com seu cliente e, por isso, deve passar a informação sobre o tipo e estilo da loja. Procure explorar todas as oportunidades de comunicação visual da fachada, mas evite excessos.

Vitrine -  Ela deve indicar ao cliente qual a variedade de produtos comercializados. Para manter-se atraente, a vitrine deve ser renovada frequentemente.

Iluminação -  Este item exerce forte influência no comportamento de compra dos consumidores. Portanto, o sistema de iluminação ideal deve proporcionar conforto
visual, evitando distorção nas cores e valorizando o ambiente e os produtos expostos.

Provadores - Um bom provador contém: espelho amplo e de boa qualidade, banco ou cadeira, cabideiros ou ganchos e perfeita iluminação. É importante dar atenção redobrada à iluminação e climatização do ambiente: como decisões importantes ocorrem neste local, nada deve interferir.

Acessibilidade - Tenha entradas amplas e rampas de acesso à loja. Mas atenção com a inclinação e a altura dos degraus, para que não se transformem em armadilhas para os consumidores. Simule o acesso à loja, desde a calçada até a finalização da venda no caixa, passando pelos provadores. Se houver mais de um piso, avalie a necessidade de criar acesso especial.



Fonte: Estado PME

sexta-feira, 25 de maio de 2012

3 perguntas que todo empreendedor deve fazer

Mais do que as preocupações de instalação de um negócio, o pensamento certo pode alavancar uma empresa e levá-la ao sucesso.

Foto: Divulgação
Quando se fala em montar um negócio, há quem mire setores aquecidos dos quais se espera um bom retorno financeiro. Alguns acreditam que observar a concorrência, avaliar o mercado, e traçar estratégias, enfim, elaborar um bom plano de negócios basta.

Especialistas ouvidos por Exame.com desaprovam esse tipo de postura e são categóricos: sucesso não é dinheiro. Uma série de questões antes e durante o funcionamento da empresa, em parceria com um bom planejamento e muita determinação, moldam um empreendedor com tudo para dar certo. “A principal característica de um empreendedor é a obstinação com que ele lida com as dificuldades encontradas para atingir seu objetivo”, destaca o sócio da Rizzo Franchise, Marcos Rizzo.

Na visão do especialista, um empresário promissor é facilmente identificado. “Ele transparece toda a crença, o amor e a certeza no que faz”. A boa notícia é que características empreendedoras são adquiríveis e não somente parte da personalidade da pessoa. Sendo assim, comece já a mudar seu pensamento. Incorporar algumas perguntas ao seu dia a dia pode ajudar na subida rumo ao sucesso.

1) O que me deixa motivado e feliz?
Como destaca o consultor Batista Gigliotti, a primeira etapa em qualquer negócio é o auto conhecimento. Segundo ele, o que cansa em um trabalho é menos a quantidade e mais a insatisfação. “O brilho nos olhos, que é o que vai convencer as pessoas sobre o sucesso do seu negócio, surge quando se tem afinidade com aquilo e não está fazendo só por dinheiro”. Portanto, antes mesmo de começar é preciso saber exatamente onde se está entrando. “Auto conhecimento é difícil, mas fundamental.”

2) Estou disposto a resistir ao fracasso?
O consultor Marcelo Cherto ressalta as frustrações constantes com que o empreendedor, para ter sucesso, deve aprender a lidar. “Em toda história de sucesso, há muito erro por trás”. De acordo com o sócio do Grupo Cherto, os problemas e caminhos equivocados não devem ser encarados como uma coisa ruim.

Para ele, o importante é errar, mas sempre com a intenção de acertar. “Não vale errar de propósito, por desleixo, negligência ou inconsequência. O que não dá certo, mas foi feito da melhor forma possível, preparado, pesquisado e planejado, vale como aprendizado.”

3) Quem tem um problema que eu posso resolver?
“Um negócio só existe quando houver uma questão a ser resolvida e as pessoas estiverem dispostas a pagar pela solução mais do que ela custa para ser entregue”, afirma Cherto. Ele diz ser comum empreendedores se apaixonarem por uma ideia e esquecerem de pensar se ela resolve e, pior, sem pensar se há consumidores potenciais para o produto ou serviço. “Não se pode ter um negócio para então procurar clientes, e, sim, o contrário.”

Identificar a oportunidade certa é ideal, segundo Batista Gigliotti. Ele destaca algumas formas de conseguir realizar esta tarefa. “Tudo o que te incomoda no dia a dia ou coisas que você percebe que podem ser aprimoradas, além de tendências no setor podem guardar ótimas chances de negócios”, destaca o consultor.


Fonte: Exame

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como inovar mais na pequena empresa?

Aproveite as características do ambiente da pequena empresa para inovar

Foto: Divulgação 


Pequenas empresas devem ter uma área de inovação?
Respondido por Guto Grieco*, especialista em inovação


O ambiente das pequenas empresas já é mais propício para a inovação. O que alguns chamam de limitações são justamente aspectos que facilitam a inovação. Por exemplo, o fato de alguns funcionários acumularem funções e a limitação dos recursos financeiros.

A sobreposição de funções facilita o trânsito dos projetos de inovação. As equipes são naturalmente multifuncionais e a interação entre as áreas ocorre mais facilmente se comparada com as grandes empresas.
 
Inovar com menos recursos financeiros não é fácil, todavia, quando a inovação emerge nesse cenário geralmente é muito relevante.

As empresas crescem, se estruturam e, algumas vezes, acabam perdendo um pouco do vigor inovador das pequenas empresas. A partir de então, grandes empresas perseguem novamente algumas características das pequenas empresas para se tornarem mais inovadoras.

Sendo assim, por que não aproveitar as características inerentes às pequenas empresas e focar os esforços em projetos de inovação? É aí que as pequenas empresas geralmente se saem melhor do que as grandes!

*Guto Grieco é coordenador do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM (CIC/ESPM).
  
Fonte: Exame

terça-feira, 22 de maio de 2012

Empresário começou aos 13 anos com um carrinho de lanches. Hoje tem 74 lojas

Conheça a história de Ricardo José Alves, dono do Griletto, rede de restaurantes fast food

Foto: André Lessa/AE
A ascendência portuguesa é, segundo Ricardo José Alves, a principal responsável pelo seu dom empreendedor. O dono do Griletto, rede de restaurantes fast food especializada em grelhados, que opera em shoppings de cinco Estados, conta que começou a trabalhar ainda criança. “Meus pais tinham uma padaria em Mairinque (SP), e com sete anos eu já trabalhava com eles.” Aos 13, investiu em um negócio próprio. 

“Comprei, junto com um amigo, um carrinho de lanches.” A dupla vendia cachorro-quente na porta do clube da cidade, durante os bailes de fim de semana. Depois, montou um açougue, que virou uma rede com seis pontos na região de São Roque (SP). “Esse negócio foi o embrião do Griletto, inaugurado em 2004 num shopping de Itu (SP).” Hoje, a rede possui 74 lojas e deve fechar 2012 com 100 pontos. Aos 40 anos, Ricardo José Alves colhe os frutos de uma vida dedicada ao trabalho. Filho de uma família de origem portuguesa, Alves afirma que aprendeu a trabalhar na padaria que os pais possuíam na pequena Mairinque, situada no interior de São Paulo.

A vivência comercial precoce do empresário fez com que, aos treze anos, montasse seu primeiro negócio – um carrinho de lanches comprado em sociedade com um amigo. Algum tempo depois, abriu sozinho um açougue.
No entanto, segundo Alves, esse tipo de estabelecimento está fadado à extinção. “Não dá para competir com as grandes redes de supermercados”, explica. Como o negócio no setor de varejo de carnes estava ficando difícil, Alves decidiu montar um restaurante para vender a carne pronta ao consumidor final, num local onde houvesse grande concentração de pessoas.

Em 2004, o empresário concretizou sua ideia ao inaugurar o primeiro ponto do Griletto, em um shopping de Itu. “Em quatro anos cheguei a ter 12 lojas próprias, mas problemas com mão de obra e dificuldades na gestão me levaram a optar pelo ramo de franquias”, diz.

O lançamento do projeto ocorreu no fim de 2008. “Mesmo com o cenário de crise mundial que havia na época, o Griletto teve muita aceitação entre os investidores”, ressalta.

Hoje, a rede está presente em shoppings instalados nos estados de Minas Gerais, Paraná, Bahia, Piauí, além de São Paulo. A rede deve fechar 2012 com 100 pontos de venda. “Temos potencial para chegar a 250 lojas nos próximos cinco anos, porque as oportunidades no Brasil estão muito boas”, avalia.

A estratégia de Alves para ter lojas bem localizadas e com bom preço é comprar o ponto quando os shoppings estão em fase de construção. “Caso não tenha franqueado vou tocando o negócio até conseguir repassá-lo. Esse modelo culminou num crescimento forte, por que temos um estoque de pontos.”

Para atingir o sucesso nos negócios, Alves considera a dedicação como a principal estratégia a ser adotada. “Tem que se dedicar porque o negócio não vai pegar por si só. A dedicação do proprietário é determinante para o crescimento do empreendimento”, conclui.



Fonte: Estadão PME

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Varejista: mire a juventude!

Quer saber o que pensam os futuros consumidores de sua loja? Vá para o Facebook. É nas redes sociais que se encontram os clientes do varejo dos próximos anos. 

Foto: Divulgação
"Eles informam seus gostos e interesses nas redes sociais, principalmente no Facebook, deixando claro o que querem e como querem”, explica o especialista Mike Walsh, CEO da Tomorrow, que presta consultoria a empresas de todo mundo sobre demandas futuras.

“É preciso que os empresários do segmento prestem atenção nesse público e se adaptem à nova realidade que já vem se moldando há algum tempo", completa Walsh, que participou do Linx Retail Forum, evento promovido pelo Grupo Linx na última quarta-feira (16), no espaço Villa Noah, em São Paulo.

Mas Walsh também alertou que não basta colocar um site na internet para atrair os jovens. É preciso adequar as formas de fazer negócio com mudanças culturais e tecnológicas, sempre levando em conta que essa geração já nasceu na era da informática, com alta interatividade e inúmeras opções de escolha, precisando ser conquistada logo na primeira exposição.

"É necessário fazer uma imersão no mundo deles, manter-se a par das mudanças de tendências e comportamentos desse grupo e promover adaptação frequente do negócio de modo a ter condições de atender a demanda e não ficar para trás - seu data center será seu melhor empregado".

Ele foi além e até mesmo questionou os empresários presentes se suas empresas estavam buscando entender os processos de varejo no futuro ou se mantendo firmes ao modo de trabalho atual - para Walsh, com as informações que temos hoje sobre o inevitável trajeto varejista, ninguém pode se dar ao luxo de deixar os clientes do futuro surpreenderem.

E às vezes será necessário ser experimentalista e arriscar. "É importante apostar no diferente de vez em quando, com os dados das preferências dos clientes que se coleta", conclui.

Presidentes, diretores e demais executivos responsáveis pela gestão empresarial dos diversos setores varejistas puderam discutir estratégias de TI, melhores práticas do mercado e tendências no Linx Retail Forum.

Fonte: Revista no Varejo

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma fruta nascida do pé, no formato de caixinha?!

A ação viral é da Camp e pretende chamar a atenção do consumidor, de maneira bem-humorada, o quanto seus sucos se aproximam da fruta.

Fotos: Divulgação
Imagine uma laranja, um maracujá ou uma goiaba que nasce do pé, no formato de caixinha dos sucos Camp, com direito a canudinho? Pois foi assim que a AGE Isobar criou uma nova ação para a marca, que levou dois anos para ser concluída.

O objetivo da campanha, cujas frutas congeladas no formato exato da caixinha foram distribuídas pelos principais pontos de venda de São Paulo somente no último sábado (12/05), era provar de forma criativa a naturalidade dos sucos da marca. Segundo Carlos Domingos, diretor de criação da AGE, a ação tentou levar os consumidores a entenderem a tradução exata do que é um suco que vem da fruta.

Para que o projeto desse certo, o primeiro passo foi desenvolver os moldes específicos para a criação dos brotos das frutas, em uma fazenda que fica ao lado da cidade de Paranapanema, no interior de São Paulo. A produção passou por diversos testes até a escolha final do produto em acrílico, com material de pet, flexível o suficiente para permitir o crescimento correto da fruta dentro do recipiente, com espaço para entrada do ar e escoamento da água em casos de chuvas na plantação.

Com o acompanhamento semanal de um engenheiro agrônomo, durante dois anos, os brotos de laranja, maracujá e goiaba foram colocados dentro dos moldes. “No início achamos que seria um trabalho fácil. Afinal, qual a dificuldade de colocar um broto de uma fruta dentro de um recipiente? Porém, com o tempo, vimos que as condições climáticas e a fisiologia de cada fruto atrapalhavam demais”, explica Ivan Silva, profissional responsável pelo processo.

Após o crescimento das frutas neste período, nasceram as frutas congeladas no formato exato das caixinhas dos sucos Camp, com direito inclusive ao logo em alto-relevo e canudo acoplado.

“Em um tempo onde a maioria dos clientes busca rapidez nos resultados, precisamos de projetos arriscados, ousados. Precisamos nos esforçar no sentido da inovação”, afirma Domingos, da AGE.

Confira no vídeo abaixo como tudo aconteceu:




Fonte: No Varejo






quinta-feira, 17 de maio de 2012

Descubra sua motivação para criar o próprio negócio

As motivações que levam as pessoas a criar um negócio são muitas, mas as mais citadas em pesquisas com empreendedores atuais ou em potencial são:

• Autorealização (fazer o sonho acontecer)
• Desejo de independência
• Autonomia para tomar decisões
• Ganhar dinheiro
• Busca de novos desafios (mudança na carreira / pós-carreira / aposentadoria)
• Falta de alternativa (perda do emprego)

Quais das motivações acima aplicam-se ao seu caso? Se você está querendo montar o negócio próprio porque perdeu o emprego e não consegue recolocação no mercado de trabalho, cuidado, pois o negócio próprio demanda comprometimento de longo prazo.

Ao decidir por montar uma empresa, você precisa vislumbrar o que estará fazendo daqui a 5, 10 anos. Não se trata de uma decisão de momento, que muitas pessoas infelizmente tomam por falta de alternativa. Mas mesmo que esta tenha sido a motivação inicial, é possível você ser bem-sucedido se entender as premissas aqui discutidas.

O mesmo se aplica se sua motivação for apenas ganhar dinheiro. O dinheiro em si é uma métrica do sucesso nos negócios, mas os empreendedores mais bem-sucedidos são quase unânimes em afirmar que o dinheiro nunca foi sua principal motivação.

O principal motivo que os levou a enfrentar o desafio foi a vontade de fazer acontecer. Muitos citam ainda a busca de novos desafios e o sentimento de poder definir o caminho a seguir (independência/ autonomia).
Mas não se iluda com a autonomia 100%. Os donos do próprio negócio são os responsáveis pelas decisões na empresa, mas conforme o negócio cresce vários serão os interlocutores que influenciarão nas decisões: clientes, fornecedores, investidores e sócios.

Enfim, qual é a sua motivação?

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Esta coluna foi escrita por José Dornelas*, com base no livro “Seja dono do próprio nariz”.

*José Dornelas é especialista em empreendedorismo, presidente da Empreende e autor do best-seller "Empreendedorismo, transformando ideias em negócios".


Fonte: UOL Empreendedorismo


quarta-feira, 16 de maio de 2012

5 vantagens de ser pequeno

Conheça alguns benefícios em ser uma pequena empresa

Foto: Divulgação

Escala, poder de barganha, capacidade de investimento, projeção da marca. Essas são características que muitas vezes colocam as grandes empresas em situação de vantagem sobre as menores na hora de competir pelo mercado. Mas ser pequeno também tem seus benefícios. Saiba quais são eles e confira as dicas de especialistas para aproveitá-los melhor. 


 
1) Atendimento personalizado
Uma das vantagens de ter uma estrutura enxuta é a proximidade que o alto comando da empresa tem dos clientes. Usando isso a seu favor, o empreendedor pode oferecer produtos muito mais customizados às necessidades dos consumidores e se diferenciar no atendimento. “O pequeno gasta muito menos para dar um suporte mais personalizado para o cliente e ele valoriza isso”, destaca a professora Dariane Castanheira, do Proced/FIA. 

2) Agilidade para mudar
Ser pequeno permite que um negócio se movimente com maior agilidade para reagir a mudanças no mercado e atender a novas demandas do cliente. “A facilidade de adaptação é muito maior. Se você muda um produto ou reformula a estratégia da empresa, é muito mais fácil organizar a força de vendas para responder a essa alteração. Nas grandes, há um cuidado enorme com a comunicação”, aponta Dalton Viesti, coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios. 

3) Ambiente propício à inovação
Grandes empresas como Google e Microsoft frequentemente compram jovens negócios para trazer inovações para dentro de casa. O motivo por trás desta estratégia é que, apesar dos recursos mais abundantes, os processos nas grandes corporações tendem a ser mais lentos e burocráticos do que nos pequenos. 

“O ambiente mais compacto favorece a troca de ideas. O funcionário nem precisa bater na porta do presidente da empresa – em geral eles trabalham juntos, almoçam juntos. A informalidade facilita o processo”, aponta Viesti. 

Outro fator que torna os menores mais propensos a apostar em novas ideias é que o impacto do fracasso tende a ser menor. Sem acionistas cobrando resultados ou analistas acompanhando de perto os números da empresa, ela fica mais livre para fazer movimentos ousados. “Em geral, tem menos coisas em jogo, portanto é mais fácil arriscar”, resume Evandro Paes dos Reis, professor de empreendedorismo e inovação da BSP.

4) Diversidade de recursos
O pequeno empreendedor tem acesso a uma série de linhas de crédito específicas. Programas de subvenção econômica do governo, como o PRIME, da Finep, por exemplo, oferecem inclusive recursos não-reembolsáveis (ou seja, que não precisam ser devolvidos) para jovens negócios inovadores. “Se souber vender bem a sua ideia, o empreendedor pode conseguir acesso a crédito mais barato”, destaca Dariane. 

Os investidores anjo e fundos de capital semente e venture capital, que crescem cada vez mais no Brasil, também são uma opção para captação de recursos à disposição dos pequenos. Em troca de uma participação no negócio, eles injetam capital para fazê-lo crescer mais rápido. 

5) Atração de talentos
Embora nem sempre possa oferecer os mesmos salários e benefícios que as grandes corporações, as pequenas empresas inovadoras tendem a atrair profissionais jovens, que buscam flexibilidade e autonomia, além de oportunidade para crescer rápido. 

“Cada vez mais as pessoas procuram a liberdade para fazer o que gostam, mesmo que isso signifique ganhar menos”, destaca Reis. “As grandes empresas às vezes frustram os talentos, porque é tudo muito amarrado, muito padronizado”, explica o professor. 

Outra vantagem é que, mesmo com políticas de benefícios menos abrangentes, as pequenas muitas vezes conseguem distribuir lucros de maneira menos burocrática, podendo remunerar e incentivar os profissionais de acordo com o desempenho de cada um, aponta o professor. 



Fonte: Comunicação Empreendedora - Sebrae/AL

terça-feira, 15 de maio de 2012

6 coisas que o gerente do banco não diz aos empreendedores

Na hora de pedir crédito, os empresários precisam estar preparados para fazer perguntas e analisar a situação financeira da empresa

Foto: Dreamstime.com
 
Conversar com o gerente do banco na hora do aperto é ação comum para muitos empreendedores. Geralmente, as pequenas empresas precisam de uma grana extra para ajudar a pagar as contas ou ganhar alguns dias de caixa positivo até fechar uma compra ou receber dos clientes. Um pesquisa, feita pela MasterCard, indica que 43% das micro e pequenas empresas preferem o contato direto com o gerente do banco, seja pessoalmente ou por telefone.

Neste relacionamento entre empresa e banco, as coisas precisam ser equilibradas, ou quem perde dinheiro é o empresário. “É preciso cultivar um relacionamento de longo prazo, que é estar em contato com o banco não só na hora que precisa de crédito. A melhor hora é quando a empresa está muito bem, com lucro aumentando. Esse é o momento de bater um papo com o gerente ou chamá-lo para conhecer sua empresa”, ensina Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper.

Mesmo com o relacionamento mais próximo e informal, existem informações que o gerente do banco não vai dar aos pequenos empresários. É responsabilidade do empreendedor estar bem preparado para negociar. “Por vezes, o profissional envolvido no mercado financeiro parte do pressuposto de que a outra pessoa também conhece e sabe do que estão falando”, explica Osmar Visibelli, professor da Escola de Negócios da Anhembi Morumbi.

Mais do que informação e relacionamento, mostre-se confiante na hora de buscar uma linha de crédito. “Mostrar segurança e falar olhando no olho é importante”, sugere Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (ProCED/FIA).


1) "Conheça os números da sua empresa.”
  Ter um planejamento financeiro organizado é o primeiro passo para ir ao banco. A parte mais burocrática da gestão costuma ajudar os empreendedores a convencerem as instituições financeiras. Relatórios como o balanço patrimonial, demonstração de resultados e  rentabilidade vão ajudar a ter uma projeção do fluxo de caixa para o futuro. “Os gerentes gostam de ver um plano de negócios para os próximos três ou cinco anos. Isso mostra uma gestão profissional da empresa”, explica Nakagawa.

O fluxo de caixa futuro deve comportar o pagamento das prestações. “Toda tomada de empréstimo representa um comprometimento da receita futura. O planejamento financeiro profundo é mais interessante”, diz Visibelli.

Para os especialistas, conhecer os números evita chegar ao limite do endividamento. “As empresas vão para o banco sem saber o que precisam. Quando sabe que vai faltar dinheiro no caixa, antes de ir ao banco, a gente aconselha a negociar primeiro com o fornecedor. Se ele deixar para última hora, vai chegar com a corda no pescoço e o gerente vai colocar mais juros”, afirma Dariane.
2) “Pesquise as taxas da concorrência.”

Dificilmente, um gerente bancário vai te mandar embora da agência para pesquisar as taxas da concorrência. “Muitas vezes, o pequeno empreendedor pode ser enrolado quando ele teria outras condições mais baratas que o gerente não está interessado em oferecer”, opina Nakagawa.

Antes de correr no banco em que já tem conta, o ideal é procurar informações gerais sobre as linhas de crédito do mercado. “Busque a taxa de juros mais barata. Tem várias linhas do BNDES que precisam ser questionados no banco comercial”, ensina Dariane. O coordenador do Insper sugere o livro “Mercado Financeiro”, de Eduardo Fortuna, como uma fonte fácil de informações.

3) “A taxa de juros não pode mexer na rentabilidade.”

Saber qual taxa de juros sua empresa comporta é também responsabilidade do empreendedor. “Não é errado pagar juros, desde que não prejudique a rentabilidade”, diz Dariane. Segundo ela, a rentabilidade – que é o lucro dividido pelo total investido – precisa ficar acima de 15% para compensar o investimento. “Se o total dos juros reduzir tanto o lucro a ponto de a rentabilidade ficar abaixo dos 7%, não compensa. Hoje, qualquer taxa de juros acima de 2% ao mês eu acho que está alta”, explica.

Visibelli ressalta ainda a ilusão dos últimos rebaixamentos das taxas de juros. “Existe uma taxa mínima que é informada pelo banco, mas sempre o empreendedor vai encontrar uma taxa específica que segue o risco do negócio”, conta.
4) “Faça perguntas.”

Quem vai conversar com o gerente precisa estar cheio de informações e de perguntas. Segundo os especialistas, a conversa deve esclarecer todos os pontos possíveis para não ter surpresas no extrato bancário. “Prepare um conjunto de questões a serem apresentadas antes de fechar, como o volume de dívidas, as condições de pagamento e os prazos”, afirma o professor da Escola de Negócios da Anhembi Morumbi.

5) “Renegocie dívidas antes de pegar outro empréstimo.”

Com as recentes quedas nos juros, esta pode ser uma excelente hora para colocar as contas da empresa em ordem. “Esse é o momento do empreendedor renegociar o empréstimo”, sugere Nakagawa.

Além disso, se a dívida não for com o banco, pode ser ainda mais fácil. “Se o caixa está negativo, tem que renegociar com os fornecedores, analisar se os produtos estão saudáveis e dando retorno, e mexer no estoque, se isso não afetar a operação”, diz Dariane.

6) “Conheça a sua real necessidade.”

Contratar uma linha de capital de giro pode ser pouco vantajoso para uma empresa que precisa de um novo equipamento. “Saiba o que você precisa: se é capital de giro ou investimento. Se vai comprar um bem, tem linhas mais baixas. É mais caro quando é para capital de giro”, explica a professora do ProCED/FIA.

Por isso, antes de assinar contratos, saiba quanto o caixa pode pagar, quanto dinheiro precisa durante o ano, quais meses e qual o valor máximo que pode ser a parcela. “Tem que saber o que quer e que juros pode pagar. O planejamento financeiro é a peça chave para ajudar nessas decisões”, diz Dariane.


Fonte: Exame.com



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como usar o cadastro do cliente para vender mais

Saber como gereciar o banco de dados é o diferencial para a efetividade no relacionamento com os clientes

Foto: Divulgação
Uma pesquisa do Sebrae São Paulo feita com 2.552 empresas e divulgada em abril mostrou que 30% delas não possuem cadastro de seus clientes. O ato de preencher um formulário para estreitar o contato com a loja que acabou de te vender algo muitas vezes parece uma perda de tempo. Principalmente se você não entende o objetivo desse sistema. O que nos leva a dois grandes questionamentos: por que então ter um sistema de cadastro de clientes e como o fazer dar certo?

“O cadastro de clientes ainda é uma tendência forte mundialmente”, afirma Rafael D´Andrea, professor de marketing do Insper. “Mas a empresa precisa ser capaz de gerenciar e utilizar os dados que recolhe de cada consumidor.” Com essas informações, a empresa pode fidelizar o cliente e mantê-lo ativo.

Com ajuda do professor D’Andrea, criei um passo a passo de como fazer esse cadastro e usá-lo de forma eficiente:

1) Para ter um banco de dados, seus vendedores precisarão abordar os clientes. Para não perder a oportunidade, ofereça um benefício que valha o tempo de que o consumidor dispõe para preencher um cadastro. Por exemplo, um desconto na compra que ele está acabando de fazer. E não se esqueça de informar exatamente por que você está requisitando cada um daqueles dados.

2) Essas informações devem ser atualizadas em um sistema automatizado e que possa monitorar o padrão de compras de cada consumidor. Assim, você poderá fazer ofertas e descontos específicos para cada um deles, aumentando o grau de fidelização. “O mais importante desses programas é reconhecer o valor do consumidor. O cadastro deve dar relevância e personalização à comunicação”, afirma D’Andrea.

3) Manter esse banco de dados é algo custoso, portanto não guarde o cadastro de clientes que não são mais ativos em seu negócio. Atualize sempre as fichas daqueles que voltam sempre ao estabelecimento.

4) Crie um cartão de fidelidade que traga benefícios para os clientes ativos. Todo consumidor gosta de ser lembrado. Portanto, ações especiais em datas comemorativas, como aniversários, ajudam a cativar seus clientes.

5) Malas diretas e e-mails só devem ser utilizados se mostrarem que estão tendo algum tipo de efeito. Caso contrário, descarte-os.



Fonte: Papo de Empreendedor PE&GN

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Decoração diferenciada muda o visual do Alto da Julio, em Francisco Beltrão, Paraná

Avenida é revitalizada com a beleza das rosas artesanais confeccionadas pelas empresas participantes.

Decoração do Alto da Julio, confeccionada pelos empresários do local

O Alto da Julio ganhou um novo visual na semana que antecede o dia das Mães. Foi instalada a 5ª decoração diferenciada em dois anos de projeto. No projeto atual, as rosas foram escolhidas como tema para alegrar a avenida e sensibilizarem os clientes para o período das mães e também dia dos namorados


As equipes das lojas do Alto da Julio participaram de oficinas com objetivo de aprender a confeccionar as rosas para decorar as vitrines e o interior das empresas participantes da promoção "Navegue com seu amor em um mar de rosas".


A proposta da oficina é que todas as empresas mostrem aos clientes do Alto da Julio que estão integradas, e que os elementos usados para a decoração interna estão alinhados com a decoração externa. As atividades envolveram todas as empresas participantes, estas trabalharam em conjunto em dois projetos.

Oficina de confecção das rosas
 
A idéia proposta é a continuação da campanha lançada em 2011, que obteve uma avaliação excelente perante os empresários, reforçando o desejo de ser repetida nos próximos anos.

Em conjunto com a decoração externa, as lojas também estão decoradas internamente. Para os clientes, cupons foram entregues referentes a promoção, dando direito a participarem do sorteio de um cruzeiro pela costa brasileira.


Fonte: Blog Espaços Comerciais de Francisco Beltão e G1

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A música que toca na sua loja pode interferir diretamente nas vendas

A música ambiente de um estabelecimento é fator que deve ter atenção especial

Foto: Divulgação

Outro dia estava em um restaurante e notei que algo estava me irritando no ambiente (e contribuindo para que eu ficasse agitada, impaciente e comesse rápido demais): a música. Na contramão desse acontecimento, em outro momento,  em uma loja de roupas femininas, me surpreendi com uma cliente elogiando a música ambiente e perguntando à vendedora se, por acaso, a loja teria outras indicações de trilhas sonoras.

A música ambiente de um estabelecimento comercial é um fator que deve ser levado em consideração e merece uma atenção especial do empresário, pois contribui diretamente para o tempo de permanência do cliente no local, bem como para o seu estado de espírito, o que pode levá-lo a consumir mais, ou menos.

Algumas marcas, como a americana Abercrombie & Fitch, loja de menswear, por exemplo, utilizam a música em suas lojas como principal estratégia de venda. A trilha sonora cuidadosamente escolhida cria um clima de “balada”, o que anima os clientes e os leva a consumir mais e com mais disposição. O mesmo conceito é usado na Gola, loja de roupas masculinas localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo.

Entretanto, é preciso ter cuidado no momento de implementar uma estratégia como a usada pela Abercrombie&Fitch e pela Gola. A mesma música pode não ter o mesmo efeito, benéfico, em uma loja de roupas esportivas, em um restaurante japonês ou em uma loja de carpetes, por exemplo. De acordo com Alessandro de Paula, proprietário da AMP Music, consultoria especializada em desenvolver trilhas sonoras específicas para cada marca, serviço chamado de sound branding, “a música ambiente de uma loja, além de fortalecer a identidade da marca, cria um vínculo e uma identificação com o cliente, e por isso é preciso estudar cuidadosamente qual será essa trilha e se ela tem a cara do consumidor da marca”.


Fonte: Papo de Empreendedor PE&GN

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como calcular a lucratividade?

Saiba o que este dado diz sobre a sua empresa, diz especialista


Foto: Divulgação
Como calcular a lucratividade? 
 Respondido por Maurício Galhardo, especialista em finanças
 
Para calcular a lucratividade, precisamos de dados financeiros da empresa, apresentados no Demonstrativo de Resultados do Exercício (D.R.E.). Os valores de vendas/faturamento e de gastos (custos ou despesas) serão usados.

A diferença entre as vendas e os gastos é o que chamamos de lucro, se o resultado é positivo, e prejuízo, quando é negativo. Saber se uma empresa dá lucro ou prejuízo, e mais do que isso, o quanto de lucro ou prejuízo, dará ao empresário condições de tomar medidas para atingir suas expectativas financeiras.

Assim, os ganhos passam a ter papel importantíssimo na análise de resultados de um empreendimento. A lucratividade nada mais é do que o percentual do lucro de uma empresa pelo faturamento (ou vendas) da mesma, em um determinado período. Por exemplo, com faturamento de 100 mil reais e lucro de 12 mil reais, a lucratividade será de 12%.

Saber o lucro nos ajudará somente se tivermos referências para analisar se este valor é bom ou ruim. Um grande atacadista, importador, distribuidor ou mesmo uma grande fábrica pode atingir ganho mensal na ordem de 5% e estar totalmente satisfeito com o resultado.

Por outro lado, podemos encontrar uma empresa prestadora de serviços que atinja 20% de lucratividade e seus sócios não estarem felizes com isso. Ou seja, a resultado está diretamente ligado ao faturamento que a empresa gera. Lucratividade de 1% sobre milhões será melhor do que de 30% sobre um faturamento baixo, por exemplo. Para que tenhamos uma boa referência, vale a comparação com outros negócios do mesmo segmento.

Alguns empresários usam as referências do Sistema Tributário do Lucro Presumido para definir lucratividades mínimas para seus negócios. Partindo deste princípio, empresas de comércio pagam alguns impostos sobre um “lucro presumido” de 8% sobre o seu faturamento. Para prestadoras de serviço, este valor fica em 32%.


Maurício Galhardo é especialista em administração financeira e sócio–diretor da Praxis Education.



Fonte: Exame.com

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sete tópicos que os empreendedores precisam saber para vender no mundo digital

Fique por dentro do que é necessário para vender no e-commerce

Foto: Divulgação
Sem dúvida a Internet e o mundo digital já fazem parte da vida da grande maioria dos brasileiros.

Cerca de 66 milhões de pessoas (2012) já tem acesso a Internet e hoje temos mais de um aparelho celular por pessoa. Realmente o brasileiro se apaixonou pelo digital. Porém os novos e antigos empreendedores ainda não vêm este novo meio como algo rentável. Alguns por não saber por onde começar, outros por não acreditar. Neste post vamos falar sobre sete coisas que os empreendedores precisam saber para atuar e ter rentabilidade no meio digital.

1) Site não é portfólio, site é vendedor
Se você ainda acha que apenas expor seus produtos em um site vai lhe trazer algum retorno. Está enganado. Os sites deixaram de ser apenas portfólios eletrônicos para se transformarem em plataformas de negócio, captar prospects, fidelizar clientes, e enfim, vender. Um site vendedor é aquele que pode ser encontrado por um possível cliente na Internet, seja através do Google ou através das redes sociais. Se seu site não aparecer no Google – processo chamado de otimização de sites ou links patrocinados – nem for encontrado nas redes sociais, ele será como uma loja em uma rua sem saída: poucas pessoas o verão.

Além desta característica da encontrabilidade, um site precisa ter elementos que convençam o visitante a comprar ou a entrar em contato com a empresa. Estes elementos persuasivos podem ser: certificações, selos, depoimento de clientes, carteira de clientes, títulos, etc. Tudo que aumente o valor da empresa perante o visitante.

Por último, dê alternativas fáceis para o visitante entrar em contato ou fazer uma compra no site. Exponha o telefone diversas vezes na tela, insira botões de ação, como “faça um orçamento”, “preencha o cadastro”, “comprar”.

2) E-mail marketing não é spam
Fazer uma campanha de e-mail marketing não é comprar uma lista de e-mails pronta, sem nenhuma segmentação e sair disparando para um número exorbitante de pessoas. Para fazer uma ótima campanha de e-mail marketing seus dados precisam ser segmentados. A melhor forma de fazer isso é criar a sua própria lista, usando seus clientes, ou possíveis clientes. Não é recomendado enviar um e-mail de um novo carro super esportivo, para uma pessoa idosa. Provavelmente ela não estará interessada e você perdeu investimento.

3) Conteúdo é para os outros, não para sua empresa
Se você utiliza o blog da empresa ou as redes sociais para divulgar conteúdos saiba que o que você publica precisa ser de interesse dos seus clientes ou possíveis clientes, e não de sua própria empresa. Não faça apenas propaganda, procure gerar algo relevante para seu público. Desta maneira ele ficará próximo e seguirá seu conteúdo, caso contrário você irá “falar” apenas para seus funcionários e família.

4) Você é o que você curte, compartilhe e tuíte
As barreiras profissionais e pessoais praticamente sumiram com a expansão da Internet e das redes sociais. O dono de uma empresa já não pode mais publicar, compartilhar ou tuitar conteúdos que tenham algo que não estão de acordo com a filosofia de sua empresa. Então, evite publicar conteúdos que podem denegrir sua imagem, já que agora ela está totalmente associada a sua empresa.

5) Facebook e redes sociais não são brincadeira
Os empreendedores que acham que as redes sociais são apenas sites para adolescentes brincarem precisam rever seus conceitos. Muitos negócios são feitos direta, ou indiretamente nestas redes. Trabalhos de exposição de marcas (branding), engajamento, marketing de relacionamento e marketing de conteúdo são muito bem vindos nestas “mídias”.

6) Você não precisa estar em todas as redes
Pensar em participar e estar em todas as redes sociais pode ser uma coisa que desanime o empreendedor. Mas, você não precisa estar em todas as redes, você só precisa estar onde o seu público alvo está. Além das redes sociais mais tradicionais (Facebook, Twitter e Orkut), procure redes sociais, fóruns, grupos e blogs de nicho, onde apenas pessoas interessados em determinados assuntos entram. É lá que você fará os melhores negócios.

7) Parece fácil, mas não é
Todo o trabalho de marketing digital ou marketing na internet, como também é conhecido, parece simples, já que é só sentar em frente a um computador e começar a criar. Mas, não é bem assim, antes de criar suas ações, estude e leia muito sobre isso. Se você não tiver tempo para fazer isso, já que o empreendedor precisa estar focado em seu core business, contrate uma agência/consultoria de marketing digital ou um profissional habilitado para trabalhar em sua empresa.

Não deixe de usar os meios digitais para expor e divulgar sua empresa. Se bem feitas, as ações digitais podem trazer resultados impressionantes para sua empresa!


Fonte: Portal Empreendedor Moderno

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Padaria corta gastos com medidas simples e sustentáveis

Conscientização ambiental é a receita do sucesso de empresa do Recife

Foto: ASN
A paulista Leonor Beatriz Funari, 62 anos, aposentou o giz, o quadro negro e a sala de aula para virar uma bem sucedida empresária do ramo de panificação no Recife (PE).  

A mudança de profissão começou como brincadeira do irmão, que morava na capital pernambucana, e foi levada a sério pela professora de geografia. Toda vez que ia visitar o parente, Leonor detestava os pães vendidos e reclamava bastante. “O pão daqui era muito ruim ”, lembra.

Um dia, meu irmão pediu que eu parasse de reclamar e aprendesse a fazer pão. Foi o que Leonor fez. Em 2002, largou a vida de professora em São Paulo para se aventurar no Nordeste. 

Tinha R$ 50 mil da rescisão no bolso para colocar a mão na massa. Trouxe na bagagem um padeiro paulista especializado em pães italianos, tendo como carro chefe o ciabatta. Assim nasceu a panificadora Com.Pão Delicatessen, que começou com 8 funcionários e receita de R$ 450. Hoje, a empresa tem 50 empregados e um faturamento mensal de R$ 300 mil.

À época da inauguração, o desperdício estava presente na empresa em grande escala. Água, energia, farinha e ovos consumiam o lucro. Em 2009, Leonor procurou o Sebrae em Pernambuco para aprender a colocar a casa em ordem. 

Participou do curso Produção Mais Limpa, para aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, por meio da diminuição ou eliminação de resíduos, ou ainda reciclagem. “O Sebrae foi o passaporte para que eu transformasse minha empresa em um negócio sustentável. Com isso, consegui crescer ao invés de quebrar ”, celebra.

A partir daí, a empresária adotou medidas simples, mas eficazes, que fizeram a diferença no bolso. Com a troca do freezer por uma câmara fria e a reforma do quadro de luz, conseguiu reduzir em 25% a conta de energia. 

Além disso, mostrou aos funcionários a importância de diminuir o gasto com água, resultado comemorado com a queda de 50% do consumo.

Leonor não parou aí. As garrafas PET, o alumínio, o vidro e o papelão são doados para cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Já o lixo é separado e entregue aos criadores de suínos.

A Com.Pão Delicatessen produz diariamente 4 mil lanches e, em média, 150kg de pão francês e 50kg de pão ciabatta. Para dar conta do recado, Leonor abriu uma indústria para ajudar na produção da padaria, que só aumenta. 

“Preservar o meio ambiente com medidas simples foi a receita do meu sucesso. Sou muito obstinada e o Sebrae tem papel fundamental na minha história empresarial”, destaca.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias