sábado, 30 de abril de 2011

Não existe mau cliente

Por Cristiane Osso - GS&MD

É bastante comum, nos bastidores do varejo, ouvir comentários sobre experiências positivas e desgostosas no atendimento ao público, relatados pelas equipes como forma de desabafo ou mesmo de diversão.

Mas o que são, realmente, os bons e os maus clientes? Poderíamos mesmo assumir um comportamento esperado como positivo ou negativo, esquecendo a tradicional máxima de que o “cliente tem sempre razão”? Ou o segredo é mais profundo e inerente a algumas perguntas não endereçadas pela maioria dos varejistas?

Podemos mesmo afirmar que os bons clientes são aqueles bons compradores; bons pagadores; que não discutem o preço; não questionam as formas de pagamento, a embalagem, os opcionais e o atendimento; não solicitam brindes; são sorridentes e felizes; educados acima de tudo; tolerantes; aceitam abertamente sugestões em substituição àqueles itens procurados; e ao mesmo tempo são independentes, dispensando a dedicação, atenção e orientação das equipes de loja e até mesmo numerosas idas e vindas ao estoque?

Os maus clientes, então, teriam o oposto desse perfil? É possível, seguindo esse raciocínio, especular que existem diversos tipos de “maus clientes”, classificados em alguns grupos:

• Os indecisos na escolha dos itens, solicitando apoio e atenção dos lojistas de forma quase exclusiva;

• Os tiradores de vantagens, que pedem descontos sem fim e insistem em conseguir uma condição de pagamento diferenciada em relação à oferta regular da loja;

• Os questionadores, exigentes e impacientes sobre o tempo de espera nas filas do caixa e para serem atendidos; aqueles que têm pressa e querem resolver tudo muito rápido e de forma um tanto prática;

• Os insatisfeitos, que podem não estar num bom dia ou que, em algum momento, não se mostraram receptivos ao lojista, foram pouco gentis ou até mesmo rudes com a equipe de loja.



Parece um tanto utópico imaginar que o modelo de negócios de cada varejista seja intocável e que a maioria dos inconvenientes do dia a dia esteja pautada nas dinâmicas dos consumidores em si.

Não seriam então esses comportamentos indesejados de consumidores e suas expectativas elevadas simplesmente reflexos de alguns temas e soluções não endereçadas dentro dos pontos de venda, seja por atendimento, instalações, preço, sortimento, promoção, serviços em geral e simpatia?

É possível dizer que o segredo na definição e clusterização dos bons e maus clientes é muito mais profundo e também inerente a algumas perguntas não endereçadas pela maioria dos varejistas. Até que ponto cada rede de varejo e/ou varejista independente tem a clareza do seu core business, sua proposta de valor, seu público alvo? Quanto de sua agenda anual cada varejista dedica no exercício de entender seu consumidor primário e traduzir suas expectativas em atributos perceptíveis na loja? Sendo a loja física o principal ponto de contato tangível para a experiência de consumo entre o consumidor e o varejista, não seria o desafio do segundo atender, superar, antecipar e antever as expectativas do primeiro, a fim de poder atrair os clientes e fazê-los vivenciar a experiência satisfatória responsável pela recompra e boa lembrança?

Devemos então refletir sobre onde está o decisor estratégico responsável pela prévia definição de seu público-alvo e tudo que o fará entrar e sair da loja com um sorriso estampado no rosto e a diferença impactante em suas vendas.

É muito simples rotular consumidores. Ainda mais sério e perigoso seria perdê-los por uma inadequação de atendimento ou incompreensão de seu perfil de compra e expectativas. O exercício estratégico de posicionamento de marcas e lojas, a partir do entendimento de quem são realmente seus clientes target a partir de seu perfil demográfico e psicográfico, se torna fundamental para a alavancagem e identidade do ponto de venda.

É preciso saber o que queremos e o que não queremos, para transmitir a mensagem de forma clara e objetiva ao consumidor final. Essa mensagem deve significar a assertiva tradução das expectativas e necessidades dos clientes, por meio dos atributos da loja e de uma proposta de valor consistente e percebida.

Na prática, significa resgatar a famosa e velha máxima de que “o consumidor tem sempre razão”, e ainda remeter e associá-la à nova máxima que vem sendo utilizada já alguns anos: ”o consumidor é o centro das atenções.”

Assim, atrairemos mais clientes que rotulamos como certos... O resultado, a experiência, a satisfação, o sorriso e, principalmente, ao final do dia sua equipe dizendo que a loja tem mais e mais clientes certos...


Sua empresa tem uma estratégia preservável ou suícida?

Por Conceição Moraes

O famoso guru de competitividade, Porter, definiu estratégia como criar uma posição exclusiva e valiosa, envolvendo diferente conjunto de atividades.

As estratégias genéricas para atingir seus objetivos e vantagem competitiva de um empreendimento são através da diferenciação, da escala de preço ou por enfoque.

Atuar através da diferenciação é buscar fortalecer positivamente a imagem e a marca da empresa, atender os clientes de forma customizada, gerar conveniência ao acesso aos produtos e serviços e outras questões que tornem a empresa melhor que as demais. Não significa simplesmente atender com exclusividade somente a classe A. Você poderá atender de forma diferenciada qualquer classe social ou seu público-alvo, desde que os conheça bem seus hábitos de consumo, o seu processo de compra e seu estilo de vida.

Já atuar em escala de preço é favorável para mercado em que se possa comercializar um volume alto de produto ou serviço, ter o processo de execução otimizado de produção e atendimento, além de gerenciar bem os custos. O grande detalhe, é que muitos empresários só querem atuar com preços baixos sem observar os demais aspectos. Quando isso acontece, o processo é suicida. Você pode refletir sobre a questão assistindo o vídeo.

A terceira e última estratégia é a com enfoque, as decisões são misto das duas acima mais com uma definição mais apurada mercadologicamente com atuação em nichos de produtos, perfil de clientes, geograficamente se for um empreendimento 100% presencial ou atuar em tribos ou comunidades em redes sociais.

A melhor estratégia a ser escolhida vai depender do ambiente setorial em que a empresa atua, deve-se analisar a rivalidade entre os concorrentes, o tipo de relacionamento em que a empresa poderá ter com fornecedores e clientes, a possibilidade de surgir novos produtos e serviços do que você atua e a viabilidade de entrar ou sair do mercado sem ter grandes perdas.

Avalie sua estratégia! Uma empresa sem estratégia é uma empresa perdida e sem vida própria. Toda empresa precisa escolher uma estratégia preservável.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cardápios em tablets agilizam atendimento e atraem clientes

Aplicativo permite alteração de pratos e preços a qualquer momento.Empresa que desenvolveu novidade planeja expansão.

Do PEGN TV

A tecnologia chega aos tradicionais menus de restaurantes. Uma empresa de São Paulo desenvolveu o cardápio eletrônico para tablets. Na mesa, o cliente consulta as opções, escolhe o prato e o pedido vai direto para a cozinha.

Avenida Ipiranga com a São João. Um dos endereços mais conhecidos do Brasil. O restaurante que ocupa a famosa esquina paulista recebe os clientes com uma novidade no cardápio: o “próprio” cardápio.

Cinco tablets substituem o cardápio de papel. O garçom mostra as opções de pratos e bebidas. Depois que o cliente escolhe. Basta um simples toque na foto do produto e o pedido já vai direto para a cozinha.

“Você não perde tempo para tirar, anotar na comandinha, ir até o terminal. Então é tudo feito aqui na mesa, de frente para o cliente”, afirma o garçom Giliarde José Marques.

Álvaro Aoas é o dono do restaurante. Ele paga R$ 350 por mês para usar o aplicativo do cardápio digital, R$ 70 para cada tablet.

A qualquer momento o empresário pode acrescentar ou retirar um prato, alterar o preço e fazer promoções

“A gente acredita que o consumidor tem tudo para ficar em casa hoje. Então a gente precisa despertá-lo, primeiro para sair de casa, e depois porque entre quase dez mil estabelecimentos ele escolhe o seu estabelecimento. Então você tem que estar sempre inovando, sempre trazendo coisas novas”, afirma Aoas.

O aplicativo tem outra vantagem. A qualquer momento o empresário pode acrescentar ou retirar um prato, alterar o preço e fazer promoções.

“Imagina que você aumenta o preço de um entre duzentos ou trezentos produtos e você tem que produzir toda uma leva de cardápios. O iPad possibilita que você faça essa mudança de preços, para mais ou para menos, ou até propostas, ofertas, promoções, e sugestões de cardápio, em cinco segundos”.

Aplicativo que mostra cardápio

O tablet chegou ao mercado há menos de dois anos e 20 milhões de unidades já foram vendidas no mundo. O aparelho é uma espécie de computador portátil, sem teclado físico, e com tela sensível ao toque. O aplicativo que mostra o cardápio do restaurante foi criado pelo empresário Maurício Medeiros.

“Quando se falou nisso, eu lembrei muito daqueles carrinhos de sobremesa nos restaurantes mais antigos. Não sei se você lembra que vinham aqueles pudins que vinham pingando calda ou então sorvete. Sabe o sorvete gelado pingando? Então a hora que veio essa idéia todos aprovaram e desenvolvemos um produto para isso, exatamente isso, é conseguir passar mais ainda para o cliente do restaurante sobre o produto que ele vai consumir”, diz Medeiros.

A empresa faz a automação de restaurantes. Vende programas para a gestão financeira e do estoque. Os sistemas criados aqui estão instalados em 15 mil estabelecimentos de todo o Brasil. O cardápio digital é um novo serviço para bares e restaurantes.

“Nós tivemos um custo aproximado de R$ 600 mil. A nossa expectativa é que, com isso, a gente consiga aumentar, em pelo menos 10%, o número de clientes que a gente vem conquistando a cada ano.”

Uma hamburgueria da zona leste de São Paulo também usa o aplicativo. Enquanto em um cardápio de papel cabem seis ou sete fotos, o tablet consegue armazenar centenas.

“A gente coloca todos os produtos, e você vai vender mais, porque o cliente vai ver o produto, e você vende mais”, diz o gerente Ezequiel da Silva Santos.

“É muito interessante e a gente também pode. Você mesmo pode ir manuseando. É uma novidade que eu acho que vai pegar, é bastante interessante”, diz o consumidor Lucas Vicente Altava.

Por mês, o restaurante joga 100 cardápios de papel no lixo. E cada um custa entre R$ 10 e R$ 12. Por isso, a médio prazo, o cardápio digital é um bom investimento. A hamburgueria tem dois tablets e quer comprar mais.

“Vamos comprar mais dois para poder atender toda a casa. Precisamos de mais dois”, diz o gerente.

A empresa que desenvolveu o cardápio no tablet está satisfeita com a aceitação do produto no mercado e já planeja a expansão. “A nossa estimativa agora é atender a 200 casas neste ano e, até o final de 2012, chegar a 500 casas”, diz Medeiros.

Varejo: como avaliar o ponto comercial?

Por Conceição Moraes

Cada segmento de negócio no varejo possui peculiaridades que influenciam a sua melhor localização. Para contribuir nessa análise, seguem alguns aspectos que podem colaborar para o sucesso ou insucesso da escolha do seu ponto comercial para esse segmento:

  • Posicionamento do sol: evitar que o empreendimento seja localizado com a frente da loja para o poente.
  • Trânsito: averiguar fluxo de carros e ônibus quanto à velocidade praticada; congestionamento; origem e destino de ônibus e carros; localização de ponto de ônibus e de taxi; áreas permitidas para estacionamento.
  • Vizinhança: pontos comerciais e residências existentes.
  • Infraestrutura predial: instalações elétricas e hidráulicas, além do estado de conservação da área de alvenaria.
  • Legislação municipal: regras de utilização para ponto comercial, manutenção de área verde, estacionamento.
  • Projeto governamental: analisar a existência de algum projeto de intervenção na área, de curto ou de longo prazo, tais como, mudança de transito construção de viadutos, metrô e outras intervenções que venham a interferir na rotina do local.
  • Pessoas: o perfil de quem mora, de quem circula e frequenta a localidade.
  • Identificar e qualificar barreiras de acesso ao ponto comercial, como degraus, estado de conservação da calçada, quiosques, árvores ou postes que dificultem a visibilidade do ponto comercial.
  • Relevo predominante na localidade: plano e/ou acidentado.

Esses aspectos citados e tantos outros poderão interferir, com maior ou menor investimento, para instalação de sua empresa, como também a possibilidade de acesso a potenciQuanto ao posicionamento do sol no poente, pode interferir no fluxo de pessoas e na visualização da empresa durante o período da tarde, quando os clientes podem preferir caminhar no outro lado da calçada e você terá que colocar algum suporte para proteger a empresa da incidência do sol.

A realidade do trânsito possui vários aspectos:

  • Uma parada de ônibus e/ou de táxi impediria a possibilidade de estacionamento de carros. Se o potencial cliente utiliza ônibus, com frequência, ótimo. Caso não utilize, fuja. Reavalie a sua escolha.
  • De acordo com o fluxo desse trânsito, precisará de um bom estacionamento, além de placa e fachada que permita boa visibilidade da empresa.
  • O sentido do tráfego dos carros poderá ajudar ou dificultar o acesso, de acordo com a conveniência de seus clientes.

Quando a vizinhança for composta, principalmente, por pontos comerciais, observar qual a área que possui maior concentração de pessoas circulando, pois alguns centros comerciais possuem ruas com muita movimentação e, outras, não. Isso significa ser arriscado; escolher ruas com pouco circulantes.

Além de analisar se as empresas vizinhas terão algum tipo relação com o mix de produto que será comercializado, pois, a vizinhança de empreendimentos poderá contribuir para atrair mais clientes.

O perfil das pessoas presentes no ambiente é muito importante para ser observado. Essas pessoas poderão representar a chave do seu sucesso. Analisar quantidade, direção, horário e perfil socioeconômico.

Deve-se, ainda, averiguar a Lei Municipal e projetos de intervenção na localidade. A partir dessas informações se terá conhecimento de oportunidades ou ameaças para o bom funcionamento do seu negócio.

As barreiras de acesso à sua empresa, por incrível que pareça, existem. E, muitas vezes, passa despercebida na hora de definir sobre o ponto comercial. Calçadas, iluminação pública, ruas com ladeira (quando isso não fizer parte de toda área comercial), muro lateral do empreendimento vizinho, obstruções na rua, posicionamento de placas e árvores – tudo isso poderá facilitar ou prejudicar a visualização ou o acesso à sua empresa.

Todos esses pontos citados devem ser observados. Um empreendimento no varejo precisa ter uma localidade de fácil acesso aos clientes, além de gerar atratividade e conveniência para seus potenciais clientes. Muitas vezes, as boas negociações estão na “venda por impulso” e, poucas, nas planejadas. Isso significa facilidade de localizar e entrar na sua empresa.

Tá preparado?


Escrito por Ticiana Werneck

Funciona assim: ao clicar em SpeedSale.se (compra em velocidade), o consumidor é transportado para um hotsite. E então a rodada de ofertas se inicia. Um DVD de 399 coroas suecas é anunciado por 299. Achou a oferta apetitosa? O consumidor tem exatos quatro segundos para tomar a decisão de comprar ou deixar passar. Então uma vassoura aparece limpando a oferta antiga e logo em seguida aparece uma nova voando na tela, como o livro de fotografias de moda de 249 coroas suecas anunciado por 179.

Cerca de dez itens em promoção são mostrados. Tem que pensar rápido, não tem volta. No final, se o cliente não clicou em nada, o site ironiza “Você teve sua chance e estragou tudo – volte em um bilhão de anos”.

Fonte: No Varejo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Centro Sebrae de Sustentabilidade

Foi lançado recentemente um centro nacional de referência em sustentabilidade aplicada às micro e pequenas empresas. Com sede em Cuiabá, Mato Grosso, o Centro Sebrae de Sustentabilidade será uma entidade de geração e disseminação de conhecimento em práticas sustentáveis.
O lançamento do Centro Sebrae de Sustentabilidade também será um marco histórico para inserção de um novo conceito estratégico para os clientes do SEBRAE.

A segurança é prioridade de comprador em Loja Virtual


A fidelidade do consumidor a uma loja virtual depende principalmente da confiança que ele tem na segurança oferecida pelo site. Esse item é valorizado por 100% dos compradores da classe DE entrevistados pela Pesquisa O Observador 2011, por 79% da classe AB e por 77% da classe C.

A pesquisa mostrou que o segundo ponto mais importante para fidelizar o consumidor na compra virtual são os preços. Esse item foi destacado por 79% dos pesquisados da classe C, por 76% da DE e por 47% da AB.

A facilidade de compra foi apontada por 56% dos entrevistados, tanto na classe AB quanto na classe C, mas não foi destacada por pesquisados da classe DE.

A maior diferença entre as respostas por classe de renda apareceu na qualidade do pós-venda. Esse item foi considerado importante para fidelização a uma loja virtual por 100% dos pesquisados da classe DE, mas por apenas 17% dos entrevistados da classe C e por 11% da AB.

Fonte: Blog do Observador

Sebrae divulga pesquisa sobre empreendedorismo

O Sebrae divulgou dia (26) a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, que mede o nível de empreendedorismo no Brasil e no mundo. A coletiva de imprensa, realizada em São Paulo, foi transmitida on-line, por meio do link http://webcast4.isat.com.br/sebrae/gem2011.


Nesta edição do estudo, foram analisados 60 países, a maior participação já registrada desde 1999, quando a pesquisa foi criada. Os números serão divulgados pelo presidente do Sebrae, Luiz Barretto, durante coletiva de imprensa, no Hotel Blue Tree, em São Paulo.


Esta foi a 11ª participação consecutiva do Brasil na GEM, o que possibilita uma análise do comportamento do empreendedor brasileiro na primeira década do século 21. O estudo revela, entre vários aspectos, a taxa de empreendedorismo do Brasil, a participação dos jovens no universo empresarial e a motivação para empreender. Nesta edição, a GEM traz um tópico especial sobre a mulher empreendedora brasileira.

Livro ensina empreendedor a descobrir se sua ideia tem chances de virar um negócio de sucesso

Como saber se os planos e ideias vão se transformar em algo lucrativo e sustentável? O livro “Sua ideia vale um negócio?”, de Michael E. Gerber, traduzido pela Editora Gente, ajuda a testar a viabilidade de boas ideias por meio de um checklist fácil de aplicar. Nele, o leitor ainda vai saber como construir as cinco habilidades essenciais a um empreendedor de sucesso: concentração, diferenciação, organização, inovação, comunicação.


Gerber é um conhecido guru de negócios e autor de vários livros com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. Em suas obras, mostra aos potenciais empreendedores a maneira de começar, colocar em prática grandes ideias e planejar um negócio. O livro tem previsão de ser lançado no Brasil no mês de maio.

Fonte: PEGN ONLINE

Pesquisa revela que brasileiros são os mais empreendedores

CORREIO DA BAHIA 27/4/2011
Por: Victor Albuquerque

O brasileiro é o povo mais empreendedor do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), revelou o levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2010), divulgado ontem pelo Sebrae. A Taxa de empreendedores em Estágio Inicial (TEA) foi de 17,5% da população adulta. Isso significa que, de cada 100 brasileiros de 18 a 64 anos, 17 estão tocando negócios com até três anos e meio de vida. Ao todo, são pouco mais de 21 milhões de empreendedores no país.

O resultado registrado em 2010 foi o melhor desempenho do Brasil nos 11 anos em que participa da pesquisa. Em relação a 2009, a TEA do país subiu 2,2%. A mostra mapeou a atividade empreendedora em 60 países. No ranking dos países que fazem parte do G-20, o Brasil ultrapassou Argentina, Austrália e Estados Unidos. Entre os países emergentes que compõem o chamado Bric, China e Rússia ficaram para trás. A Índia não participou do levantamento.

“Se fizermos uma análise comparativa, temos quase o equivalente à população da Austrália desenvolvendo alguma atividade empreendedora no Brasil”, destacou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Oportunidade

O levantamento global mostrou ainda que, além de empreender mais, os brasileiros avançaram quando o assunto foi o motivo para abrir o próprio negócio. Segundo a pesquisa, a cada empresário que empreende por necessidade, dois abrem um negócio por uma oportunidade.

Para o gerente da incubadora de negócios da Unifacs, Flávio Marinho, isso indica que mais gente está encontrando nichos de mercado para abrir novas empresas em vez de começar um negócio para sobreviver. “Isso é muito bom, tanto para a pessoa como para a economia local. Representa um grande ganho e é algo que está se tornando frequente”, ressalta.

A pesquisa do Sebrae constatou ainda que quanto maior a escolaridade e a renda, maiores as chances de que o empreendedor abra um negócio por oportunidade e não por necessidade. E os jovens de 25 a 34 anos estão mais propensos a esse movimento. Mais de 40% dos empreendedores por oportunidade abrem uma empresa para conseguir mais independência profissional, outros 35% buscam aumentar a renda e outros 18% querem manter a renda atual.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Franqueadores precisam de treinamento

Expert em treinamento para redes de franquias alerta: o sucesso de uma rede está atrelado ao nível de educação dos donos

Por Mariana Iwakura

  Reprodução

Para que uma rede esteja preparada para assimilar as últimas tendências do universo do franchising é necessário que todos recebam o treinamento e que haja uma comunicação eficaz entre todas as partes. É o que diz Cheryl Babcock, Diretora Executiva da Associação Internacional de Franchising e especialista em educação em franquias. Segundo Babcock, somente a preparação correta pode levar à excelência da rede. Responsável pela elaboração de programas de educação executiva para empresas do mundo todo, a professora já ministrou cursos em países como Austrália, Finlândia, França, México, Filipinas, Singapura, Eslovênia e Reino Unido. A expert virá ao Brasil neste mês para participar do 2º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios, organizado pelo Grupo Bittencourt.

Como a educação pode colaborar para o sucesso de uma rede de franquias?
A educação é um ingrediente crucial para o desenvolvimento da rede. É imperativo que tanto franqueadores quanto franqueados mantenham-se a par das últimas tendências. Engana-se quem acha que só os franqueados e os funcionários devem receber treinamento. Os franqueadores precisam aprender as melhores práticas para recrutar pessoas, construir uma cultura de colaboração e maximizar o desempenho das unidades. A educação dá a todos a oportunidade de tornar-se melhores líderes e caminhar para a excelência no franchising.

Quais são as inovações que as redes estão fazendo nessa área?
A inovação está acontecendo em três áreas. Uma delas é tecnologia e o aprendizado on-line. Esse tipo de ensino pode não ser ideal para todos, mas proporciona ao franqueador um meio de superar as distâncias. Além disso, é uma maneira mais econômica de educar, já que as pessoas não têm de pagar pelo deslocamento e pela hospedagem. Outro movimento importante é na área de treinamento para vendas. Executivos e líderes estão investindo pesado nesse segmento, buscando pessoas que possam se transformar em exímios vendedores e aumentar o retorno sobre o investimento. Há ainda uma demanda muito forte por educação executiva e treinamento corporativo. Depois da crise econômica nos Estados Unidos, muitas pessoas decidiram aumentar seus conhecimentos para se manterem competitivas no mercado.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A fúria dos consumidores nas redes sociais

Escrito por Marcos Morita

Já está virando moda os vídeos e comentários de consumidores insatisfeitos protestando contra marcas conhecidas e poderosas em redes sociais e blogs. Produtos defeituosos e principalmente descaso na prestação de serviços ou atendimento pós-venda são as principais queixas. A velha e conhecida peregrinação: telefone, atendente, promessa, visita, assistência técnica e órgãos de defesa estão inevitavelmente presentes.

O que até pouco tempo atrás era tratado como fato isolado e colocado embaixo do tapete por setores de atendimento ao consumidor, pode se tornar uma verdadeira bomba-relógio em questão de dias - dependendo do conteúdo e da adesão dos internautas. O caso da United Airlines é emblemático. Um músico criou uma canção para demonstrar o atendimento recebido quando sua guitarra de estimação foi destruída em um vôo doméstico. Cinco milhões de visualizações em cerca de trinta dias e perda de U$ 180 milhões no valor das ações.

Um dos grandes benefícios trazidos pela rede mundial de computadores foi subverter a lógica vigente, transferindo o poder para os usuários, os quais podem comparar preços, verificar comentários de outros internautas e expressar sua própria opinião - seja através de comentários ou produzindo e divulgando seu próprio conteúdo. Um refrigerador colocado em frente a sua casa poderia chamar a atenção de alguns poucos vizinhos. Não foi exatamente o que aconteceu com a Brastemp, envolvida recentemente em um caso de marketing viral.

A considerar os fatos recentes e as marcas envolvidas, creio que as corporações não tem andado na mesma velocidade da web, sendo atingidas de maneira fulminante pela rapidez com que as informações trafegam pela rede. As ações e reações atabalhoadas de seus funcionários comprovam a falta de processos e planejamento para lidar com situações de exposição extrema.

Desta maneira, apresento quatro dicas bastante simples para que as empresas possam diminuir os impactos causados em sua imagem:

Monitoramento: esteja atento às mensagens e comentários relacionados à sua marca, empresa, produto ou serviço, criando uma rotina de verificação nos principais blogs e redes de relacionamento.

Velocidade: uma vez detectado algum indício de problema, haja rápido. Os prazos na web são incompatíveis com os oferecidos pelas morosas centrais de atendimento ao consumidor.

Transparência: nunca, em hipótese alguma, tente abafar uma situação. Posições autoritárias ou decisões judiciais podem amplificar ainda mais o problema, ferindo uma das regras de ouro da web.

Comunicação: esteja sempre pronto ao diálogo, respondendo as dúvidas e solicitações dos internautas e criando canais especiais de comunicação quando necessário.

Vale salientar que reclamações e clientes insatisfeitos são em geral consequências de produtos com defeitos, serviços mal dimensionados, atendimento displicente e processos ineficientes. Uma boa saída para detectá-los está na criação de mecanismos e formas de capturar as opiniões, críticas e sugestões de colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes, tais como ouvidorias, reuniões periódicas e centrais de atendimento proativas.

Em suma, bastaria ouvir, registrar, catalogar as informações e colocar certa dose de inteligência nas reclamações feitas pelos clientes, evitando a repetição dos itens com maior freqüência.

Creio que eu não seja o único que sinta que suas reclamações ou e-mails pareçam ter o mesmo destino dos spams em nossas caixas de correio eletrônico. Os proprietários da geladeira e da guitarra certamente tiveram o mesmo sentimento, porém ao invés de se manterem calados, utilizaram o poder de fragmentação das mídias, fazendo público um problema privado. Viva à web 2.0!

Em Castro, revitalização moderniza comércio em rua tradicional

Rua Doutor Jorge se prepara para uma transformação proposta pelo Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais, iniciativa do Sebrae/PR e Sistema Fecomércio/PR.

A necessidade de organizar espaços comerciais, trazendo para o seu entorno um novo conceito de consumo, no qual clientes encontram ambientes mais seguros, confortáveis, aliados a atividades de consumo e entretenimento, está se tornando uma tendência no setor do varejo. Em Castro, nos Campos Gerais, o comércio instalado na Rua Doutor Jorge, conhecida como antiga Rua das Tropas, se prepara para uma transformação proposta pelo Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais.

A iniciativa, lançada em 2010 e formulada com base em análises realizadas por meio da aplicação de projetos do Sebrae/PR e Sistema Fecomércio/PR no segmento do varejo, pretende aumentar a competitividade empresarial do comércio de rua, que está fora de grandes centros comerciais ou dos shopping centers. Além de Castro, outras quatro cidades do Paraná foram escolhidas para receber ações do Programa: Francisco Beltrão, no sudoeste; Londrina, no norte; Marechal Cândido Rondon, no oeste, e Maringá, no noroeste do Estado.

O consultor do Sebrae/PR e gestor da iniciativa realizada em Castro, Gilberto Keserle, ressalta a importância dos empresários que estão na Rua Doutor Jorge participarem das atividades propostas pelo Programa. “No dia 3 de maio, vamos realizar uma reunião com as entidades parceiras para lançar todo o cronograma de atuação para 2011, o que inclui treinamentos e capacitações na área de gestão. É importante que os empresários façam parte dessa iniciativa para que as melhorias sejam permanentes”, observa o consultor do Sebrae/PR.

De acordo com Keserle, o anseio dos empresários é por orientações que levem o aperfeiçoamento da gestão empresarial, processo que passa por diversos setores de uma pequena empresa, como melhoria no atendimento, visual de loja, finanças, recursos humanos. O consultor da entidade ainda explica que o Sebrae/PR e a Fecomércio/PR firmaram parcerias com instituições locais para a criação de uma governança, união que está sendo fundamental para o andamento das atividades do Programa no município.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Castro (ACECASTRO), Rodrigo Morais da Silva, avalia que, para o pequeno comércio aumentar a competitividade empresarial, é preciso buscar diferenciação de mercado. “Há espaço nas pequenas cidades para o empresário que tem criatividade”, observa.

Para o presidente da ACECASTRO, o Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais é fundamental justamente pela possibilidade de ampliar a oportunidade para os proprietários de pequenos comércios se atualizarem. “Tudo que conseguimos levar de conhecimento para o empresário é importante, até pra ele ficar mais preparado para qualquer adversidade que aconteça. O empresário que não buscar métodos de planejamento, e lembramos sempre do assessoramento do Sebrae/PR, tem dificuldade de manter a empresa no mercado”, ressalta Rodrigo Morais da Silva.

A secretária de Planejamento da Prefeitura de Castro, Renata Macedo de Paula, explica que a revitalização da Rua Doutor Jorge já estava programada e que a proposta do Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais se caracterizou como uma potencial parceria para promover mais melhorias na região. “O prefeito não queria apenas fazer obras e embelezar a rua. Entendemos que era preciso também trabalhar com os empresários. O Programa permitiu essa integração”, diz Renata Macedo de Paula.

A secretária ainda explica que um cronograma para a execução das obras na Rua Doutor Jorge, que devem incluir nova pavimentação, novas calçadas, substituição da rede de iluminação para uma rede subterrânea, nova sinalização e paisagismo, foi realizado. Segundo Renata Macedo de Paula, até o final de abril, deve sair a liberação da Caixa Econômica Federal, entidade gestora dos recursos que serão liberados pelo Ministério do Turismo (MTur), para a ordem de serviço que vai permitir a abertura do processo de licitação das obras.

“Nós vamos conversar com os empresários sobre a execução das obras, porque essa é uma parceria de todos. O Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais é muito importante para a Rua Doutor Jorge, a mais importante rua do comércio de Castro”, afirma a secretária.

Na avaliação do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Castro (Sindicastro), José Marioli Simão, o processo de melhoria da infraestrutura da rua e as consultorias oferecidas pelo Programa serão fundamentais para tornar o comércio na região mais dinâmico. “É uma reivindicação antiga dos comerciantes para que acontecesse a revitalização da Doutor Jorge. Nós vemos com bons olhos essa modernização”, diz.

Ainda de acordo com José Marioli Simão, o empresário que atua no varejo não pode parar de buscar atualização. “O Sebrae ajuda nesse processo, a dar uma noção e passa uma outra visão, o que torna a gestão mais profissional. Não há espaço para amadorismo no comércio”, ressalta o presidente do Sindicastro.

Cara nova

Com ações planejadas, o Programa de Desenvolvimento de Espaços Comerciais propõe trazer melhorias efetivas no desempenho de empresas comerciais, resolvendo aspectos tradicionalmente críticos, com impacto na sustentabilidade dos negócios e no fortalecimento da identidade do comércio local.

Com o Programa, o objetivo das entidades envolvidas, bem como dos empresários, é aumentar a atratividade do comércio varejista de bens e serviços em Castro. Organizar e desenvolver projetos de revitalização em conjunto com parceiros locais, estaduais e nacionais; organizar o capital social local para buscar soluções para o desenvolvimento sustentável do território determinado; promover o associativismo e o cooperativismo local; organizar o comércio local, o turismo de compras e promover um convívio entre as diversas camadas sociais; e ampliar a competitividade das empresas participantes e do setor como um todo são os objetivos específicos do Programa.

Pipoqueiro famoso de Curitiba vira empreendedor individual

Valdir Novaki diz que decisão vai melhorar atendimento e já tem planos de contratar mais um funcionário
Da ASN Paraná
Luiz Costa/La Imagen
Valdir Novaki, conhecido como Valdir, o Pipoqueiro
Valdir Novaki, conhecido como Valdir, o Pipoqueiro
Curitiba - Valdir Novaki, conhecido como Valdir, o Pipoqueiro, é o mais novo empreendedor individual do Paraná. Sua formalização foi feita na semana que passou, na sede do Sebrae no Paraná, em Curitiba.

Com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em mãos, o empreendedor, famoso no Brasil por suas palestras sobre empreendedorismo, atendimento e varejo popular, pode, a partir de agora, emitir nota fiscal e desfrutar de vantagens previdenciárias e empresariais.

“Busquei a formalização para atender cada vez melhor meus clientes e fornecedores. E também porque eu não contribuía para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Agora terei condições de contratar mais um funcionário”, justifica Valdir Novaki, hoje com 40 anos.

Os clientes de Valdir contam com cartão-fidelidade, que dá direito à pipoca de graça depois da compra de um determinado número de pacotes; kits de higiene, composto por guardanapo, álcool 70, palito de dente, bala de hortelã e sachê com fio dental; e atendimento 100% personalizado.

"O comércio precisa atender bem. Para isso, tomei cuidados. Antes de vender a minha pipoca reuni 30 potenciais clientes e os dividi em seis grupos. Os potenciais clientes provaram o produto até aprová-lo. Além disso, mantenho medidas precisas, tanto para fazer pipoca doce quanto para fazer a salgada. Daqui a 20 anos, meus clientes comerão a mesma pipoca."

Por R$ 2,50, valor cobrado por um pacote grande com pipoca doce (com coco ou achocolatado) ou salgada (com bacon), Valdir promete o que os especialistas em varejo chamam de “experiência de consumo”.

“Uso um pacote especial (para não passar gordura), óleo de primeira, dou ‘chorinho’ para meus clientes e sempre, de segunda a sexta, das 11h30 às 19h30, o carrinho do Valdir está a postos, atendendo.” A receita deu certo. Hoje, são inúmeros os pedidos de franquia, ainda sob a análise do empreendedor. O que mais chamou a atenção está em seu site www.pipocadovaldir.com.br, um pedido vindo do Marrocos, na África.
Trajetória
Em São Mateus do Sul, onde nasceu, Valdir Novaki era boia-fria, filho de uma família numerosa. “Meus irmãos diziam para eu ser caminhoneiro, mas eu dizia que queria trabalhar com venda de pipoca e que isso daria dinheiro.”
Mas antes de trabalhar com pipoca, o caminho profissional foi árduo. Valdir Novaki atuou como lavador e manobrista de carros. Também trabalhou durante longo período numa banca de revistas, na Praça Rui Barbosa.
Aliás, o sonho de ter seu próprio carrinho de pipoca nasceu vendo a movimentação dos camelôs e vendedores ambulantes que circulavam na Rua Barbosa. “Em 1992, entrei com um pedido para trabalhar na praça.”
Foram 14 anos entre o pedido de ponto comercial até autorização concedida pela Prefeitura de Curitiba. No dia 24 de agosto de 2006, Valdir Novaki passou a ter ponto fixo, na Praça Tiradentes, outro cartão postal da Capital.
“Quando me perguntam o que gosto mais, se dar palestras sobre o meu caso de empreendedorismo ou fazer pipoca, sempre digo que gosto mais de fazer pipoca e de manter contato com os meus clientes”, assinala.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mobilidade no varejo

Escrito por Carlos Felipe Zirbe

Os últimos anos têm demonstrado uma grande mudança na forma como os varejistas percebem soluções móveis e sua disposição em participar deste relativamente novo mundo. Os pioneiros já implantaram sites adequados para serem vistos em telas pequenas, como as dos smartphones. As forças de vendas de campo já contam com recursos que lhes permitem conectar-se remotamente aos servidores de sua empresa, obter informações e colocar pedidos de compra.

Colaboradores de chão de loja já contam com a ajuda de PDAs (computadores de mão) para melhor servirem seus clientes e executarem suas tarefas operacionais mais rapidamente e com melhor qualidade. Porém, tudo isso é cada vez mais considerado apenas o padrão, não mais contribuindo para compor um diferencial competitivo.

Por isso, uma nova onda de soluções móveis está chegando e promete mudar a forma como fazemos a maioria das coisas, seja no trabalho ou em nossas casas. Para os varejistas, esta nova onda de aplicações para a mobilidade pode ser dividida em duas categorias principais: orientadas ao consumidor ou ao colaborador de loja.

As aplicações para os clientes funcionarão na nova geração de sistemas operacionais para smartphones, como o Android, iOS (Apple iPhone e iPad) e Windows Phone Series 7. Estas aplicações serão capazes de falar e trocar informações com outros aparelhos na casa do consumidor, como a televisão e o carro.
Passeios ao supermercado já não implicarão em longas caminhadas por corredores intermináveis, a procura de um artigo específico que parece estar escondido em algum lugar. Os telefones dirão aos clientes onde encontrá-lo. E nada de empurrar um carrinho, bastará ler com a câmera do telefone o código de barras dos produtos e apresentá-lo no caixa; o próprio supermercado se encarregará de recolhê-los e entregá-los na casa dos consumidores.

Por outro lado, os clientes nem mesmo precisarão ir ao supermercado, se não quiserem. Seus telefones e suas geladeiras poderão fazer o pedido por eles, automaticamente. Além disso, os próprios produtos irão interagir com os telefones celulares, fornecendo-lhes informações detalhadas, promoções relacionadas, sugestões de itens complementares e até mesmo comentários postados por outros clientes.

Finalmente, a nova geração de telefones com suporte a chips NFC será utilizada como meio de pagamento, de forma que os clientes não precisarão sequer carregar consigo uma carteira tradicional.

Do outro lado do espectro da mobilidade no varejo estão as aplicações orientadas aos colaboradores de loja. Este tipo especial de aplicativos já oferece aos varejistas uma maneira de automatizar as mais trabalhosas tarefas manuais. Aqueles que atualmente não possuem uma solução de mobilidade de chão de loja estão atrasados e provavelmente não serão capazes de acompanhar a nova onda de soluções móveis.

Esta nova onda irá cruzar as atuais fronteiras das simples aplicações de inventário e de auditoria de preços e conseguirá levar inteligência para o chão da loja. Afinal, para aumentar a receita é necessário, por exemplo, saber de antemão quando um determinado item estará fora de estoque e agir proativamente para reabastecer as prateleiras.

Para reduzir as perdas, os varejistas precisam saber com antecedência quando um item perecível está perto de sua data de vencimento e agir para vendê-lo o mais rápido possível, seja pela redução de seu preço no ato ou pela simples pela reorganização dos artigos na gôndola.
Para melhor servir os clientes será cada vez mais necessário ter um conhecimento profundo de cada produto do mix, pois eles exigirão informações detalhadas e de qualidade para tomar suas decisões de compra. Inteligência, informações contextualizadas, conectividade e interoperabilidade serão a chave do negócio.

A mobilidade é hoje uma realidade. Os varejistas devem adotá-la como uma oportunidade para vender mais e gastar menos. Os que não o fizerem, irão lentamente, mas certamente, cair na irrelevância.

* Carlos Felipe Zirbes, executivo de vendas da Tlantic.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sacolas plásticas estão proibidas nos supermercados de Belo Horizonte

Por Fernando Salles - 18/04/2011

A partir de hoje, a utilização de sacolas plásticas está proibida em todo o comércio da cidade de Belo Horizonte, capital mineira. A medida é resultado da lei municipal 9.529/08. Segundo José Nogueira Nunes, presidente da Amis (Associação Mineira de Supermercados), atualmente são utilizadas em BH cerca de 160 milhões de sacolas de plástico comum ao ano.

A motivação da medida é a questão ambiental. Todo esse material plástico pode demorar até 400 anos para se decompor. Quando descartado incorretamente, contribui para o entupimento de bueiros – uma das causas das enchentes –, além de poluir rios, córregos e matas, entre outros danos ao meio ambiente.

Além da Amis, a restrição ao uso de sacolas de plástico convencional tem o apoio de uma série de entidades locais, entre elas o Procon, a Fecomércio, o Movimento das Donas de Casa e a Prefeitura de Belo Horizonte.


Uma das alternativas para o consumidor será adquirir a sacola compostável, vendida em todo o comércio pelo preço de custo (0,19 centavos), como acontece em países da Europa. Feito com amido de milho, o modelo demora apenas seis meses para se decompor. O presidente da Amis, no entanto, lembra que se trata de uma alternativa emergencial, para os consumidores que não contam com outra opção no momento da compra. “Queremos mesmo é incentivar a utilização de sacolas retornáveis ou carrinhos como os usados em feiras”, afirma. A orientação da Amis é que os próprios varejistas disponibilizem, quando possível, caixas de papelão para quem não levou outra opção para embalar as compras”, completa. Serão vendidas ainda sacolas retornáveis a preços acessíveis: R$ 1,90 para o modelo simples e R$ 2,90 para modelos com layout trabalhado.

Segundo José Nogueira, a aceitação por parte do público tem sido boa, sob influência, inclusive, da cobertura positiva da mídia. Apesar disso, é possível que haja um certo desgaste com os consumidores nos primeiros dias. “Afinal, é a quebra de um hábito de mais de 30 anos”, lembra. Para minimizar os problemas, nos primeiros 30 dias as inspeções da Secretaria do Meio Ambiente terão caráter de orientação. Só depois desse prazo ocorrerão multas aos estabelecimentos que ainda trabalharem com sacolas de plástico convencional.

O fim das embalagens também significará redução de custos para o varejo, o que poderá se converter em vantagens para o consumidor. “Vamos usar o dinheiro economizado para intensificar as promoções”, confirma Roberto Gosende, diretor de marketing da mineira DMA, a maior rede do Estado de Minas Gerais e a sétima do País.

Para mostrar a importância da mudança e preparar o consumidor para a transição, uma campanha está em veiculação desde o dia 3 de abril. Clique abaixo para assistir a um dos vídeos divulgados em TV.

Motorola lança scanners para pagamento via celular

Produtos leêm código de barras diretamente na tela de modelos tradicionais, smartphones e outros dispositivos móveis

A Motorola Solutions lança uma linha de scanners de códigos de barras que realiza leitura diretamente da tela de dispositivos móveis. São dois modelos, o DS4208 (móvel, foto) e o DS9208 (fixo), que têm o objetivo de facilitar processos como check-in de hóspedes em hotéis e acesso a parques temáticos, shows e estádios.

O setor de varejo também poderá se beneficiar dos lançamentos na leitura de cartões de fidelidade móveis e cupons de desconto nas telas de celulares e smartphones. Com a iniciativa, a Motorola pretende colaborar para reduzir a emissão de bilhetes de papel e estimular o uso do mobile payment.

Fonte: Mundo do Marketing | 14/04/2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CNI recebe inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação 2011

Premiação irá selecionar empresas que investem em produtos, serviços e processos visando à competitividade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) abriu hoje (14/4) as inscrições para a 1ª Edição do Prêmio Nacional de Inovação 2011. O prêmio é um reconhecimento às empresas que investem em produtos, serviços e processos visando à competitividade. A iniciativa é da CNI e conta com a parceria do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

As inscrições vão até 13 de maio. As indústrias podem se inscrever nas modalidades microempresa e empresa de pequeno porte, com receita igual ou inferior a R$ 2,4 milhões; e empresa de médio e grande porte, com receita superior a R$ 2,4 milhões. Serão avaliados projetos nas categorias competitividade, design e desenvolvimento sustentável.

Também serão avaliadas empresas na categoria gestão da inovação que têm incorporado processos inovadores para favorecer os negócios. As empresas premiadas nas categorias competitividade, design e desenvolvimento sustentável do Prêmio Nacional de Inovação receberão cursos de educação executiva em escolas de negócios de renome internacional. Os vencedores na categoria gestão da inovação terão seus projetos pré-aprovados para o Edital SENAI/SESI de Inovação e poderão receber de R$ 300 mil a R$ 600 mil para desenvolver produtos, serviços e processos inovadores.

As inscrições para o Prêmio Nacional de Inovação podem ser feitas no site da CNI (www.cni.org.br) ou do MBC (www.mbc.org.br)

Fonte: PEGN

quinta-feira, 14 de abril de 2011

RFID: ela ainda vai seduzir o varejo

A tecnologia de Radio Frequency IDentification (RFID - Identificação por Radiofrequência), pela qual uma etiqueta é capaz de armazenar diversas informações sobre um item e ser lida por antenas, está substituindo o código de barras em vários segmentos: na cadeia produtiva, na identificação de pessoas, no controle de estoques e expedição de mercadorias, em pedágios, órgãos públicos, entrada e saída de shows, estádios e eventos.

Para chegar à boca do caixa do varejo, porém, a RFID ainda tem um caminho lento a percorrer. A diversidade de itens a serem controlados e o custo elevado em todas as etapas do rastreamento (em contraposição às apertadas margens de lucro do varejo) são as dificuldades apontadas pelo segmento. A NL Informática, especializada em software de gestão, lançou um projeto-piloto para mostrar a aplicação dessa tecnologia aos seus clientes do comércio. Criou uma loja conceito em Caxias do Sul (RS) com identificação por radiofrequência.

No showroom é simulada a venda de roupas em que as peças e embalagens são dotadas de tags inteligentes (com o chip de identificação) e lidas remotamente por antenas e coletores RFID nas mãos de funcionários. Essas informações seguem para um computador no caixa que confere a compra e fornece o preço, explica a gerente comercial da NL, Grasiela Tesser.





"Ao entrar na loja, o cliente escolhe o produto e uma antena faz a leitura da mercadoria de forma instantânea enviando as informações para o caixa para a emissão do cupom fiscal e pagamento".

O software de gestão de vendas da NL (para check-out, retaguarda e pré-venda) está integrado à RFID da loja. Outra aplicação da tecnologia é auxiliar no inventário. Os produtos etiquetados são lidos pelos coletores ao serem aproximados da gôndola e contados de uma só vez, compondo o inventário. Dois clientes varejistas da NL (que ainda não podem ser revelados) estão testando a integração da RFID no seu inventário.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mercado de Varejo: Tendências e Expectativas

Escrito por: Raissa Rossiter

Cerca de 150 empresários, líderes empresariais e profissionais do setor de varejo se reuniram no auditório do Sebrae em Palmas, Tocantins, na terça-feira, 12 de abril, para discutir tendências e expectativas para o mercado de varejo no estado. O encontro foi uma realização do Sebrae e contou com o apoio da Fecomércio Tocantins, ACIPA - Associação Comercial e Industrial de Palmas – TO, CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas – Palmas – TO e Secretaria da Indústria, do Comércio e do Turismo do Governo do Estado de Tocantins.



O evento foi recheado de novidades e marcado por grande interesse dos presentes, com palestras que versaram sobre “Vendas no Varejo: a diferença entre atender e vender”, por Francisco Antônio Gomes dos Santos, do Grupo Pão de Açúcar; “A força e o futuro do Varejo brasileiro: dados e tendências”, por Raissa Rossiter, do Sebrae Nacional, e “E-commerce: incentivos ao comércio varejista de mercadorias, via Internet”, por André Pugliese, da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Tocantins.

Na palestra de Francisco Antônio Gomes dos Santos, o ponto central foi a importância de se manter equipes de vendas motivadas, capacitadas e comprometidas com o cliente nos pontos de venda, com apresentação da experiência exitosa do Grupo Pão de Açúcar. No caso da palestra de Raissa Rossiter, após apresentar os números do crescimento do comércio varejista no país, o destaque foram as mudanças ocorridas na experiência de consumo e no perfil do consumidor, influenciadas pela força do comércio eletrônico, e as tendências de avanço do varejo verde, com adoção de práticas focadas na sustentabilidade e no consumo colaborativo. Foram também expostas as estratégias nacionais de atuação do Sebrae no apoio ao setor. Já André Pugliese ressaltou os avanços do comércio eletrônico, os incentivos disponíveis no estado para empreendimentos nessa área e as inúmeras possibilidades de se inovar na gestão do varejo por meio de novos formatos de negócios em que o consumidor ganha cada vez mais protagonismo.

Companhia aérea oferece scanner digital 3D para passageiros comprarem sapatos sob medida durante vôo


Iniciativa surgiu a partir de parceria com empresa fabricante de calçados

Da Redação


A Virgin Atlantic trouxe para seus passageiros de primeira classe um novo serviço de compras durante o vôo. Por meio de uma parceria com a The Left Shoe Company, empresa que fabrica sapatos masculinos sob medida, colocou em suas aeronaves scanners digitais 3D para medir os pés dos clientes e vender calçados durante a viagem.

Os clientes precisam, apenas, selecionar o estilo, cor e material de preferência de seus sapatos, que a empresa fabrica o modelo sob medida, baseada no molde obtido com o scanner.

Para divulgar o novo serviço e a parceria, as empresas montaram um lounge no aeroporto londrino de Heathrow, onde os passageiros podem utilizar o scanner e fazer as encomendas dos sapatos. Outra novidade do serviço é que o passageiro pode escolher gravar seu nome e destino da viagem no produto.

Fonte: PEGN

terça-feira, 12 de abril de 2011

Empresário paulistano lucra com negócio que atende o melhor amigo do homem

A grande ideia partiu da dificuldade que os donos de animais de estimação encontram na hora de entrar em supermercados e shopping centers. A grande maioria dos estabelecimentos proíbe a entrada dos cachorros. Para por um fim nesse dilema, um empresário criativo abriu o estacionamento para cachorros. No local, os animais contam com gaiolas climatizadas, som ambiente e até petisco em forma de ossinho. A rotatividade do estacionamento canino é alta e por dia mais de 20 cachorros passam pelo pet.

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JORNAL DO SBT

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Empresários oferecem espaço requintado para quem gosta de apreciar um bom chá

Depois da água, o chá é a bebida mais consumida no mundo. São mais de 700 tipos de chá. Para montar o negócio, o investimento varia de R$ 100 a 500 mil.



Fonte: http://g1.globo.com/economia/pme/

Venda de roupas é a principal atividade do empreendedor individual

Cabeleireiros e lanchonetes também se destacam, dizem Receita e Serpro.
Atividade é exercida em sua maioria por homens, segundo dados.


Informações divulgadas quarta-feira (6) pela Secretaria da Receita Federal, e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) mostram que o principal ramo de atuação do empreendedor individual é o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, seguido pelos cabeleireiros, pelas lanchonetes e pelos minimercados e mercearias.

Os dados do governo mostram que, até março, foram formalizados um milhão de trabalhadores por meio do programa do empreendedor individual. A meta é de formalizar mais cerca de 500 mil novos trabalhadores até o fim deste ano.

A figura do microempreendedor individual foi criada pelo governo para que os trabalhadores se formalizem. É destinado a pessoas que atuam, por exemplo, como doceiros, borracheiros, camelôs, manicures, cabeleireiros e eletricistas, entre outros.
O processo de adesão é gratuito e feito pela internet. No portal do empreendedor, o empresário individual obterá, no ato da formalização, o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição no INSS. Mensalmente, o microempreendedor pagará cerca de R$ 60, sendo a maior parte destinada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o governo, o estado que mais formalizou trabalhadores por meio do programa, até março deste ano, foi São Paulo, com 209 mil adesões, seguido pelo Rio de Janeiro (130 mil formalizações), por Minas Gerais (97,5 mil pessoas), pela Bahia (91mil trabalhadores inscritos no programa) e pelo Rio Grande do Sul, com 55,6 mil trabalhadores formalizados.

Por gênero, os dados mostram que os homens têm pequena vantagem, com 55% dos trabalhadores formalizados. De acordo com a Receita Federal e com o Serpro, 58% das atividades são exercidas em estabelecimentos fixos, enquanto 20,3% trabalham de "porta em porta", e 8,5% em locais fixos, mas fora de lojas. Outros 6,7% trabalham pela internet.

Fonte: G1

A Loja do Ano é feita à mão

ESCRITO POR SÉRGIO BARBI FILHO
QUA, 06 DE ABRIL DE 2011 18:28

No último dia 28 a nova loja de canivetes e relógios suíços chamada Swiss Army foi eleita a “Loja do Ano”, durante a Globalshop, um dos mais importantes eventos de varejo realizado na cidade de Las Vegas, Estados Unidos. A loja é realmente bonita, percebe-se que a arquitetura foi planejada e a exposição dos produtos é única, mas não foram estes os fatores que concederam o prêmio à centenária Wenger, detentora da marca Swiss Army, de “Loja do Ano”. O que mais chama a atenção nessa loja são as peças feitas à mão, com o canivete suíço que demonstram a versatilidade e as inúmeras possibilidades de uso do produto. Então, mais do que parecer e ser bonita, a loja tem uma história para contar e chama a atenção dos consumidores não só pelos seus atributos estéticos.

Um painel de 15m x 9m, feito à mão com o canivete da marca e toras de pinheiro e fios, chama a atenção pela rusticidade e o uso inusitado do produto. Painéis como esse oferecem possibilidades e instigam a curiosidade dos consumidores, a maioria masculina, a pensar em usos diferentes para os produtos. Claro, não basta dispor o painel dentro da loja e esperar que os clientes percebam, a Swiss Army conta essa história de construção do painel através de imagens, textos e da sua equipe de vendas bem preparada. É inquietante pensar em tantas possibilidades do produto e não ficar com vontade de comprar. E foi exatamente essa a estratégia dos designers para fazer a loja vender mais: pense em possibilidades. Entretanto, o planejamento de uma experiência de compra complexa como essa não pode ser tão linear e só falar de peças e esculturas feitas pelo canivete, seria óbvio demais e os consumidores são muito mais complexos que isso. A loja também tem um mural pintado à mão, como se fosse um pôster antigo de viagens que confere um foco visual muito bonito, colorido e, como nada na loja é feito ao acaso ou só pela estética, ele direciona os clientes para os fundos da loja, complementando a rica história da lendária marca.

Fazer peças únicas à mão também tem outro papel importante no planejamento das lojas mais conceituadas. Muitas marcas têm lojas exatamente iguais e, para os consumidores mais freqüentes, isso acaba se tornando chato ao longo do tempo. O problema é simples, mas grave: os clientes sabem exatamente o que vão encontrar nas lojas da marca porque elas são exatamente iguais e, ao longo do tempo, deixam de visitá-las por que se tornam “chatas”. Peças feitas a mão nunca são iguais e isso é intrigante. A idéia não é nova e parece ter dado resultado para outras marcas. Em algumas lojas a marca de vestuário e calçados Timberland utiliza restos de madeira para fazer suas peças de exposição e mobiliários, piso e revestimentos das paredes. Assim cada loja sai de um jeito diferente e, acredite, o resultado é muito atraente, além de ser ecologicamente correto. Já a rede Starbucks fornece a alguns de seus gerentes de loja uma verba para comprar itens de decoração no mercado local e completar a ambientação da cafeteria.

As peças feitas à mão são bonitas, mas é ingênuo pensar que elas estão lá como simples arquiteturas; elas têm um papel muito mais importante que é despertar o desejo de compra. A ciência de consumo no varejo está se tornando mais sofisticada a cada dia, e os prêmios reconhecem os diferenciais mais complexos e menos óbvios como, apenas, o visual das lojas.

Sérgio Barbi Filho,diretor executivo da FRCH Design Worldwide na América do Sul


Fonte: No Varejo